Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi duro para mim escrever este título, principalmente por ter que admitir que o time patético foi o São Paulo e o protagonista, dentro do Morumbi, foi o Mirassol. Sim, o Mirassol. Nao foi o Flamengo. Foi o Mirassol. Hoje somos evolvidos, dominados e bailados pelo Mirassol.
Time muito bem montado, envolveu o São Paulo e ganhou o jogo como quis. Não permitiu que o São Paulo tivesse chances de gol. A única ocorreu no primeiro tempo, em boa jogada entre Oscar e Enzo Dias, com conclusão errada de Luciano. “Cabeceou com o ombro”. De resto, nem o jogador de cinco milhões de reais por mês, nem o “família (tá ligado)”, nem o centroavante de 28 milhões de reais, nem os potentes jovens de Cotia (esses, os menos culpados), nem o recém saído do DEM, foram capazes de fazer frente a um bem montado e organizado.
O São Paulo foi um catado, com Oscar jogando tão próximo da linha lateral que pensei até que ele fosse sair de campo o tempo todo; com Alan Franco voltando a nos fazer expressar a frase “Alan Fraco” de tantos erros. Falhou nos dois gols, tomou um tombo por erra o tempo da bola no meio de campo, caiu de bunda; uma dupla de volantes, que outrora foi diferencial do time, hoje tem um Pablo Maia mal curado e sem ritmo e um Alisson absolutamente exausto por tantas partidas seguidas. Ataque inoperante, com André Silva perdem rigorosamente todas as bolas que foram para ele. Ou o zagueiro se antrcipava ou ele matava errado.
E Rarael? Aqui um parágrafo a parte. Goleiros que tem jornadas de Zetti, mas outras de Sidão. Eu diria que a maioria é de Sidão. O primeiro gol do Mirassol ele fecha o primeiro pau e, consequentemente, não tem como jogar a bola para fora. Então espalma para o meio da pequena área, nos pés do atacante adversário. Lembrando que ele sempre foi reserva no Cruzeiro e no Atlético-MG; que seu reserva, Jandrei, era terceiro goleiro do Santos (reserva de John, que era reserva de João Paulo. Lembrando, também, que Roche, goleiro do Internacional quando Rafael foi contratado, estava no mercado por 5 milhões de reais. Sim, pouco mais de 800 mil dólares. Mas não tinha esquema com empresário e, portanto, não interessou à diretoria. Como sabemos, as contrações no São Paulo são feitas gabaritadas por comissões. De empresários.
Pelo jogo deste sábado, começo a me convencer que, mesmo sem ter ovos para fazer omelete, Zubeldia tem que ser questionado. Não é possível o time jogar tão mal tantos jogos seguidos e nos dar humilhações atrás de humilhações.
E essa diretoria, tão ou mais patética que o time, com foco voltado para as Copas esquecendo do Brasileiro. Se perdermos do Bahia no próximo sábado, o que é quase sólido que vai acontecer, poderemos dormir no Z4. Talvez a cartilha que tenha começado a ser escrita na era Juvenal Juvêncio, que recebeu diversos artigos com Carlos Miguel Aidar e Leco, seja finalizada na era Casares. Lembrando que este nefasto presidente esteve em todas, eu disse TODAS as administrações, desde JJ. Portanto, é um dos principais autores da cartilha que mostra como levar um tricampeão mundial para a série B do Brasileiro.