Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo engatou a sexta vitória sob o comando de Crespo no Campeonato Brasileiro, chegando a oito jogos de invencibilidade, numa impressionante disparada em pontos com o novo comando técnico.
Zubeldia não teve durante muito tempo Calleri, Oscar, Lucas, Arboleda, Alisson, jogadores fundamentais para o elenco. Crespo também não os tem. Zubeldia tinha Bobadilla, Marcos Antonio, Ferraresi e Cedric, sempre xingados pela torcida. Crespo também os tem e, ao contrário do que ocorria, todos hoje são aplaudidos pela torcida.
É impressionante a mudança de postura do elenco com a troca de um treinador argentino por outro. Crespo arrumou a defesa e o meio de campo, só penando um pouco no ataque. Temos (eu disse TEMOS) a mania de criticar o treinador, seja ele quem for, antes de qualquer jogo, entendendo que a escalação está errada. Mas Crespo vem dando mostras que em pouco tempo já conhece muito bem o elenco que tem, suas limitações e suas versatilidades. Com isso tirou o São Paulo da incômoda proximidade do Z4 e colocou em um lugar que ninguém poderia, em sã consciência, acreditar que poderia estar: próximo do G6.
Não fossem quatro pontos estupidamente perdidos para o Sport (dois com Zuba, dois com Crespo), hoje estaríamos entrando no G4. Mas não podemos, de forma alguma, tecer críticas a Crespo. Ele luta com as mesmas dificuldades de seu antecessor e está fazendo o time sobrar em campo contra adversários até outrora tido como imbatíveis.
Contra o Atlético-MG o jogo começou modorrento, como tem sido comum no início de todas as partidas com Crespo no comando. Mas em pouco tempo o São Paulo começa a dominar e vira um passeio. Assim foi até Pablo Maia fazer um belo gol. Se o jogo estava chato, ficou divertido. E o São Paulo sobrou em campo. Fez 2 a 0, poderia ter feito muito mais (ainda que eles tenham tido um gol bem anulado e uma bola no travessão), não fossem as chances desperdiçadas pelo nosso ataque.
Mas não importa. Fizemos mais três pontos, sempre obrigatórios no Morumbi.
A preocupação fica por conta de Lucas, poupado para resgate da forma física. Poupado de que, cara pálida? Ele esteve presente em três jogos ficando no banco, jogando por 20 ou, no máximo, 30 minutos em cada jogo e tem que fazer uma recuperação física? De novo alguém vai ter que dar uma explicação muito bem dada aí. Se é que tem alguém que consiga explicar alguma coisa.