Mais um vexame. Vivemos uma crise sem fim. Mas a reeleição está aí!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, continuamos colecionando vexames e humilhações. Cosneguimos a proeza, agora, de perder de 3 a 1, não do Flamengo, um rubro-negro, mas de outro rubro-negro, só que o vice lanterna do Brasileiro. E ficou barato, porque se alguém tivesse que marcar mais um gol seria o Atlético-GO, não o São Paulo.

É uma crise sem fim. Rogério Ceni também se perdeu nesse jogo. Ele entrou com o time que, na sua concepção, é óbvio, o melhor. O tripé de meio da campo formado por Pablo Maia, Rodrigo Nestor e Igor Gomes, quando na visão da massacrante maioria da torcida deveria ser Gabriel, Patrick e, quiçá, Rodrigo Nestor.

Igor Gomes, aquele que a diretoria insiste em deixar na vitrine para vender, e que etá fazendo “doce” para renovar com o São Paulo, além de estar fazendo uma péssima partida, ainda foi expulso e enterrou de vez o time.

Mais uma vez, porém, eu pergunto: como o Palmeiras conseguiu jogar 80 minutos com um a menos e dez minutos com dois a menos, contra o Atlético-MG e segurar o resultado? Como nós não conseguimos jogar com um a menos 50 minutos e segurar?

Como disse, Rogério Ceni se perdeu. Fez duas substituições desnecessárias no final do primeiro tempo, queimando paradas que poderia fazer durante o jogo, e as trocas no intervalo. Além do mais, mostrou que Bustos não serve para nada, porque optar por Marcos Guilherme e deixar o argentino no banco…

Atingimos um ponto de crise incalculável. O próprio Rogerio Ceni havia dito que se não continuássemos nas Copas seria uma catástrofe. Pois estamos virtualmente eliminados da Copa do Brasil, em situação difícil na Sul-Americana e próximos do Z4 do Brasileiro.

A noite realmente foi um estrago em Goiânia. Talvez não o tenha sido para a comitiva que foi passear às custas do clube. Excetuando Júlio Casares e Carlos Belmonte, presidente e diretor de Futebol que tem obrigação de estarem com o elenco, os demais, como Olten Ayres de Abreu e Harri Massis, entre outros, foram curtir o piqui e outras guloseimas, sem ter nada a ver com nada. Ou Olten foi fazer alguma reunião do Conselho lá?

Ah sim. Apesar da crise sem fim, a reeleição segue em frente. Os golpistas estão aí, prontos para o golpe. Unindo ditadores em prol deste golpe, conselheiros cordeirinhos e submissos ao poder, em troca de sanduichinhos de queijo, suco de laranja, coxinhas, cafezinhos, algumas viagens, hoteis…E seguimos em frente.

Esse não é o São Paulo que meu pai me ensinou a amar. Esse não é o São Paulo que se tornou gigante, com uma camisa que entorta varal, que ganhou o Brasil, a América do Sul e o mundo. Esse não é o São Paulo que fez escola, que foi exemplo em todos os sentidos, que ensinou os rivais como se faz uma administração, como se torna um clube gigante.

Esse São Paulo foi tomado por golpistas. Somos 20 milhões de torcedores apaixonados que, unidos, não permitiremos isso. Golpe, de novo, não!

São Paulo é derrotado dentro e fora de campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está passando, de novo, por uma fase terrivelmente dura, que maltrata nós, torcedores apaixonados, em prol de um pequeno grupo que se apossou do clube. Por isso o Tricolor está derrotado dentro e fora de campo.

Dentro de campo fomos quase humilhados. Na quarta-feira ficamos praticamente eliminados da Copa do Brasil, com a derrota acachapante para o Flamengo, dentro do Morumbi. E como nossa casa hoje não é mais respeitada por ninguém, agora foi a vez do Fortaleza, aquele mesmo que há cinco rodadas era o penúltimo colocado do Brasileiro, vir ao Morumbi e ganhar do São Paulo, nos ultrapassando na classificação. Vergonhoso.

