Ney Franco tem respaldo que clube não dá desde 2008

O torcedor são-paulino voltou a ter motivos, neste Réveillon, para desejar e sentir a chegada de um “próspero Ano-Novo” em 2013. E o maior responsável por isso é Ney Franco, que tem o singular respaldo da diretoria – o que não acontecia no clube desde a passagem de 2007 para 2008.

Ney Franco chegou ao São Paulo em julho de 2012, após passagens de treinadores que não conseguiram triunfar, e que até hoje causam arrependimento na diretoria do presidente Juvenal Juvêncio. Entre ele e Muricy Ramalho, que ficou até o meio de 2009, Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão dirigiram o time, e nenhum desses conquistou um título.

Após a conquista da Sul-Americana, Ney Franco inicia 2013 com todo o aval da diretoria. O esquema de jogo está consolidado, há verba para investir e o elenco se manteve forte apesar da saída de Lucas.

Tal respaldo não se fez presente desde 2008. Em 2009, Muricy Ramalho era tricampeão brasileiro, mas começou o ano pressionado pela possibilidade de ser eliminado pela quarta vez na Libertadores. O triunfo não veio, e resultou em demissão.

Depois dele, Ricardo Gomes, Carpegiani e Leão viraram os anos seguintes, e todos passaram o Réveillon sob pressão. Após mais alguns meses dos anos seguintes, não conseguiram manter o emprego.

Agora, Ney Franco tem o cenário a seu favor para quebrar a escrita. O título antes das festas de fim de ano veio ao Morumbi, assim como a confiança de diretoria e torcida. A quem está na arquibancada, resta esperar e torcer para que o “próspero Ano-Novo” se transforme em títulos.

Nas últimas viradas

Muricy Ramalho: Foi tri do Brasileirão em 2008, mas começou 2009 pressionado na Libertadores. Sem o título pela quarta vez, saiu em junho.

Ricardo Gomes: Assumiu após a saída de Muricy e fez ótima campanha no BR-09. Eliminado na semi da Libertadores-10, não teve o contrato renovado em julho.

Carpegiani: Chegou em outubro de 2010, após mau momento com Baresi, e não foi bem. Caiu no Paulistão e na Copa do Brasil de 2011, e acabou demitido.

Emerson Leão: Chegou em outubro de 2011, caiu na Sul-Americana, terminou o BR em 6 e ficou. Em 2012, foi mal no Paulista, na Copa do Brasil e foi demitido.

Os motivos da festa de Ney Franco e do Tricolor

Esquema de jogo
Ney Franco alterou o modo de jogar do São Paulo, e conseguiu consolidar o 4-2-3-1 após testar diferentes alternativas. As entradas do zagueiro Paulo Miranda na lateral direita e a volta do volante Wellington foram os fatores preponderantes para que o atual esquema tático se tornasse sólido e resultasse no título da Sul-Americana. Mesmo sem Lucas em 2013, deve manter o padrão de jogo adotado nos últimos meses do último ano.

Apoio
O presidente Juvenal Juvêncio e a diretoria de futebol do São Paulo têm plena confiança em Ney Franco para produzir ainda mais no ano que vem. Nas conversas informais, os dirigentes admitem os erros cometidos ao contratar treinadores como Carpegiani, Adilson e Leão, e comemoram a mudança que Ney Franco aplicou no elenco e na equipe mesmo com pouco tempo de trabalho no Morumbi.

Cofre cheio
Lucas não ficará no São Paulo em 2013, mas renderá aos cofres do clube R$ 87,2 milhões, que serão pagos pelo Paris-Saint Germain, da França, na primeira quinzena do mês de janeiro. O valor é o dobro do que o São Paulo gastou para contratar em 2012, e poderá ser usado para contratar reforços durante a temporada. Os reforços já confirmados não custaram ao clube, e a verba não está comprometida para 2013.

Elenco mantido
Lucas não fica, mas outras principais peças permanecem no São Paulo para 2013. Para amenizar a saída do ex-camisa 7, o zagueiro Lúcio, que tem mais de 100 partidas pela Seleção Brasileira, está contratado e deverá compor a zaga ao lado de Rafael Toloi. No setor ofensivo, Paulo Henrique Ganso iniciará o ano de igual para igual com o grupo, e disputará com Jadson a titularidade na equipe. E outros reforços ainda podem chegar para o lado direito do ataque.

Fonte: Lance

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