Mais uma vitória e a impressionante evolução do time com Crespo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo engatou a sexta vitória sob o comando de Crespo no Campeonato Brasileiro, chegando a oito jogos de invencibilidade, numa impressionante disparada em pontos com o novo comando técnico.

Zubeldia não teve durante muito tempo Calleri, Oscar, Lucas, Arboleda, Alisson, jogadores fundamentais para o elenco. Crespo também não os tem. Zubeldia tinha Bobadilla, Marcos Antonio, Ferraresi e Cedric, sempre xingados pela torcida. Crespo também os tem e, ao contrário do que ocorria, todos hoje são aplaudidos pela torcida.

É impressionante a mudança de postura do elenco com a troca de um treinador argentino por outro. Crespo arrumou a defesa e o meio de campo, só penando um pouco no ataque. Temos (eu disse TEMOS) a mania de criticar o treinador, seja ele quem for, antes de qualquer jogo, entendendo que a escalação está errada. Mas Crespo vem dando mostras que em pouco tempo já conhece muito bem o elenco que tem, suas limitações e suas versatilidades. Com isso tirou o São Paulo da incômoda proximidade do Z4 e colocou em um lugar que ninguém poderia, em sã consciência, acreditar que poderia estar: próximo do G6.

Não fossem quatro pontos estupidamente perdidos para o Sport (dois com Zuba, dois com Crespo), hoje estaríamos entrando no G4. Mas não podemos, de forma alguma, tecer críticas a Crespo. Ele luta com as mesmas dificuldades de seu antecessor e está fazendo o time sobrar em campo contra adversários até outrora tido como imbatíveis.

Contra o Atlético-MG o jogo começou modorrento, como tem sido comum no início de todas as partidas com Crespo no comando. Mas em pouco tempo o São Paulo começa a dominar e vira um passeio. Assim foi até Pablo Maia fazer um belo gol. Se o jogo estava chato, ficou divertido. E o São Paulo sobrou em campo. Fez 2 a 0, poderia ter feito muito mais (ainda que eles tenham tido um gol bem anulado e uma bola no travessão), não fossem as chances desperdiçadas pelo nosso ataque.

Mas não importa. Fizemos mais três pontos, sempre obrigatórios no Morumbi.

A preocupação fica por conta de Lucas, poupado para resgate da forma física. Poupado de que, cara pálida? Ele esteve presente em três jogos ficando no banco, jogando por 20 ou, no máximo, 30 minutos em cada jogo e tem que fazer uma recuperação física? De novo alguém vai ter que dar uma explicação muito bem dada aí. Se é que tem alguém que consiga explicar alguma coisa.

São Paulo sofreu mais do que precisava para se classificar. Mas passou.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a noite estava linda. Era noite de Libertadores. Quase 60 mil pessoas no Morumbi, recepção magnífica à delegação na chegada ao estádio, clima de festa e muita fé numa vitória e classificação para as quartas de final da Libertadores. Conseguimos, é fato, mas sofremos mais do que precisávamos.

O gol marcado logo aos três muitos parecia coroar a linda noite de terça-feira. Abria-se o caminho para uma vitória fácil, pois pegando o retrospecto do Atlético Nacional nesta Libertadores, o time não havia marcado um único gol fora de casa. Então era questão de ter os nervos no lugar, administrar a vantagem e se aproveitar dos espaços que os colombianos deixariam, por mais que em nenhum momento terem jogado na defensiva, com retrancas. Ao contrário, jogaram sempre marcando a saída de bola do São Paulo.

Com a vantagem, o São Paulo deveria tentar diminuir o ritmo do jogo, trocar passes no meio de campo e, sem pressa, tentar o segundo. O que o time tentou foi o oposto disso. O jogo ficou ruim para nós. O São Paulo até se defendeu bem, mas não conseguiu ficar com a bola. Contra-ataques não saíram, lentidão no meio de campo, a defesa errando saídas de bolas e o time vendo a situação piorar.

