Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano de 2025 vai se arrastando de forma melancólica. Enquanto Júlio Casares convoca uma coletiva para 12 depois, para anunciar – mentirosamente – números que a princípio podem parecer positivos, mas que se analisados friamente são apenas menos terríveis do que os anteriores, e mente novamente sobre o pagamento de Oscar, o time se arrasta em campo e sofre mais uma derrota – a quinta nos últimos seis jogos – em Porto Alegre.
Eu sei reconhecer que temos quase um time inteiro no DEM – Departamento de Excrecência Médica -: Cedric, Rafael Tolói, Enzo Dias, Luan, Oscar, Dineno, Calleri, Lucca, de novo Wendel…Mas não consigo entender a empáfia que o time apresenta quando é surpreendido.
O que eu quero dizer com isso? Entendo que o time fazia uma boa partida contra o Grêmio. Dominava o jogo, tocava bem a bola, criava oportunidades (Tapia quase fez um golaço), mas de repente a sorte se virou contra nós: Wendel se machuca (como sempre) e sai, entrando Patryck; Alisson (deles) se machuca e sai, entrando Pavon. Exatamente o mesmo setor. Isso mudou o jogo, porque Patryck perdeu rigorosamente todas as disputas com ele.
E o gol sai com jogada da esquerda, é verdade, mas com Patryck dando condição para Carlos Vinicius marcar. E isso decretou a tal empáfia do São Paulo. Não jogou mais nada, não criou mais nada, foi presa fácil e só não perdeu de mais porque teve Rafael em grande noite.
Crespo errou. Voltou com Lucas no intervalo, mas desfez a linha de três zagueiros. Eu teria colocado Lucas no lugar de Rodriguinho, um ser absolutamente inútil no time. Ficamos com a zaga desguarnecida, pois nosso primeiro volante era Alisson, ou seja, não tínhamos primeiro volante. 2 a 0 ficou barato para nós. Poderia ter sido muito mais.
Nossa sorte foram as seis vitórias seguidas que tivemos quando Crespo chegou, aquele efeito anímico que ocorre quando chega um novo treinador. Do contrário estaríamos hoje lutando nas redondezas do Z4, com grande chance de estar lá dentro.
Mas como culpar apenas jogadores e técnico? O São Paulo está desgovernado. Júlio Casares perdeu o comando. Aprontou tanto, errou tanto, que até os conselheiros – muitos subservientes durante cinco anos, cansaram e começaram a se afastar. Não bastasse isso, e até por conta disso, a crise política envolvendo Casares e Carlos Belmonte deixa o futebol também sem comando. E nada que está sem comando tem chance de sucesso. Se Júlio Casares pensasse mesmo no São Paulo, renunciaria. Se os conselheiros pensassem mesmo no São Paulo, o afastariam. Mas eles preferem pedir isso pelas redes sociais e deixar nas nossas costas conseguir provas para essa decisão, como se a gestão temerária já nao estivesse explícita.
Então, nos próximos jogos (lembrando que dos cinco mandos do São Paulo até o final do ano apenas dois serão jogados no Morumbi), nos resta rezar para chegar aos 46 pontos. Faltam oito. Quem sabe oito empates nos levem até lá.