Ceni reencontra parceiros e vê convite da Seleção como chance de aprender

26 anos após ganhar de Gilmar Rinaldi o primeiro par de luvas de sua carreira, Rogério Ceni recebeu do agora coordenador da CBF o convite para auxiliar a comissão técnica da seleção brasileira durante a Copa América Centenário, nos Estados Unidos. Quando ele chegou ao São Paulo, em setembro de 1990, aos 17 anos, Gilmar já era campeão brasileiro pelo clube. Foram poucos meses de convivência. Agora, eles estarão juntos novamente.

– Vejo como uma grande oportunidade de aprendizado, de ver o trabalho da comissão técnica, da Seleção, de outras seleções e seus sistemas de jogo. Entender como funcionam as coisas numa competição de 25 dias fora de casa. Estou num momento da vida em que posso fazer isso, adquirir conhecimento – afirmou o ex-goleiro, que avalia a hipótese de se tornar técnico.

Na Seleção, Ceni estará ao lado de antigos companheiros de equipe – casos de Miranda, Rodrigo Caio, Casemiro e Ricardo Oliveira – e jogadores que enfrentou com frequência, como Elias, Renato Augusto, Gil e Gabriel, por exemplo.

– Acho que tenho muito mais a aprender do que contribuir, sinceramente, mas é claro que se em algum momento for solicitado, poderei emitir minhas opiniões dentro do que entendo e vejo sobre futebol. Estive ao lado de alguns dos convocados e são todos grandes jogadores.

Ceni vai assumir a função de auxiliar pontual a partir do dia 30 de maio e ficará até o fim da participação brasileira na Copa América. Os jogos da primeira fase estão marcados para os dias 4, 8 e 12 de junho, contra Equador, Haiti e Peru. A final do torneio está marcada para o dia 26. Na primeira semana de preparação, entre os dias 22 e 29, quando haverá um amistoso diante do Panamá, o assistente da comissão técnica será o ex-meia Juninho Paulista, presidente do Ituano.

De acordo com Gilmar Rinaldi, que instaurou esse cargo ao lado de Dunga logo depois da Copa do Mundo de 2014, o auxiliar pontual relata experiências aos jogadores, participa dos treinos e, no fim do período, elabora um relatório com aspectos positivos e negativos.

Rogério encerrou sua carreira em dezembro como maior ídolo da história tricolor, e desde então tem dado palestras, atuado como guia em tours de torcedores no Morumbi, lançado produtos licenciados. Mas ainda não definiu se tentará ingressar em alguma atividade ligada ao futebol.

 

Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “Ceni reencontra parceiros e vê convite da Seleção como chance de aprender

  1. Essa é a velha alegação de todos – ou vão lá pra ajudar ou para aprender… o problema é que sempre aprendem o que não deveriam…

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