Crespo teve uma noite muito infeliz. Deveria ter mexido no time no intervalo, ter voltado com Lucas no lugar de Rodriguinho, que voltou a ser Rodriguinho. Mas não. Esperou algum tempo antes de fazer a alteração. A entrada de Lucas deu um pouco de lucidez ao setor de criação.

Para piorar ainda mais, o Atlético Nacional empatou num pênalti desnecessário cometido por Enzo Diaz. Morelos já estava marcado por Sabino, que vacilou e deu a oportunidade para o adversário girar. O lateral, então, abusou da vontade de desarmar o colombiano e cometeu a infração.

E mais um erro de Crespo, que não teve vontade de vencer por pavor de perder. No gol do Atlético houve a expulsão de Cardona. Crespo fez entrar Ferreira no lugar de André Silva enquanto jogo ainda estava parado. Errou. Sabedor do empate e da expulsão, poderia ter desfeito o sistema de três zagueiros e colocado Henrique pelo lado do campo. Tanto daria certo que quando ele fez isso, já no final do jogo, o São Paulo passou a pressionar muito e quase conseguiu o segundo gol.

Mas o jogo acabou com ares dramáticos, porque, mesmo com um a menos, o Atlético Nacional levou muito perito ao gol do São Paulo. Então vieram os pênaltis. O trauma da final da Copa do Brasil presente em nossas mentes. Rafael defende o primeiro e abrimos vantagem com Lucas. Porém não dura muito tempo, porque Marcos Antonio perde na sequência, e vamos no faz aqui, faz ali, até a última cobrança, quando o colombiano erra e Cedric marca. Estamos classificados.

Apesar desta sórdida diretoria que comanda o São Paulo, a emoção de ser torcedor deste time supera qualquer coisa. E cheguei à conclusão: eu ainda vou morrer transmitindo um jogo destes.

Empate teve primeiro tempo horrível e segundo tempo brilhante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate de Recife, por 2 a 2 com o Sport, depois de estar perdendo por dois a zero e ir buscar a igualdade no último minuto de jogo. Foram dois tempos completamente distintos: um primeiro tempo horrível, com o São Paulo tomando um verdadeiro baile do lanterna do Brasileiro e um segundo tempo digno de um time de nossa estrutura, merecendo até a virada e a vitória.

Crespo optou por poupar jogadores visando o jogo de terça-feira contra o Atlético Nacional, pela Libertadores. Não levou para Recife Alisson, Marcos Antonio, Rafael e Luciano. Deu oportunidade para jovens, como Maik e Rodriguinho, para quem fica sempre no banco, como Patryck, Pablo Maia, Luan, Dineno e Tapia e mudou o esquema tático, saindo do 3-5-2 para o 4-3-3. Não deu certo.

Maik e Patryck fizeram um primeiro tempo desconcertante. Ambos foram completamente envolvidos pelos atacantes pernambucanos; Pablo Maia e Luan, fora de forma ou sem condição física, não conseguiam acompanhar Lucas Lima; a dupla de zaga batendo cabeça; o ataque absolutamente morto; e um goleiro que com dois minutos de jogo entrega uma bola nos pés de Lucas Lima para que ele fizesse o gol. E o segundo também absolutamente defensável. Ou seja: a torcida que pediu Young hoje reflete sobre os xingamentos a Jandrei.

Crespo percebeu que estava sujeito a tomar uma goleada caso não alterasse o time e resolveu mudar. Voltou com Lucas no lugar de Rodriguinho e o time começou a se encorpar. Depois colocou Ferraresi, Bobadilla, André Silva e Henrique. E esse foi o grande diferencial.

