Milton festeja vitória “incontestável” e ganha abraço de Aidar em coletiva

Uma vitória incontestável, de um time que foi superior do começo ao fim. Foi dessa maneira que o técnico interino do São Paulo, Milton Cruz, analisou o triunfo tricolor sobre o Corinthians, por 2 a 0, no Morumbi, nesta quarta-feira, resultado que garantiu o time nas oitavas de final da Taça Libertadores. Para ele, o time soube dar a resposta que o torcedor esperava após a derrota para o Santos, domingo passado, que decretou a eliminação do time na semifinal do Campeonato Paulista.

– Não ganhamos por acaso. Ganhamos, convencendo,  de um time que estava invicto. O Rogério não fez uma defesa durante toda a partida. Preciso enaltecer todos os jogadores. Do Rogério ao Luis Fabiano, contando com os que entraram depois, os que ficaram no banco, todos tiveram uma vibração muito positiva. Também devemos agradecer ao torcedor, que compareceu e nos apoiou – afirmou o treinador.

A ótima atuação da equipe rendeu um cumprimento do presidente Carlos Miguel Aidar, que fez questão de acompanhar o início da coletiva realizada na sala de imprensa do Morumbi.

– Só vim aqui para dar parabéns a você na frente deles – afirmou o dirigente, que levantou, deu um abraço em Milton Cruz e foi embora.

A situação deixou o interino bem satisfeito.

– Acho legal o reconhecimento do presidente. Ele tem comparecido sempre aos treinamentos, está vendo o valor que a gente tem dentro do clube – ressaltou.

Veja abaixo os trechos da coletiva do treinador

Desempenho do time
– Tem de dar mérito para os jogadores. A expulsão do Emerson foi correta, ele agrediu o Toloi por trás. Mesmo antes da expulsão, o São Paulo estava melhor, tomando conta do jogo. Estávamos numa noite muito boa, jogadores correndo, se ajudando. Do começo ao fim, o time foi superior.

Expulsão do Luis Fabiano, a 15ª pelo São Paulo
– Infelizmente aconteceu a expulsão. Ele nem agrediu o Mendoza. Foi coisa do jogo. Mas prefiro falar que ele fez gol e nos ajudou bastante. Foi uma jogada que nem merecia a expulsão. Vou conversar com ele.

Esquema com três volantes deu certo?
– Mudei um pouco o posicionamento dos volantes na partida. Como o Corinthians apoia pelos lados, coloquei Hudson e Michel abertos e Denilson e Souza mais centralizados. Precisava ter mais atenção pelas laterais. Acabou funcionando. Mas não sou treinador de um esquema só. Em cima do que eu tenho, vou trabalhar.

O que pode dizer do Cruzeiro
– É o atual campeão brasileiro, sempre foi um adversário difícil de enfrentar. Ontem fiz questão de assistir à partida deles. O técnico (Marcelo Oliveira) é meu amigo particular, jogamos juntos no Nacional, do Uruguai, nossas famílias têm muita convivência. São duas equipes que jogam para frente, possuem grandes peças, espero um grande duelo.

Por que o time teve um espírito diferente na partida?
– O time vem tendo esse espírito desde o jogo contra a Portuguesa. Em seguida vencemos o RB Brasil e fomos buscar a vitória sobre o Danubio depois de tomar um gol. Contra o Santos, caímos um pouco de rendimento a partir do gol que tomamos. Acho que é fruto do trabalho, da conversa, da união dos atletas, estão se juntando mais.  Ninguém é obrigado a jogar bem, mas tem de correr, lutar, buscar.

Pato tinha chance de jogar?
– A diretoria estava tentando encontrar alguma brecha, mas a cláusula atrapalhou muito. Mas ele veio com a gente, acompanhou o jogo, participou da oração no vestiário. Ele veio aqui para nos ajudar, foi muito legal.

Preparação antes da partida
– Procurei ver os teipes do Corinthians três vezes para ver o que poderíamos fazer. Tivemos palestra motivacional no CT e depois os próprios jogadores se reuniram. Costumo dizer que você conhece o time na hora da reza. Hoje não tinha jeito. Na oração, você já percebia que o pessoal iria dar o máximo para buscar o resultado.

Fonte: Globo Esporte

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