Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu vencer no Morumbi e ganhou pontos importantes num campeonato fraco, maluco, mas que pode causar sérios estragos à nossa marca com um eventual rebaixamento.
Apesar de alaridos sensacionalistas de que estávamos na zona de rebaixamento, por mais que eu seja o maior opositor a essa diretoria, não concordava. Afinal, tinha sido apenas o primeiro jogo do campeonato. E, convenhamos, jogando na casa de um time que foi a grande sensação ano passado.
Agora, no Morumbi, tudo voltou ao normal. Por mais que o primeiro tempo tenha sido difícil, principalmente por conta do gramado encharcado, as entradas de Luciano e Caller mudaram o clima e o gol saiu. Vitória no campo e tudo dentro da normalidade.
Hoje é a vez do outro jogo, esse, talvez, o mais importante de nossa história. Nas mãos de 254 conselheiros o futuro de nossa instituição. Cada dia a mais que Júlio Casares fica no comando do São Paulo, mais ele perde em valor, em patrimônio – sim, com a queima dos jogadores de Cotia – , em prestígio, em respeito.
Vimos, ao longo destes últimos 20 anos, presidentes que nos causaram muito desgosto. Começo por Juvenal Juvêncio, o grande responsável por tudo isso. Ficou oito anos, dando golpes no estatuto, amparado juridicamente por Ives Gandra Martins e Carlos Miguel Aidar. Nunca ninguém conseguiu provar nada, porque Juvenal cooptou quase a totalidade dos conselheiros, mas nos bastidores do Morumbi todos sabem o que houve de fraude em sua administração.
Depois veio Carlos Miguel Aidar, que a princípio deveria manter a sete chaves os desmandos de Juvenal. Mas ele foi mexer com o Geraldo em cotia, menina dos olhos do coronel. Pronto. A guerra se armou. E Carlos Miguel Aidar fundou a República dos Jacks, com Júlio Casares, Leonardo Serafim, Douglas Schwartzmann e Oswaldo Abreu.
Vieram as negociações espúrias de Iago Maidana, a Far East. Nós, desde o primeiro momento, denunciando os fatos, até que toda a imprensa se curvou a nós. Aidar não aguentou a pressão e renunciou, sendo depois expulso do Conselho Deliberativo. Mas tudo orquestrado por Ives Gandra Martins.
Leco foi incompetente, irresponsável em alguns negócios e ajudou a aumentar a dívida do São Paulo. Porém nunca contestei sua correção de caráter. Afastou os Jacks de sua administração e passou ileso a eventuais escândalos.
Mas aí veio Júlio Casares, um Jack que trouxe com ele todos os outros. De cara colocou Douglas Schwartzmann como Secretário da Presidência; Leonardo Serafim virou o diretor jurídico de fato, não de direito. Carlos Miguel Aidar sempre como conselheiro. O único que se afastou, aparentemente, foi Oswaldo de Abreu, até porque teve que se ocupar com outra denúncia de um ato ilícito fora do São Paulo.
Ao montar essa diretoria Casares indicou qual seria o caminho de sua gestão: o da corrupção, da comissão. Outros novos Jacks foram criados, como Marcio Carlomagno, Carlos Belmonte, Nelson Ferreira, Armelin, Dedé, e a família toda (Mara, Julinho e Débora). Todos esses (e mais alguns) estão com os dias contados para prestarem depoimento ao delegado que preside o inquérito sobre lavagem de dinheiro e para irem para aquele lugar onde o sol nasce quadrado.
Pelo bem do São Paulo, eu espero que este 16 de janeiro seja um dia de glória e que essa corja seja extirpada do poder do São Paulo. Um verdadeiro ORCRIM que ali se criou e hoje vai acabar. Será a nossa grande vitória. Tenho fé.