Rogério Ceni nem colocou o time alternativo. Ele entrou com um mistão, mais para titular do que para reserva, e no segundo tempo colocou o que tinha de melhor. E o cenário se repetiu: assim como acontecera com João Paulo domingo passado e Santos na quarta-feira, Fernando Miguel se tornou o grande nome do jogo. Estamos nos especializando em fazer a fama dos goleiros adversários. Aliás, todos titulares, enquanto nós continuamos com o terceiro goleiro do Santos e o goleiro reserva do Juventude, assim como um criado em Cotia que não tem a mínima condição de vestir nossa camisa.

O São Paulo jogou melhor que o Fortaleza? Jogou. Merecia melhor sorte? Sim. Mas, assim como fizemos contra Santos e Flamengo, voltamos a perder.

Derrotados dentro e fora de campo. Por que? Porque de novo, na surdina, da escuridão da noite de um domingo, Olten Ayres de Abreu convocou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, para o próximo dia 05 de setembro, para analisar e já votar o novo golpe no estatuto: a reeleição de Júlio Casares. Oportunistas e ditadores, usurpadores do nosso clube no sentido moral.

Mais uma vez conselheiros cordeiros, que se deixam levar por algumas passagens e estadias em hotéis com o time, votarão maciçamente pela reeleição deste presidente, que durante a campanha sempre se posicionou contra esse ato, mas agora trabalha firmemente por ele. Aliado ao presidente do Conselho Deliberativo, defensor-mor deste golpe. Sabem por que? Por que, segundo um grande amigo meu, sairá aí um slogan: “CASAYRES 6 + 6.

Então, Carlos Belmonte, Leonardo Serafim, Harry Massis e outros tantos que sonham em se candidatar à presidência, vão precisar esperar mais dez anos. Aí, quiçá, estarão velhos demais para isso.

E a oposição, o que faz? Essa continua de pijamas, se expressando nos bastidores, nas redes sociais privadas, mas em nada agindo para valer. E Marco Aurélio Cunha? Esse, pelo apreço que tenho por ele, espero que faça por merecer e assuma, de vez, a liderança dessa calada oposição. Ou também cale-se para sempre.

Só acreditando que a moeda caia em pé novamente podemos sonhar com a Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a bola pune e mais uma vez, em apenas três dias, a situação se repetiu e perdemos dois jogos seguidos. Rogério Ceni havia falado após a derrota para o Santos, onde martelamos 45 minutos e não conseguimos chegar ao empate, que se errássemos contra o Flamengo tomaríamos três gols.

Longe de ter uma bola de cristal, anteviu o fato e tomamos, sim, três gols, não sem antes termos dominado, diria até amassado o Flamengo em sua área. Foi bola na trave, defesas gigantescas de Santos, bola para fora, chutes no corpo dos zagueiros cariocas. Enfim, uma avalanche, mas que se traduziu apenas em um gol. E os erros nos levaram a sofrer os três gols.

Rogério Ceni colocou o time em campo como se fôssemos pequenos. Não pelo fato de jogar com seis no meio de campo, três zagueiros e apenas Calleri à frente. Mas porque em nenhum momento, até sofrer o primeiro gol, o São Paulo quis jogar. Limitou-se à defesa e, com isso, atraiu o Flamengo para seu campo. Não seria ruim se tivéssemos contra-ataque. Mas um time acostumado a propor o jogo não treina saídas rápidas.

Eu falava na transmissão que não se traz o Flamengo para seu campo. Isso é pedir para tomar gol. E tomamos. Somente a partir daí é que Patrick se posicionou mais na frente, que Reinaldo e Igor Vinicius foram ao ataque e Igor Gomes…bem, esse não conta; e que Rodrigo Nestor passou a fazer um trio pelo lado esquerdo com Reinaldo e Patrick. As jogadas começaram a sair, tanto que Patrick meteu uma bola no travessão.

Rogério Ceni – os anjos soaram a corneta com força em seus ouvidos – tirou Igor Gomes e colocou Galoppo. É fato que foi trocar seis por meia dúzia, mas ao menos houve uma tentativa de mexer. E o time correspondeu, indo mais à frente.

