Ex-São Paulo, Zé Carlos torce por Ceni como técnico: “Será um dos melhores”

Rogério Ceni ainda não é treinador – está caminhando para isso –, mas no que depender da torcida do ex-companheiro e lateral-direito do São Paulo, Zé Carlos, o ídolo da torcida tricolor tem qualidades de sobra para se tornar um dos maiores do futebol brasileiro também na área técnica. De volta à cidade natal Presidente Bernardes, no interior paulista, após um período de quatro anos como secretário de Esportes em Nova Mutum (MT), o ex-jogador fala de sua amizade com Ceni, relembra os momentos de “resenhas” com o amigo e engrossa o coro dos que torcem para que o ex-goleiro se torne técnico logo.

– Joguei no São Paulo no final da década de 90, e naquela época as concentrações eram divididas. E com essas divisões, acabei sendo companheiro de quarto do Rogério Ceni por muito tempo. Foi aí que criamos uma amizade muito grande e, sempre que nos encontramos, procuramos relembrar aqueles bons tempos. Pelo profissional que foi e por tudo que representa no futebol, sem dúvidas vai ser um dos maiores técnicos do Brasil. É uma profissão complicada, mas ele tem qualidade para se dar bem – pontuou Zé Carlos, que está com 48 anos.

Com forte ligação ao esporte que o levou à seleção brasileira e à Copa do Mundo de 1998, Zé Carlos declara sua torcida ao amigo Rogério Ceni, mas não se vê exercendo a profissão. Tudo isso porque, segundo ele, a carreira de treinador às vezes é ingrata.

– Eu nunca pensei em ser treinador, sou muito perfeccionista. Acho que ao mesmo tempo que você pode estar colhendo bons resultados e com o grupo na mão, de uma hora para outra vem uma ou duas derrotas, e o técnico é o primeiro a ser contestado. Vivi isso como jogador e não quero passar como técnico. É mais fácil mandar o treinador embora ou 20 ou 30 jogadores? Claro que é o técnico. Por isso, prefiro continuar nos bastidores.

Zé Carlos na partida do São Paulo contra o Corinthians em 1998 (Foto: Arquivo / Ag. Estado)Zé Carlos em partida do São Paulo contra o Corinthians, em 1998 (Foto: Arquivo / Ag. Estado)

Sobre o atual momento do São Paulo no Campeonato Brasileiro (12º colocado, com 39 pontos, a quatro da zona de rebaixamento) – clube que defendeu por cerca de dois anos e meio –, Zé Carlos confia em uma reação, mas ressalta a falta de “material humano” dos times brasileiros.

– Na minha época, o elenco do São Paulo tinha cinco ou seis jogadores de seleção. Se olhasse para o Palmeiras ou Corinthians, encontrariam outros tantos bons atletas. Você conseguia montar uma seleção e meia só com atletas que estavam em atividade no Brasil. Agora, a situação é outra, e os times não têm muitas opções, tanto que a Seleção é praticamente formada por jogadores que jogam lá fora. Acredito que as coisas possam mudar em breve.

Zé Carlos, ex-lateral-direito do São Paulo, Amador Sênior de Presidente Prudente (Foto: Ive Rodrigues / GloboEsporte.com)Com a camisa 2, Zé Carlos atuou em 4 jogos do Amador (Foto: Ive Rodrigues / GloboEsporte.com)

E o Zé Carlos, o que anda fazendo?

Como sempre faz, desde que se aposentou, o ex-lateral continua dentro dos gramados aos finais de semana. E para não perder o costume, levantou a taça do Campeonato Municipal de Futebol Amador Sênior de Presidente Prudente – município vizinho a sua terra natal, Bernardes. Na ocasião, o Dream Team, clube que Zé Carlos defendeu na competição, venceu a final nos pênaltis no último domingo (16).

– Como estava morando no Estado do Mato Grosso, não consegui disputar todos os jogos do campeonato, mas conseguir estar em campo pelo menos umas quatro vezes, e deixei a minha marca uma vez. O prazer não é nem o título, mas sim estar no meio do esporte. Acho que você tem que fazer o que gosta, e eu amo o futebol.

Casado há alguns anos e pai de dois filhos (Lucas e Isabelle), Zé Carlos leva uma vida tranquila no interior de São Paulo. Além de tocar alguns projetos ligados ao esporte, o ex-jogador administra uma empresa no ramo da construção civil. Em meio aos compromissos, o bernardense ainda arruma tempo para se manter em ótima forma física.

– Encerrei a carreira no Noroeste (há 11 anos), mas não parei de me exercitar. Para continuar jogando a minha bola, treino pelo menos quatro vezes por semana. E não treino só por conta do futebol de final de semana não. Penso que é importante fazer alguma atividade física e manter a saúde em ordem.

 

Fonte: Globo Esporte

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