‘Eles viram que não dava na bola’, diz Rafael Tolói, que passa férias em MT

Campeão da Copa Sul-Americana com o São Paulo, o zagueiro Rafael Tolói desembarcou nesta quinta-feira (14) em Cuiabá, para curtir suas férias em Glória d’Oeste (300 km da capital). De folga até o dia 03 de janeiro, o zagueiro disse que irá descansar o quanto pode, já quem em 2013 o Tricolor Paulista estará novamente na disputa da Taça Libertadores da América, grande meta do clube no ano.

Tolói tem contrato até 2017 e espera conquistar ainda mais a torcida com boas atuações e gols, característica desde os tempos nas categorias de base do Goiás. Com apenas 22 anos o atleta vislumbra uma Copa do Mundo para coroar seu bom momento.

De acordo com ele, o título da Copa Sul-Americana foi o mais importante de sua carreira. Antes, já havia conquistado o Campeonato Goiano, pelo Goiás, além do título do Sul-Americano sub-20 pela Seleção Brasileira.

Sobre o Tigres, adversário da final, Tolói afirmou que “eles viram que não iriam ganhar em campo e apelaram para o abandono”.

Confira os principais trechos da entrevista.

Globoesporte.com – Rafael, o que representa esse título para sua carreira?

Rafael Tolói – É muito importante. É o meu primeiro ano no São Paulo e já conquistar um título internacional foi muito bom. A nossa meta era conquistar a vaga na taça Libertadores-2013 e conseguimos. Tenho um contrato longo e vou em busca de me firmar ainda mais no clube.

Globoesporte.com – E para o São Paulo?

Rafael Tolói – O São Paulo está acostumado a conquistar títulos e não podíamos passar 2012 em branco. Assim como eu disse nossa grande meta era a conquista da vaga na Libertadores-2013. Conquistamos ela pelo Campeonato Brasileiro e partimos em busca do título da Sul-Americana, uma taça inédita para o time. Selamos o bom desempenho no ano. Todos foram muito bem.

Globoesporte.com – Como foi a confusão no jogo da final diante do Tigre, em que o adversário não voltou para o segundo tempo?

Rafael Tolói – Eles foram desleais nas duas partidas da final. Deram muita pancada em nós. No fim do primeiro tempo vieram para cima e entramos rápido no vestiário. Lá dentro, nós estávamos tranquilo, não sabíamos que iria gerar essa confusão toda.

Globoesporte.com – Vocês tinham dimensão do que acontecia fora do vestiário enquanto estavam no intervalo? E a polêmica dos seguranças estarem armados?

Rafael Tolói – Não tinha como, pois depois que entramos não ficamos sabendo de nada. O Ney Franco passou informações sobre a postura do segundo tempo. Estávamos preparados para jogar a segunda etapa normalmente. Tenho certeza que os seguranças do clube não estavam armados. O São Paulo é um exemplo de organização e estrutura. Só tivemos dimensão do que estava acontecendo quando voltamos do intervalo.

Globoesporte.com – Os jogadores do Tigres não voltaram por protesto à pancadaria?

Rafael Tolói – Eles viram que levaram um show de bola no primeiro tempo. Criamos muitas chance. Viram que não dava para ganhar na bola e apelaram para isso. Nossa equipe era muito superior à deles. No segundo tempo teríamos feito mais gols. Foi um título mais que merecido. Agora é só comemorar.

Globoesporte.com – E a torcida do clube que lotou o Morumbi. Como foi isso para os jogadores?

Rafael Tolói – A torcida do São Paulo é maravilhosa. É exigente, mas sabe reconhecer quando o time está bem. Eles foram fundamentais para a conquista. Foi lindo entrar em campo e ver tantos torcedores vibrando por nós. Empolga e estimula demais.

Globoesporte.com – O São Paulo vai sentir muita falta do Lucas?

Rafael Tolói – O Lucas é um jogador diferenciado. Joga demais. Pode colocar três, quatro jogadores para marcá-lo que não vai adiantar. A qualidade dele é impressionante. A diretoria vai trabalhar para repor a perda dele. Desejo muito boa sorte para ele no PSG.

Globoesporte.com – O Paulo Henrique Ganso seria esse nome?

Rafael Tolói – O Ganso é outro jogador fora dos padrões. Tem uma característica diferente do Lucas, mas também será muito importante para o São Paulo. O clube terá que mudar um pouco sua maneira de jogar, mas vamos nos adaptar.

Globoesporte.com – Você já tem três gols com a camisa do São Paulo e tem sido reconhecido como um exímio cobrador de faltas de longe. Como é ser um zagueiro-artilheiro?

Rafael Tolói – Desde os tempos que estava no Goiás eu treino faltas. Tenho essa característica de bater forte na bola e estou tendo a chance de mostrar isso. Já marquei 28 gols na carreira. Acho que é o gene do meu pai que foi atacante.

Globoesporte.com – É verdade que você começou sua carreira como atacante?

Rafael Tolói – Já passei por todas as posições, menos goleiro, até chegar a zagueiro. Comecei como atacante, fui para a meia, lateral, até me achar como zagueiro. Ali vi o meu potencial e não saí mais.

Globoesporte.com – Qual sua meta de carreira agora? Em 2014 temos a Copa do Mundo no Brasil.

Rafael Tolói – Ela está nos meus planos. Com a troca de treinador e o bom momento do São Paulo tenho essa esperança. Vou continuar focado e trabalhando forte para tentar uma vaga. Já atuei por quase todas as seleções de base e espero ter chances na equipe principal.

Globoesporte.com – Como foi seu início de carreira?

Rafael Tolói – Com 12 anos eu fiz uma peneira do Flamengo, em Cuiabá, com mais de 3 mil jogadores. Fui aprovado, mas era muito novo e não me adaptei ao Rio de Janeiro. Voltei para Mato Grosso e tive um convite do Goiás, através de um amigo. Cheguei no Goiás com 13 anos e fiquei lá até chegar ao São Paulo neste ano.

Globoesporte.com – Porque nunca tentou uma chance nos clubes de Mato Grosso?

Rafael Tolói – O futebol aqui não é muito visado. Precisa de mais investimento e incentivo. Não tive oportunidade de integrar nenhuma equipe mato-grossense. Saí muito cedo, mas torci muito para o Luverdense subir para a Série B do Campeonato Brasileiro. Seria muito bom um time da região estar na Segundona, que hoje é muito visada e valorizada. Deixaria Mato Grosso na vitrine nacional.

Globoesporte.com – E agora esse período de férias?

Rafael Tolói – Quero curtir muito minha família e descansar bastante. Glória d’Oeste é bem pequena então poderei ficar tranquilo. É bom para reencontrar amigos, pescar e jogar uma pelada ou outra. Fico por lá até o dia 02 de janeiro. No dia 03 voltamos aos treinos com tudo para realizar mais uma boa temporada.

Fonte: Globo Esporte

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