Ferraresi conseguiu dar mais segurança à defesa, já que Alan Franco, jogando pelo lado direito, é uma tragédia; Bobadilla encorpou o meio de campo; e Henrique, bem, esse fez o que há muito tempo não vejo alguém fazer no São Paulo. O garoto chamou a responsabilidade para ele, pediu bola e ganhou todas, absolutamente todas as jogadas que participou. Partiu para cima dos laterais, trouxe bolas em diagonal, levou outras para a linha de fundo, bateu escanteios – um deles na cabeça de Lucas para o primeiro gol -, deu passes curtos e longos. Enfim, me fez pensar o que faz um técnico não dar oportunidades para ele, seja Crespo ou mesmo Zubeldia, que nunca lhe deu chance.

Mayk, que tinha feito um péssimo primeiro tempo, marcou o gol de empate e, espero, isso sirva para lhe dar confiança e fazer com que ele consiga apresentar o futebol que tinha na base, mas que até agora não conseguiu mostrar no profissional.

Página virada, agora pensamento focado para terça-feira, no jogo de volta da Libertadores contra o Atlético Nacional. O que tiver que vir, virá.

Com pouco futebol, São Paulo levou muita sorte para trazer o empate

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, faltou futebol e sobrou sorte para o São Paulo neste jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. O 0 a 0 ficou na conta de duas bolas na traves e dois pênaltis perdidos (um defendido por Rafael) pelo 10 deles. Convenhamos, o São Paulo estava de plantão para ajudar seus pupilos.

Parece que teremos que nos acostumar a ver o São Paulo jogar como time pequeno fora de casa. Bem, mas Crespo, quando chegou, percebeu que o a sucessão de derrotas se dava porque Zubeldia queria jogar como um time grande e nosso elenco não é para isso. Então entramos em campo com três zagueiros, três volantes, dois laterais que poucas vezes foram alas e dois jogadores que ficavam isolados lá na frente.

Para completar o quadro terrível, Ferraresi fez sua pior partida com a camisa do São Paulo, perdendo todas as jogadas para Moreno, “cometendo” dois pênaltis (para mim só o segundo foi), dando diversos passes errados. E André Silva, que, na única oportunidade do time no jogo, isolou uma bola da marca de pênalti para fora do estádio.

Acredito em classificação. Acho que vamos conseguir a vitória no Morumbi, onde mais de 60 mil pessoas certamente estarão empurrando o time para a conquista. Mas está duro de ver nosso time jogar fora de casa. Se dentro é um leão, lá fora fica igual um gatinho escondido embaixo da cama.

O elenco é isso aí. Para jogar com três zagueiros, Crespo não poderá poupar ninguém e ainda terá que rezar para ninguém se machucar, nem ficar suspenso. Mais do que isso, torcer para que blogueirinhos que vivem em Portugal não deem informações falsas sobre contratações já fechadas, alertando outros times para nos darem chapéu, caso específico do Igor Rabelo. Segundo esse blogueirinho, já estava acertado com o São Paulo, mas anoiteceu no Fluminense.

Sinal dos tempos: não conseguimos concorrer nem com o Fluminense, ex-série B, C…

Resumindo: acho que seguimos na Libertadores e estamos totalmente afastados do risco de Z4. E vida que segue.

São Paulo vence a atinge pontuação que poucos esperavam

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu mais um jogo obrigatório, ao bater o Vitória por 2 a 0, no Morumbi, e fecha o primeiro turno com improváveis 28 pontos. Sim, porque, pela campanha que tivemos até a 14ª rodada, nossa torcida era para conseguir chegar, ao menos, aos 20 pontos, pois estávamos flertando com o Z4. Aliás, chegamos a ficar por 52 minutos na zona de rebaixamento, que só aliviou quando o time marcou o primeiro gol contra o Corinthians.

Confesso que estou surpreso. Mas também tenho certeza que isso só foi possível graças a decisão de manter o time titular nos jogos do Brasileiro, deixando de lado as Copas, ou pelo menos uma Copa, que também nos deixou. E eu não estou nem aí para ela.

