Ele pode resolver um problema e acabar com a rivalidade entre Inter e SP

O volante Wellington está entrando na fase final de recuperação, após cirurgia no joelho esquerdo, e carrega consigo a possibilidade de resolver dois problemas no Internacional. Um deles está no campo e outro nos gabinetes. Com empréstimo renovado automaticamente até o final da participação do Colorado na Libertadores, ele passará a ser opção para o técnico Diego Aguirre tentar encerrar as dificuldades defensivas do time titular. E também pode encerrar uma rivalidade entre diretorias com o São Paulo.

A final da Libertadores de 2006, uma negociação polêmica por Guiñazú que acabou não ocorrendo e o ‘caso Oscar’ acirraram os ânimos entre os dirigentes. A liberação de Dagoberto, em 2012, aliviou o ambiente, mas o empréstimo de Wellington no ano passado significou uma mudança radical nas relações. As negociações para a permanência foram congeladas desde a virada do ano, mas a diretoria gaúcho admite que fará pelo menos uma investida para ficar com Wellington. O preço para adquirir o jogador é 6 milhões de euros (R$ 19 milhões), mas existe a ideia de que o valor pode ser reduzido drasticamente em um negócio na metade do ano.

“Sempre tive ótima relação lá com a direção e quando soube do interesse do Inter, pedi para ser liberado. Falei com o presidente Juvenal (Juvêncio, à época ainda no cargo) e ele aceitou. Não houve nenhum problema”, conta Wellington. “Eu sei da rivalidade, mas sempre disse que se saísse do São Paulo iria para outro clube grande. É claro que eu quero ficar, mas não depende só de mim. E neste momento eu estou focado em me recuperar”, completa.

A recuperação da lesão no joelho avança positivamente. Na semana passada, Wellington foi liberado para correr no gramado. Reapareceu no campo após quatro meses e ainda tem pelo menos mais um mês e meio pela frente antes de ser totalmente reintegrado. O maior susto, contudo, já passou. Logo que sentiu a lesão (em jogo diante do Cruzeiro, no returno do Brasileirão), ele chegou a pensar em seguir atuando. Sorte do volante que Abel Braga disse não.

“Ele salvou minha carreira, se eu ficasse em campo poderia ter agravado a lesão. A perna estava muito forte e não senti dor, só na hora, quando rompeu. No vestiário a gente fez vários exames e não aparecia nada. Eu botei gelo e fui ouvir a palestra do Abel. Ele me viu com a cara de preocupado e disse que ia me tirar. Se eu continuasse, podia ter piorado tudo”, diz. “Eu fui para a sala de cirurgia querendo que meu ligamento ainda estivesse lá e pedi: me dá anestesia antes, não quero nem ver. Primeiro fizeram artroscopia e aí eu apaguei e então começaram a cirurgia. Quando acordei já estava com a perna imobilizada e tive a certeza de que era o ligamento”, acrescenta.

Wellington voltará com novos concorrentes por um lugar no time titular. Willians saiu, após negociação com o Cruzeiro, e Nilton virou o dono de uma vaga. Os jovens Bertotto e Rodrigo Dourado foram promovidos e Nico Freitas foi indicado por Diego Aguirre. O jogador cedido pelo São Paulo deve ser incluindo na lista de inscrito da Libertadores após a fase de grupos, quando estiver 100% recuperado.

 

Fonte: Uol

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