Eleito pela torcida, presidente Michel Bastos escolhe ministros no São Paulo

Se houvesse uma urna eletrônica no estádio do Morumbi na última quarta-feira, Michel Bastosseria eleito presidente. Quem garante é… o próprio Michel Bastos. Aos 15 minutos do segundo tempo, ele teve seu nome gritado pelos eleitores. Estava no banco de reservas em razão de uma lesão na coxa direita. Mesmo assim entrou pouco depois e, aos 34, fez o gol da vitória por 1 a 0 do São Paulo sobre o Atlético-MG, pelas quartas de final da Taça Libertadores.

Michel Bastos 06 (Foto: Marcos Ribolli)Michel Bastos saiu do banco e fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli)

Há poucos meses, as manifestações nas ruas pediam a saída de Michel. Ele deu a volta por cima. Empossado como um dos ícones de uma equipe que supera expectativas e está a um empate da semifinal, o meia, quem diria, está orgulhoso do carinho que o povo tem por ele.

– Ontem votariam em mim (risos). A torcida do São Paulo tem um carinho grande por mim. Foi uma minoria que hoje grita meu nome, me aplaude e, se Deus quiser, vai seguir dessa forma. Se eu continuar trabalhando, daqui a três ou quatro anos, quando eu sair do São Paulo e me candidatar, vou ser eleito pela torcida (risos) – afirmou o favorito nas pesquisas.

Mas ninguém governa sozinho, e Michel Bastos sabe que para seguir com prestígio na sociedade tricolor, precisa de um ministério forte e confiável. Os nomes? Estão na pasta do presidente:

– Da Defesa seria o Lugano. Da Educação, o Alan Kardec, menino educado (risos). E ministro da Fazenda, o Rodrigo Caio, que é lá do interiorzão (o zagueiro nasceu em Dracena, cidade do interior paulista).

O presidente é tão democrático que até um argentino tem lugar em seu governo. Edgardo Bauza, chamado de Patón pelos jogadores, foi escolhido ministro da Justiça. Habilidoso o Michel.

A escolha do seu vice causou problemas. Autor de três gols nos três jogos de mata-mata da Libertadores, o camisa 7 teve precauções bastante adequadas para nomear a função.

– É, colocaria o Wesley de vice-presidente. Mas acho que ele iria querer me derrubar. Essa é minha chapa… Hudson! Não posso esquecer do Hudson, é ele – determinou.

Hudson, curiosamente, herdou de Michel a faixa de capitão do São Paulo – que também passou pelo braço do goleiro Denis. Mas num governo em que ninguém se entendia no começo do ano, ações políticas, como intervenções da diretoria, e econômicas, como a quitação de salários atrasados, fizeram toda diferença para uma gestão harmônica.

É na maneira de reagir às dificuldades que se vê como age um grupo. E Michel Bastos, no vestiário do estádio Hernando Siles, em La Paz, depois do empate por 1 a 1 com o The Strongest, da classificação assegurada para o mata-mata, das expulsões do goleiro Denis e do artilheiro Calleri, da briga generalizada em campo e da dificuldade de respirar na altitude de 3.600 metros, entrou no meio da roda e decretou que o São Paulo iria até o fim do torneio.

– O grupo sempre foi unido, mas foi muito questionado em alguns momentos e acabou afetando. Nós nos unimos e vimos que era momento de parar de sofrer (risos). Ali era momento de mostrar que quem não acreditava no São Paulo teria de nos colocar junto com os outros, porque vamos longe. Ainda continuo com esse discurso. Temos de ter o pé no chão, com humildade e sem desrespeitar adversários. Dessa forma, aqui é São Paulo e vão ter que engolir a gente.

São Paulo e Atlético-MG voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, no estádio Independência, em Belo Horizonte. O Tricolor precisa de um empate ou uma derrota por um gol de diferença, desde que marque gols, para avançar à semifinal. Antes, com reservas, a equipe vai estrear no Brasileirão, domingo, às 11h, em Volta Redonda, diante do Botafogo.

Veja abaixo os ministros de Michel Bastos:

Lugano São Paulo x Botafogo-SP (Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Estadão Conteúdo)Defesa: Lugano, mesmo reserva, tem respeito da sociedade tricolor (Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Estadão Conteúdo)
Alan Kardec São Bento x São Paulo (Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)Educação: Alan Kardec garantiu seu lugar no ministério (Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)
Rodrigo Caio comemora gol do São Paulo contra o Rio Claro (Foto: Marcos Ribolli)Fazenda: Rodrigo Caio nasceu no interior. Então, segundo Michel Bastos, cuida dessa pasta (Foto: Marcos Ribolli)
Edgardo Bauza treino São Paulo (Foto: Érico Leonan/www.saopaulofc.net)Justiça: nada melhor do que escolher o técnico para essa função. É sua, Patón (Foto: Érico Leonan/www.saopaulofc.net)
Hudson São Paulo (Foto: Marcelo Zambrana/AGIF/Estadão Conteúdo)Vice-presidente: Hudson, capitão do time, herdou a faixa de Michel (Foto: Marcelo Zambrana/AGIF/Estadão Conteúdo)
Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “Eleito pela torcida, presidente Michel Bastos escolhe ministros no São Paulo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.