Em menos de três anos, São Paulo teve seis técnicos e três interinos

Dorival Júnior ganhou sobrevida no comando do São Paulo. Apesar da forte pressão interna e externa, o clube decidiu manter o técnico no cargo pelo menos até quarta-feira. O resultado no duelo contra o CRB, pela terceira fase da Copa do Brasil, será crucial para o futuro de Dorival no Tricolor do Morumbi.

Após o empate com a Ferroviária no último domingo, o atual comandante da equipe balançou, mas foi mantido. Na ocasião, Dorival desabafou em entrevista coletiva e pediu um basta na cultura de demissões de técnicos no Brasil.

O problema é que o próprio São Paulo não colabora em nada com a ideia de dar mais tempo e confiança aos treinadores. Muricy Ramalho foi o último técnico são-paulino a permanecer na função por mais de uma temporada. Muricy durou um ano e meio antes de se desvincular em comum acordo com a diretoria.

Desde então, lá se vão dois anos e dez meses. Nesse período, o São Paulo teve seis técnicos diferentes, além de três interinos. Juan Carlos Osorio, Doriva, Edgardo Bauza, Ricardo Gomes e Rogério Ceni antecederam a Dorival Júnior. (Veja números abaixo)

Milton Cruz, ex-auxiliar da comissão técnica, em duas oportunidades, André Jardine, treinador do Sub-20, e Pintado, outro ex-auxiliar, ainda chegaram a assumir a responsabilidade de liderar o elenco de forma provisória.

Sem contar com os interinos, a média é de um técnico novo a cada 5,6 meses de trabalho. Doriva foi o que menos perdurou, ficou no cargo pouco mais de um mês depois de dirigir o time em apenas sete partidas.

Dorival Júnior, junto com Egardo Bauza, já é o mais longevo desde Muricy Ramalho, com pouco mais de sete meses no cargo. O aproveitamento do atual comandante é melhor do que o de Ceni, Gomes, Bauza e Doriva, e praticamente empata com o que conseguiu Osorio. Nesse quesito, Muricy Ramalho também é o que apresentou o resultado mais satisfatório.

Vale ressaltar que Juan Carlos Osorio e Edgardo Bauza não foram formalmente demitidos. O colombiano saiu para assumir a seleção mexicana, enquanto o argentino aceitou o convite da seleção de seu país natal. Ambos, no entanto, à época de suas despedidas, viviam uma relação desgastada no clube e já demonstravam que não teriam vida longa no São Paulo.

Os números dos técnicos do São Paulo de Muricy à Dorival:

Muricy Ramalho: 109 jogos, 58 vitórias, 22 empates e 29 derrotas – Aproveitamento de 60%.
Pouco menos de 19 meses no cargo (De 9 de setembro de 2013 à 6 de abril 2015)

Juan Carlos Osorio: 28 jogos, 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas – Aproveitamento de 51%.
Pouco mais de quatro meses no cargo (De 25 de maio 2015 à 6 de outubro de 2015)

Doriva: 7 jogos, 2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas – Aproveitamento de 33,3%
Pouco mais de um mês no cargo (De 7 de outubro de 2015 à 9 de novembro de 2015)

Edgardo Bauza: 48 jogos, 18 vitórias, 13 empates e 17 derrotas – Aproveitamento de 46,52%.
Pouco mais de sete meses no cargo (De 7 dezembro de 2015 à 1º de agosto de 2016)

Ricardo Gomes: 18 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 7 derrotas – Aproveitamento de 42,59%.
Pouco mais de três meses no cargo (De 13 de agosto de 2016 à 23 de novembro de 2016)

Rogério Ceni: 37 jogos, 14 vitórias, 13 empates e 10 derrotas – Aproveitamento de 49,54%.
Pouco mais de seis meses no cargo (De 24 de novembro de 2016 à 3 de julho de 2017)

Dorival Júnior: 37 jogos, 15 vitórias, 11 empates e 11 derrotas – Aproveitamento de 50,45%.
Pouco mais de sete meses no carco (Desde 5 de julho de 2017)

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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