Com vaga na mão, viagem pode trazer mais frutos que o resultado

Depois do 5 a 0 da semana passada, até o mais pessimista dos são-paulinos acredita que a equipe irá garantir tranquilamente a classificação à fase de grupos da Libertadores, nesta quarta-feira, contra o Bolívar. No entanto, isso não quer dizer que a viagem para a Bolívia não vai servir de nada ao grupo.

O elenco tem um exemplo recente de que uma desgastante viagem pode se tornar muito útil. Nas quartas de final da Copa Sul-Americana, no ano passado, o Tricolor demorou cerca de 20 horas para conseguir chegar até Loja (ECU). O que era para ser algo entediante acabou unindo o grupo e fortaleceu o time para conquistar o título inédito.

A comissão técnica também terá uma importante resposta nesta viagem. Os profissionais do clube saberão se a logística adotada para jogar nos 3.600 metros de altitude de La Paz foi a correta. Isso porque na fase de grupos, o duelo com The Strongest também será na cidade. A delegação está em Santa Cruz de La Sierra, que fica praticamente ao nível do mar, e só irá a La Paz na quarta-feira, cinco horas antes do início da partida.

De quebra, cada jogador já saberá como seu organismo reage aos efeitos da altitude. Rogério Ceni também estará melhor preparado para os chutes de longa distância.

– O chute é muito mais rápido e, além do chute, a bola cruzada também. A bola caminha um pouco mais, quando você acha que vai chegar, tem que dar um passinho a mais pra chegar no tempo da bola – afirmou o capitão.

A partida também pode ser decisiva para Ney Franco tirar algumas conclusões para a sequência da temporada. O treinador decidirá no treinamento desta terça quem será o lateral-direito. Douglas e Paulo Miranda brigam pela vaga na posição.

Paulo Henrique Ganso é sombra constante para Jadson e para quem jogar pela direita do ataque, posição que Aloísio deve ser mantido.

Rogério Ceni também destacou outro importante fator: voltar com confiança. Até agora, o São Paulo tem 100% de aproveitamento na temporada, número que todos querem manter enquanto for possível.

Pontos que fazem a viagem à Bolívia valer a pena

União já fez a força – No fim de setembro do ano passado, nas oitavas de final da Sul-Americana, a delegação são-paulina encarou 20 horas de viagem para chegar a Loja, no Equador, onde enfrentou a LDU de Loja. Foram seis horas de avião entre Guarulhos e Bogotá (COL), para mais duas horas até Guaiaquil (ECU). Em voo fretado, o elenco chegou a Cuenca três horas depois, e de lá seguiu para Loja, em quatro horas de ônibus. O tempo serviu para integrar jogadores e comissão.

The Strongest à vista – Confirmando a classificação, o São Paulo entrará no grupo 3 da Copa Libertadores. Coincidentemente, a equipe terá de voltar a La Paz. Isso porque The Strongest, rival do Bolívar, faz parte da chave que também conta com Atlético-MG e Arsenal de Sarandí (ARG). A viagem de agora serve para os jogadores e comissão técnica já saberem quais efeitos cada um sofrerá na altitude boliviana.

Percepções do elenco – Anteriormente comissão técnica e diretoria são-paulina detectaram dificuldade para trabalhar com determinados jogadores – já desligados do clube –, que não se sentiam bem na reserva da equipe. Os que agradaram, como Edson Silva e Paulo Assunção, receberam elogios. A viagem servirá para uma primeira observação do novo grupo.

Vaga aberta no ataque – Apesar de Aloísio ter atuado na ponta direita na última quarta-feira, Ney Franco deixa claro que a vaga, deixada por Lucas, ainda está aberta. O jogo e até os treinos servirão como nova análise. Douglas e Cañete podem ter chances no lado direito do ataque, e até Ganso pode voltar ao time em eventual mudança de esquema.

Lateral direita – Diferentemente da primeira partida, no Morumbi, Ney Franco poderá escalar Paulo Miranda. O lateral estava suspenso para a estreia, por conta da expulsão na final da Sul-Americana de 2012, e foi substituído por Douglas. O técnico ainda não definiu o titular.
Fonte: Lance

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