Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a realidade do nosso elenco continua estampada em nossa cara e mesmo Crespo tentando inventar algo diferente, conta com a péssima qualidade do que tem em mãos. Isso ficou patente na derrota para o RB Bragantino neste sábado, na Vila.
Por mais que o técnico argentino tenha tentado mudar o time, deixá-lo mais ofensivo, esbarrou nessa péssima qualidade. Não abriu mão dos três zagueiros, mas colocou um meio de campo leve e três lá na frente. Fez o chamado 3-4-3. Não deu certo.
Não temos meia, Lucas e Luciano se alternaram para isso, mesmo assim foi infrutífero. Para piorar, Enzo Dias, um dos mais regulares jogadores do time, fez sua pior partida pelo São Paulo, com direito a um pênalti ridículo.
Depois de estar perdendo, Crespo colocou mais para a frente ainda o time, fazendo entrar Tapia e Rigoni. Ficamos com Rigoni, Tapia, Luciano e Ferreira. E o São Paulo teve a proeza de dar um único chute a gol.
Mas, antes de reclamar de Crespo, vejamos o seguinte: o time entrou com Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Mayk, Luiz Gustavo, Bobadilla e Enzo Dias; Lucas, Luciano e Ferreira. Porém, quero lembrar quem ele tinha no banco para mudar qualquer situação de jogo: Young, Felipe Preis, Cedric, Mailton, Ferraresi, T oloi, Negrucci, Patryck, Alisson, Rigoni e Tapia. É simplesmente desesperador.
O meio de campo até deu sustentação ao time, mas não houve armação. Ninguém chegava junto dos atacantes, até porque todos os nossos “meias” (Oscar, Marcos Antonio e Rodriguinho) estão no DEM. Então ficamos com criatividade zero. É bem verdade que o termo criatividade está ausente do São Paulo há muito tempo.
Na coletiva pós jogo, Crespo mais uma vez não fugiu das respostas às perguntas que lhe foram dirigidas. Deixou claro que vai tentar mais um ano, mas que sabe que serão necessários muitos anos para o São Paulo voltar a ganhar alguma coisa. Quanto ao time, disse não ter entendido ainda porque jogou tão mal, mas que não tem muito mais como inventar com o que tem nas mãos. E seja o que Deus quiser.
Por isso vou deixando sempre aqui nossos agradecimentos a Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar, Leco e Júlio Casares por nos propiciarem esses momentos de dor e de humilhação.
Ah! Libertadores? Só por um milagre.
