Apesar de grama, árbitro e revés, Ceni aprova Itaquera: “Bacana”

Ídolo maior da torcida são-paulina e alvo predileto dos rivais, Rogério Ceni esteve no estádio de Itaquera pela primeira vez na noite desta quarta-feira. O saldo da visita não foi dos melhores, já que o goleiro sofreu dois gols e saiu derrotado por 2 a 0 no primeiro duelo com o Corinthians na história da Copa Libertadores.

“A gente não se sente bem porque, quando você sai derrotado, sempre se sente mal”, disse, ao ser questionado como havia se sentido ao longo do confronto, no qual foi pressionado pelos torcedores alvinegros sempre que teve a bola nos pés, desde o aquecimento em campo até o apito final de Ricardo Marques Ribeiro (árbitro que, para ele, prejudicou seu time).

Assim como os colegas, Ceni entende que a jogada do segundo gol adversário, anotado por Jadson aos 22 minutos da etapa final, teve origem em uma falta não assinalada.

“Aquele lance foi muito fácil de se apitar pelo modo como ele conduziu a partida, parando toda e qualquer mínima infração. Naquele lance, veio carga excessiva do Emerson no Bruno. Era simples de apitar. Esse lance decretou a vitória do Corinthians, porque, com 1 a 0, você sempre tem bola parada ou algo com o qual possa empatar. Agora, é um lance isolado. A gente não pode reclamar do resultado do jogo, mas sim daquele lance isolado”, opinou, justificando seu comportamento na finalização de Jadson.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Xingado durante seu primeiro jogo no estádio de Itaquera, goleiro são-paulino também viu erro do árbitro

“Eu achei que ele ia bater no meu canto esquerdo. Quando ele corta nosso jogador, que cai, achei que com a canhota ele fosse dar no meu canto esquerdo. Quando ele bate – o campo é muito liso –, ele me pega no contrapé. Quando eu tento voltar, a bola escapa”, defendeu-se, culpando o terreno “um pouco escorregadio”. “Estava saindo bastante grama, todo mundo estava tomando bastante tombo”.

Apesar de tudo isso – especialmente do resultado negativo no primeiro dos seis compromissos da fase de grupos da Copa Libertadores –, o camisa 1 fez elogios à casa corintiana, a qual só não conheceu no ano passado por ter se machucado às vésperas do clássico válido pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro.

“É um estádio bacana, com atmosfera bacana de se jogar, mesmo contra. Temos estádios bacanas feitos para a Copa do Mundo. A gente pôde jogar em vários estados diferentes já. Foi mais um deles”, despediu-se.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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