Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o orçamento preparado pela diretoria para 2023 parece mais uma peça de ficção, principalmente por alguns valores que ali constam. Claro que será facilmente aprovado pelo Conselho Deliberativo. Afinal, graças a alguns “sanduichinhos”, suquinhos, cafezinhos, viagens, hoteis e algumas coisa mais, tudo ali passa. Não é o Orçamento Secreto do Congresso Nacional, mas funciona nos mesmos moldes, salvo raríssimas e honrosas exceções.
Por que digo que parece uma peça de ficção? Apesar de não ter sido tornado público, como jornalista tive acesso a alguns números (claro que o presidente do Conselho Deliberativo começará nova caça às bruxas e, quiçá, provocará algum processo contra este escriba).
É possível imaginar, por exemplo, que o clube disponha de quase R$ 750 mil para gastar com a Festa Junina? Ou que pague cerca de R$ 140 mil mensais para assessores do presidente Júlio Casares? Parece festa na casa da mãe Joana.
Tem mais: imaginem que está estimado um gasto de mais de R$ 10.700.000,00 para confeccionar ingressos cujos jogos são de mando do São Paulo, ou R$ 3,9 milhões em “ingressos cortesia” quando o Tricolor é mandante. Se fizermos uma simples conta, o São Paulo está gastando, em média, R$ 10 para cada ingresso vendido, levando-se em conta o número de jogos que o São Paulo deverá mandar em 2023 e tendo como base o público deste ano, ou seja, será superior a um milhão de torcedores. É possível a confecção de um ingresso custar mais do que o valor dele próprio? Isso tomando por base ingressos promocionais, sócio torcedor e outras coisas mais.
Querem mais números? Se este ano chegamos a R$ 198 milhões em empréstimos bancários, para 2023 estão previstos outros R$ 145 milhões. Não há receita que resista a tudo isso.
Quando o orçamento for votado, espero, os números exatos se tornarão públicos. Mas que os que tive acesso, e publiquei acima, parecem ficção, isso não resta dúvida. O pior é que os astros da ficção são eles. E quem paga o preço somos nós, que torcemos por esse time mas que vemos, dia após dia, ele se acabando.