Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma derrota no Brasileiro, aumentando nossa proximidade com o Z4. Pior: não há sinal no fim do túnel de qualquer melhora.
O técnico Rogerio Ceni já disse outro dia: se sairmos das Copas, será uma catástrofe. Sim, essa catástrofe está muito próxima de acontecer. Nem digo na Sul-Americana, pois me prece absolutamente factível que devemos passar. Mas na Copa do Brasil. Se passarmos pelo América-MG, qual a chance que temos de derrotar, eventualmente, o Flamengo na semifinal?
Foi grotesco o que aconteceu no Morumbi. Rogério Ceni disse que o time jogou de igual para igual com o Flamengo. Mas não. Fomos dominados, colocados na roda, pelo time completamente reserva do Flamengo, enquanto o São Paulo tinha um time misto em campo.
Ninguém, a não ser Rafinha, merece destaque nesse catado que estava em campo no primeiro tempo. No segundo, com Calleri, a situação mudou um pouco e passamos a levar algum perigo para o gol adversário. Mas não podemos depender de um único jogador para resolver uma partida.
Quem é este Galoppo, por quem pagamos 26 milhões de reais? Quem é esse Pablo Maia, que o muito que sabe fazer muito bem é falta? Quem é esse Igor Gomes, que quer ganhar uma fortuna, mas tem um futebol de extrema pobreza? Quem é esse Wellington, que chega como ninguém na linha de fundo, mas cruza como ninguém, de tão mal, a bola para a área?
Dizem do elenco grande, de muitas contratações. Então seguimos: quem é este Bustos, que marcou onze gols em 44 jogos pelo Girona? Quem é esse André Anderson, que jogou 20 minutos esse ano pela Lazio e no São Paulo…? Quem é esse Felipe Alves, que nos dá tantos sustos quanto Thiago Couto?
Quando o time depende de Marcos Guilherme para fazer jogadas de velocidade pelos lados e acaba sendo colocado de centro-avante “para fazer o facão por trás da zaga”, já sabemos o que esperar. Nada, absolutamente nada.
E vou dizer mais: a situação só não está pior porque raça, ao menos, o grupo tem. Corre muito, luta muito. Mas quando a ruindade é marca registrada, não há o que fazer.
Triste sina de uma torcida que um dia torceu para um gigante mundial e hoje torce para um time que tem posição consolidada na tabela nacional abaixo do décimo e está no segundo patamar do futebol estadual.