Especialista em América, Ganso regressa para conduzir São Paulo

Paulo Henrique Ganso está de volta para tentar conduzir o São Paulo no caminho de mais um título continental. Depois de ficar fora de combate no domingo de 12 de outubro (data de seu aniversário e também do Descobrimento da América), ele regressará na noite desta quarta-feira em terras chilenas para reassumir o meio-campo – que continua sem Kaká – em duelo decisivo diante do Huachipato.

“Sem o Kaká, minha responsabilidade aumenta, sim, porque fica praticamente apenas um jogador na armação. Com ele, são dois para preocupar os adversários. Mas, mesmo com o Kaká em campo, eu procuro assumir essa responsabilidade de ajudar o São Paulo sempre”, diz o jogador, que completou 25 anos no dia em que cumpria suspensão e tem as três conquistas atualmente possíveis no continente: Copa Libertadores de 2011 e Recopa Sul-americana de 2012, pelo Santos, e Copa Sul-americana de 2012, já com a camisa tricolor.

“São os maiores torneios que a gente pode disputar fora do Brasil, na América. Então, tem que ganhar tudo, até para ter história no clube de que a gente gosta”, destaca aquele que conhece bem o trajeto rumo ao título. “O mapa é ter o que a gente teve na arrancada recente que conseguimos no Campeonato Brasileiro. Um time bem compacto, que conseguia tomar poucos gols e que, com a qualidade que a gente tem no ataque, também fazia”.

Para o duelo desta quarta-feira, válido pela volta das oitavas de final da Sul-americana, o mais importante mesmo é não ser vazado, uma vez que o time brasileiro tem a vantagem do empate por ter vencido a primeira partida por 1 a 0, no Morumbi. Mas a vaga pode ser garantida até mesmo com derrota por um gol de diferença, desde que o São Paulo também consiga balançar a rede do time chileno.

“Em competições mata-mata como essa, o essencial é não tomar gols em casa. Não tomamos. Fazer fora, como a nossa equipe tem uma qualidade muito grande, acho que vai sempre fazer. Agora, tem que tomar cuidado também lá atrás. Não é só ataque ou defesa. Têm que estar todos compactos, todos juntos”, receita o especialista, que foi poupado do primeiro encontro com o Huachipato, mas ainda assim é o segundo são-paulino que mais atuou na temporada, atrás apenas do capitão Rogério Ceni.

Outra recomendação na tentativa de redescobrir a América é se atentar para o estilo da arbitragem estrangeira, geralmente mais tolerante do que a nacional. “É diferente, fica um jogo mais pegado. Não é como no Brasileiro, em que qualquer choque ou empurrãozinho é marcada a falta, é parado o jogo”, lembra, apesar de ironicamente já ter sido expulso pelo paraguaio Antonio Arias (árbitro desta quarta-feira) em 2013. Um percalço em sua vitoriosa aventura pelo continente, cuja próxima parada está prevista para 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, em Talcahuano.

Além de Kaká, o meio-campo também ainda não terá o volante Souza, igualmente retornando de convocação para a Seleção Brasileira. O zagueiro Rafael Toloi e o meia Maicon, lesionados, e os atacantes Luis Fabiano (suspenso) e Ademilson (na Seleção olímpica) são outras baixas, sem contar o zagueiro Rodrigo Caio, que só voltará em 2015.

 

Fonte:  Gazeta  Esportiva

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