Em baixa, colombiano Pabón tem futuro incerto no São Paulo

A paralisação do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa do Mundo vai ser decisiva para o colombiano Pabón. O contrato do atacante com o São Paulo acaba em 30 de junho, e a diretoria não sabe se exercerá a cláusula de renovação automática. Apesar de elogiar o jogador, o técnico Muricy Ramalho quer conversar com os dirigentes para saber o que fazer com o atacante.

– Nós estamos muito ligados no dia a dia dos jogos e também nessa viagem (para os Estados Unidos). Sinceramente, nem pensamos nesse assunto, mas, claro, estamos atentos. É um jogador que entrou bem e é importante em longo prazo para o Brasileiro. Temos de respeitar a estratégia do clube. Vamos decidir na hora certa – afirmou.

Contratado no início do ano, Pabón foi liberado gratuitamente pelo Valencia por 18 meses. No entanto, os clubes optaram por firmar três contratos de empréstimo com validade de seis meses. No término de cada um deles, há uma análise da situação. O Tricolor pode liberá-lo sem o pagamento de multa ou segurá-lo, também sem custos. Assim como a equipe espanhola tem o direito de solicitar o retorno do atacante.

Os números não são muito favoráveis a Pabón. O colombiano participou de 13 partidas e marcou apenas um gol. Além disso, não caiu nas graças da torcida. Ele foi muito vaiado ao ser substituto contra o Coritiba, no Pacaembu. Entretanto, deu um novo ânimo ao ataque ao entrar no segundo tempo do clássico contra o Corinthians, no último domingo, na Arena Barueri.

Muricy elogia o atacante pela voluntariedade e por gostar de arriscar chutes de longa distância, algo que cobra constantemente de Paulo Henrique Ganso. A mira, porém, não é das melhores. O único gol anotado pelo colombiano saiu de uma cobrança de pênalti diante do XV de Piracicaba, pelo Paulistão.

A chegada de Alan Kardec dificulta a vida de Pabón. O elenco tem agora mais um jogador que pode atuar pelos lados do campo, mesma função do colombiano. Além disso, a direção quer um melhor aproveitamento dos garotos da base. Casos de Ademilson e Ewandro.

Fonte: Globo Esporte

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