São Paulo morreu no Horto em 2013. No domingo, não há esse risco

No dia 8 de maio de 2013, há 520 dias, o São Paulo saiu da Arena Independência, em Belo Horizonte, derrotado por 4 a 1 pelo Atlético-MG, eliminado da Libertadores e dando o primeiro passo para entrar na maior crise dos tempos modernos do clube. O estádio, localizado no bairro do Horto Florestal, zona leste de da capital mineira, não perdoou a equipe então treinada por Ney Franco, como diria o ditado que à época era cunhado: caiu no Horto, tá morto. O São Paulo morreu, mal do qual estará livre no próximo domingo.

O São Paulo volta ao Independência para jogar contra o mesmo Atlético-MG, domingo, pelo Brasileirão. Será a segunda visita desde a goleada sofrida, que desencadeou um processo de revolução que quase levou o clube à Série B no ano passado. Desta vez, diferentes fatores mudam o contexto e deixam a equipe paulista imune. Pode até perder, mas não sentirá os efeitos que causaram a imensa ferida em maio de 2013.

1. Vale a chance de título, mas não uma eliminação

O jogo é pelo Brasileirão e vale muito: se o São Paulo perder e o Cruzeiro vencer o Flamengo no Maracanã, a diferença entre as equipes aumenta para 10 pontos, e a chance de título, que já é pequena, ficaria menor ainda. Mas perder o jogo de domingo não teria o peso de uma eliminação, como foi em 2013, nas oitavas de final da competição que o São Paulo e os são-paulinos mais gostam e se acostumaram a ganhar.

2. Relação elenco x técnico é outra

A eliminação frente ao Atlético-MG, em 2013, fez explodir o conflito entre o elenco do São Paulo e o técnico Ney Franco. A raiz de todos os problemas, desde o início, foi o modo do técnico comandar os treinos: era seu auxiliar, Éder Bastos, e não ele próprio, que conduzia as atividades técnicas de campo. Ney, por vezes, optava por não acompanhar tais atividades, o que irritou boa parte do elenco. A preparação física também era criticada. Na diretoria, o chefe do futebol, Adalberto Baptista, era o único que defendia o técnico – além do presidente Juvenal Juvêncio – após a virada de ano. Teve um atrito público com Rogério Ceni, em 2012, quando discutiram por causa de uma substituição. Tudo isso, intensificado pelo tempo de convívio e impulsionado pela eliminação, resultou na explosão do conflito. Agora, com Muricy, o controle da comissão técnica sobre o plantel é muito maior.

3. Não haverá lista de afastados

Dois dias após a eliminação, Juvenal Juvêncio, Adalberto Baptista, João Paulo de Jesus Lopes e Ney Franco convocaram uma entrevista coletiva. Com um papel nas mãos, o presidente anunciou o afastamento de sete jogadores: Cortez, Fabrício, Cañete, Wallyson, João Filipe, Luiz Eduardo e Henrique Miranda. O clima entre elenco e treinador, que já era péssimo, ficou ainda pior.

4. Objetivo da temporada não estará comprometido

Em 2013, a meta do São Paulo era vencer a Copa Libertadores. A queda no Independência foi maior ainda porque acabou com o objetivo do ano. No domingo, caso perca, a meta não estará comprometida. O São Paulo traçou os planos de 2014 com o objetivo de chegar à Libertadores de 2015. Por uma boa fase vivida no mês passado, sonha com o título. Mas como afirmado por diretoria e jogadores, a grande questão é se classificar para a competição continental do próximo ano, algo que está encaminhado no Brasileirão e ainda pode ser conquistado com o título na Copa Sul-Americana.

5. Jogadores em boa fase

O São Paulo tem Kaká e Souza na seleção brasileira, em grande fase. Antes de alguns tropeços, tinha também Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato promovendo alguns momentos brilhantes. Além deles, outros como Denilson e Alan Kardec também têm jogado em bom nível. Ao contrário do que aconteceu na data da eliminação, com estrelas como Lúcio, Luis Fabiano e Jadson questionadas, atualmente a sustentação do elenco é muito maior.

 

Fonte: Uol

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