Crespo poupou Cedric, Alisson e Luciano, mas mandou o restante dos titulares. O começo do jogo foi ruim, mas aos poucos o São Paulo foi crescendo e o gol saiu naturalmente, em mais uma jogada tradicional, que já tem se tornado praxe do time nas mãos de Crespo, com a triangulação feita pelo lado direito entre Maike, André Silva e Rodriguinho, o cruzamento para trás e o gol de Bobadilla.

A partir daí o Vitória se abriu, passou a dar espaço para o São Paulo, mas não soubemos aproveitar, pela péssima noite de Ferreira e de André Silva (aliás, isso é o normal deste jogador).

No segundo tempo o Vitória continuou mais com a bola, mas não conseguiu levar perigo ao gol do São Paulo. Tanto que Rafael saiu de campo sem sujar o uniforme. O segundo gol, num chute errado de Ferraresi que pegou Sabino entrando e marcando, colocou números finais à partida.

Temos que pensar em Libertadores? Sim, pela atual situação no Brasileiro podemos. Porém nunca é demais lembrar que precisamos chegar aos 45 pontos para nos livrar de qualquer risco. É evidente que, nesse momento, é possível afirmar que a chance de rebaixamento é zero. Mas caldo de carne e canja não fazem mal a ninguém. E cautela é um grande remédio.

Feliz Dia dos Pais a todos.

Eliminação da Copa do Brasil nos traz a realidade de volta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos fora da Copa do Brasil. Estou bravo? Sim. Mas dura apenas um dia. Talvez um dia e meio, porque fomos eliminados de maneira patética para um time patético da série B. Mas não me importo com essas Copas, mas sim com o Campeonato Brasileiro.

Porém, vamos à eliminação. Tudo começa com um erro de Arboleda que deixou para Rafael; e Rafael sai querendo não chegar; quando chega, esquece que estava na casa do adversário, bastante acostumado a pressionar arbitragem em seu vestiário, e é imprudente; os erros prosseguem com a marcação da falta e consequente expulsão, e não chamada do VAR para revisão, pois ficou claro que Rafael não encostou em Viveiros. Portanto, clamoroso ROUBO.

Evidentemente que jogando com dez jogadores desde os três minutos de partida tudo fica mais difícil. Mas aí vieram os erros de Crespo. Não contesto a decisão de tirar Rodriguinho para entrar Jandrei, mas no restante da partida. Como treinador argentino, seria muito óbvio que ele montasse a tradicional “duas linhas de quatro”, trazendo Ferraresi para o lado direito, estendendo a defesa com Arboleda, Alan Franco e Enzo Dias; mais na frente posicionasse Cedric, Bobadilla, Alisson e Luciano; com Ferreira solto lá na frente e o time jogando em contra-ataques, buscando exatamente a velocidade de Ferreira.

Porém Crespo não fez isso. Ao contrário, recuou Cedric e Enzo Dias, formando uma linha de cinco, deixando dois no meio de campo e dois mais avançados. Isso deu espaço para o Athlético tocar a bola em nosso campo e, contando com uma péssima atuação do nosso trio de zaga,

Até aguentamos bem o primeiro tempo. Esperava que Crespo mudasse essa formação tática no intervalo, mas isso não aconteceu. Com isso a pressão continuou muito forte e foi aumentando à medida em que o tempo ia passando.

A arbitragem continuava cada vez mais danosa ao São Paulo. Viveiros, que pisou no tornozelo de Alisson, deveria ter sido expulso. Não só por já ter recebido cartão amarelo mas, principalmente pela entrada que deu. Mas o árbitro fez que não viu e o VAR, bem, esse possivelmente tinha saído para tomar uma cervejinha.

Gol marcado, o trabalho passou a se consistir em evitar o segundo. Mas Crespo errou novamente: tirou Ferreira para colocar Pablo Maia, que entrou perdido, fazendo uma falta próximo da área, tomando um baile junto com Enzo Dias do tal de Leozinho e mostrando que está completamente fora de forma. Por outro lado, ao tirar Ferreira, Crespo deixou o São Paulo sem velocidade no ataque. Luciano ficou isolado e nós morremos no setor ofensivo. Seria melhor que ele tivesse colocado outro jogador de velocidade. Talvez Henrique, ou Lucas Ferreira, ou mesmo Tapia. Crespo errou de novo.

Aliás, foi a noite dos erros. Sem contar nos pênaltis: um Sabino se achando Messi para rebolar até a bola e tentar dar cavadinha; um Tapia que não tem força nos pés; e um Jandrei, que já é péssimo como goleiro, pior como cobrador de pênalti.

Estamos fora da Copa do Brasil. Como eu disse, minha irritação se esgota esta noite. Mas enquanto estou puto, volto à minha indignação de ver que estou dando a cara para bater, que todos vocês que me leem foram ao trabalho e deram a cara à tapa, mas a dupla blogueirinha dinâmica (Belmonte e Casares) desapareceu das redes sociais de novo, como num passe de mágica. COVARDES!!!!

Crespo mudou tudo, firmou um esquema e devolveu ao torcedor a vontade de ver o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo alcançou sua quinta vitória seguida (contando com o jogo da Copa do Brasil), mostrou a consagração do esquema tático adotado por Crespo, o 3-5-2, se distanciou do Z4 e começa a respirar bastante aliviado.

Em resumo: Crespo mudou tudo, firmou esquema tático e conseguiu devolver ao torcedor a vontade de ver o time em campo. Outrora, num tempo que não vai tão distante, comemorávamos quando não tinha jogo do São Paulo para não sofreremos, não entrarmos em depressão. Mas Crespo mudou tudo isso e o São Paulo, hoje, se mostra um time com confiança e que transmite essa segurança ao torcedor.

O São Paulo poupou metade do time contra o Athletico-PR e colocou o que tem de melhor, nesse momento, contra o Inter. O volume de jogo, a segurança defensiva, a troca de passes curtos, penetrações pelas laterais da área, não mudaram e os gols saíram naturalmente.

Bobadilla e Marcos Antonio continuam jogando o que nunca jogaram desde que chegaram ao São Paulo; Arboleda voltou a jogar o que há muito tempo não jogava; e hoje contamos com um cobrador de escanteio que acerta todas as cobranças, que é Enzo Dias. Isso tudo tem sido o diferencial deste time, cujo elenco é muito fraco, mas como time está de médio para cima.

Isso também é resultado de a diretoria ter deixado de lado a idiotice das Copas e ter foco no Brasileiro. Serviu para nos afastar do pavor que vivemos até a 15ª rodada e nesse momento estamos na primeira página. Verdade que, quando todos os times estiverem com o mesmo número de jogos, esse é o ponto máximo que podemos alcançar, mas nossa classificação, se tudo der muito errado, pode cair para o 11º lugar.

Algo, porém que pode mudar no próximo final de semana, pois dependendo de alguns resultados, se ganharmos do Vitória, podemos dar um passo mais acima.

Entretanto, essa seriedade tem que continuar. Não vai adiantar nada o time ter feito tudo isso, e daqui a pouco abandonar o Brasileiro por conta das copas. A diretoria tem que entender de uma vez por todas que nosso elenco é muito limitado – em qualidade e quantidade – e não vai conseguir jogar tudo em bom nível. E nessas circunstâncias prefiro dedicação ao Brasileiro, ainda que eu seja apaixonado pela Libertadores.

Soberba recolocou o Patético na Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu uma grande oportunidade de despachar o Athlético-PR da Copa do Brasil antecipadamente, nesta quinta-feira, no Morumbi. Jogando com time misto, contra o misto deles, o São Paulo fez 2 a 0, teve chance de fazer outros gols, se jogasse sério e insistisse certamente ampliaria o marcador e tornaria quase impossível uma virada em Curitiba, mas aí a soberba apareceu dentro da mediocridade do time e devolvemos a eles a chance de nos eliminar.

Em primeiro lugar quero deixar claro que não tenho duas caras e que continuo dando de ombros para as Copas, pois não admito prioridade a elas em detrimento do Brasileiro e os riscos que ainda corremos. Até porque eliminação nas duas Copas me deixara “puto” por um dia. Um rebaixamento, para o resto da vida.

Porém, nem por isso vou torcer para perder ou deixar de reclamar de coisas erradas. Jogando contra um time que está na 11ª posição da Série B do Brasileiro, com a segunda pior defesa do torneio, não podemos ter a dificuldade que tivemos para fazer dois gols. O fato de ter André Silva que conseguiu perder todas as bolas que disputou com a zaga adversária pode ser uma das explicações.

Mas depois de fazermos o segundo gol, as oportunidades apareceram, porque o Patético tentou avançar um pouco mais suas linhas. Mas aí Rodriguinho, Luciano e outros medianos começaram a dar toques de calcanhar, tentar chapéus, enfim, mostrar que são o que não conseguem ser. Consequência: levamos um gol, com Rodriguinho ficando batido, Enzo Dias participando da falha e a defesa toda, que assistia a essa soberba, sendo envolvida por um ataque que é de riso.

E assim, ao invés de fazermos 3 ou 4 a 0, plenamente possível, ficamos no 2 a 1. Imaginem como vai ser o inferno em Curitiba, naquela Arena da Baixada. O Patético, time das prateleiras de baixo do futebol brasileiro, desmoralizado por uma série B, lutando mais para não cair para a C do que voltar para a A, tem hoje como mote de vida dos Patraglia o ódio ao São Paulo. E, podem ter certeza, seremos recebidos a porrada lá.

Aliás, temos que ser gratos ao VAR. Fosse um pouco mais severo ou atento, teria indicado revisão para os cartões amarelos dados a Wendel e Cedric. O primeiro deu um soco na cara do lateral direito atleticano e o segundo uma cotovelada no rosto do lateral esquerdo. Eram lances para expulsão. Só não foram expulsos pelo jogo ser no Morumbi. Fosse na Arena, caixa!

Virei a chave. Domingo contra o Inter lá. Não teremos Ferreira e Alan Franco, suspensos. Se jogar sério, como fez nos últimos três jogos do Brasileiro, dá para vencer e respirar bastante aliviado, até porque o último jogo do primeiro turno é contra o Vitória, no Morumbi, e vejo como impossível não vencermos.

Vitória sobre o Fluminense nos dá a possibilidade de sonhar com um segundo turno menos sufocante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou mais uma partida, parte daquelas vitórias obrigatórias, de com isso começamos a sonhar com um segundo turno menos angustiante. Quando enfrentamos o Corinthians escrevi aqui que, se conseguíssemos vencer Corinthians, Juventude, Fluminense e Vitória (último jogo do turno), ainda que perdêssemos do Internacional (próximo jogo), teríamos um segundo turno menos angustiante.

O futebol apresentado pelo São Paulo contra o Fluminense foi muito bom. Ainda que os cariocas venham numa descendente muito grande, principalmente pela perda de Arias, há que se reconhecer que até semana retrasada estavam no Mundial e haviam vencido a Inter de Milão.

Crespo abraçou o sistema 3-5-2 e não vai abrir mão dele. Já disse e repito: não é o meu preferido, mas casou-se com comunhão de bens com o São Paulo. Com ele ganhamos o Paulista, a Libertadores e o Mundial de 2005 e o tri Brasileiro (06, 07 e 08). Toda vez que algum técnico muda o sistema, “dá ruim”. Quando aparece um técnico querendo “salvar a lavoura”, volta o 3-5-2. E “dá bom”.

Aliás, a zaga do São Paulo está um espetáculo. Arboleda voltou a praticar o grande futebol que fez dele nosso principal zagueiro, Ferraresi está sobrando e Alan Franco, mesmo tendo feito uma partida ruim, também é muito seguro.

Mais do que isso, Crespo conseguiu compor o meio de campo fazendo com que dois jogadores, odiados pela torcida, crescessem muito de produção: Bobadilla e Marcos Antonio. Altamente necessários, porque Pablo Maia não aguenta mais jogar, foi mais um jogador que teve sua carreira comprometida pelo DEM, e Alisson não tinha recuperado toda sua forma. Aliás, a providência quis que Oscar tivesse uma contusão para que Alisson se encaixasse naquele setor e subisse de produção.

O fato é que Crespo arrumou o time. Eu, que fui defensor do Zubeldia, sou obrigado a reconhecer que, com o mesmo elenco, Crespo fez o que seu antecessor não conseguiu fazer. O time toca a bola se errar passes, toques curtos, sem lançamentos longos, mas os zagueiros esta saindo com precisão e o meio de campo se encarregando de municiar o ataque, com penetrações de Marcos Antonio e Alisson, chegadas na área de Bobadilla, enfim, estamos vendo um time de futebol com técnico em campo.

Ao contrário de ufanistas, não vou sair por aí dizendo que vamos lutar pelo G4 ou coisa que o valha. Por enquanto meu olhar está no retrovisor. A oitava posição pouco representa, até porque somente quatro times estão com 17 jogos, entre eles o São Paulo. Então, quando os jogos estiverem coesos, nossa real posição poderá ser entre 11ª e 13ª. Convenhamos, para quem entrou em campo contra o Corinthians tendo ficado por 52 minutos no Z4, e ainda com jogos a mais de quem estava atrás, é muito satisfatório e nos tira a agonia, permitindo prever um segundo turno menos tenso. Isso se não colocar as Copas acima de tudo. O time tem que continuar plenamente focado no Brasileiro para a agonia não voltar.

Vitória obrigatória que nos dá alívio, apesar da corda ainda estar perto do pescoço

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o jogo de seis pontos e conseguiu se afastar do Z4, de maneira um pouco mais consistente. A vitória no clássico nos havia dado um respiro, mas a rodada do fim de semana nos colocou, de novo, a dois pontos do Z4. Agora fiamos cinco, mas temos o maior número de jogos do Brasileiro, enquanto a grande maioria tem um ou dois jogos a menos. Portanto, a corda ainda está próxima do nosso pescoço.

Mas, não sendo pessimista e olhando o futuro com um pouco de otimismo, entendo que se vencermos o Fluminense domingo, ainda que percamos do Internacional em Porto Alegre, voltando a vencer o Vitória – outro jogo de seis pontos – no Morumbi, poderemos jogar um segundo turno com mais tranquilidade, mantendo certa regularidade, sem entrar em desespero. Mas isso se largarmos de mão as Copas para nos dedicarmos apenas ao Brasileiro.

No jogo contra o Juventude temos que destacar, mais uma vez, atuações de Bobadilla, que parece ter encontrado seu futebol como Crespo; Marcos Antonio, outro que era uma irritação para mim em campo e parece ter evoluído com o novo técnico; e Luciano, em posição que rende muito, segundo atacante, resolvendo os problemas de gols para o time.

Também parece claro que Crespo não vai abrir mão de sua convicção de jogar com três zagueiros em hipótese alguma. E isso me parece bom. Apesar de não gostar deste sistema tático entendo que o São Paulo casou-se com ele desde 2005, quando ganhou Libertadores, Mundial e três Brasileiros jogando com três zagueiros.

Mas para dar opção a ele, precisamos de mais um zagueiro no elenco. Na eventualidade de uma contusão ou suspensão por cartão, teremos apenas um no banco. E nesse caso específico não teremos ninguém para outra eventual substituição. O elenco é curto, eu sei, mas deveria ser melhor planejado. Porém, pensar em planejamento numa diretoria intrinsecamente ligada a interesses de empresários, é querer demais.

Vamos ver como nos portamos contra o Fluminense para saber se podemos continuar confiantes ou nos preparar para mais sofrimento pela frente.