Só que num erro de Pablo Maia o Flamengo saiu em contra-ataque e fez o segundo gol. Quando Rodrigo Nestor marcou nosso gol, até pensei que o campeonato não estava de todo perdido. Afinal, ganhar por um gol de diferença no Rio pode ser difícil, mas não impossível. Porém, veio o terceiro e o desinfetante foi colocado em nosso chopp.

Aos que como eu acreditam que a moeda possa cair em pé novamente, estamos juntos. Mas, pensando com a razão – e não com o coração -, a Copa do Brasil já era.

Alguns fatos que ficam aqui: será que os jogadores leram a carta da Independente? será que o Baby, presidente da Independente e amigo de Júlio Casares, vai fazer alguma carta criticando a diretoria? Será que alguém vai explicar os 26 milhões de reais investidos no Galoppo, cujo jogador nem a posição eu consegui até agora entender qual é?

E ficam as sugestões: se aparecer alguém com R$ 4 milhões para levar o Wellington embora, R$ 6 milhões para levar o Igor Gomes e R$ 6 milhões para levar o Rodrigo Nestor, coloquem numa caixa com uma fitinha para presente e deixem na porta do Morumbi que eu passo por lá e levo no meu carro até o aeroporto. O São Paulo não vai precisar nem gastar com combustível. Quanto ao Galoppo, providenciem a devolução evocando o Código do Consumidor, quando o produto entregue não correspondeu ao comprado.

Escolha erradas de Rogério Ceni nos levaram à derrota na Vila

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Rogério Ceni errou, colocou jogadores errados em posições erradas em campo e com isso o São Paulo perdeu para o Santos na Vila.

Desde antes de começar o jogo eu falava na transmissão pela Web Rádio São Paulo que escalar Marcos Guilherme para fazer o corredor da direita, marcando Soteldo, seria uma temeridade. Melhor seria usar o esquema 4-4-2 ou 4-3-3, com Rafinha de lateral, pois ele seria capaz de impedir as avançadas do venezuelano. Ou então entrar com Moreira, que nem no banco estava, pois teria mais capacidade que Marcos Guilherme para a função.

Além do mais, fez de Nikão e Luciano dois centro-avantes, sem que antes tivessem, sequer, treinado juntos para essa função. Por isso o ataque foi omisso durante todo o primeiro tempo. E com Marcos Guilherme como ala, o Santos fez o seu gol. Exatamente em jogada de Soteldo em cima dele.

Aliás Marcos Guilherme é motivo de risos. Já no Morumbi contra o Flamengo tomou um escorregão junto à lateral e caiu de bumbum no chão. Ontem foi disputar uma bola, perdeu o equilíbrio e caiu de boca no chão. É simplesmente bizarro. Jogador que não marca, não cruza, não chuta, não faz gol, faz absolutamente nada. De repente sai correndo que nem um louco, mas absolutamente sem direção alguma.

Passando para o lado esquerdo, por ali tínhamos Wellington. Excelente no drible, na profundidade, mas ridículo nos cruzamentos ou assistências. E lá atrás, também vai muito mal. O Santos ganhou diversas jogadas pelo lado dele.

No segundo tempo Rogério Ceni colocou Reinaldo e Pablo Maia (incrível, ele foi melhor que Gabriel) e o time ganhou corpo. Foi para o ataque e começou a fustigar defesa do Santos, obrigando o goleiro praiano a excelentes defesas. Com a entrada de Calleri o time cresceu ainda mais. Aí veio Igor Vinicius e a pressão foi gigante.

Se o primeiro tempo foi horrível, no segundo só não empatamos e até viramos por conta do goleiro do Santos. O que prova que temos um bom time, mas um elenco muito fraco.

Quanto a Ferraresi, que fez sua estreia, senti um zagueiro seguro, com boa saída de bola (apesar de dois erros no início), mas que tem boa impulsão na área e não tem medo de ir ao ataque. Em resumo, parece que foi uma boa contratação.

A situação ficou complicada, de novo, no Brasileiro. Mas como a diretoria e o técnico Rogério Ceni estão dando de ombros para esse torneio, por que eu vou me preocupar? Então vamos nos preparar para o Flamengo na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Não vou entrar como derrotado. Se tiramos o Palmeiras, também podemos tirar os urubus. Pois que venham!

São Paulo supera instabilidade e arbitragem desastrosa para obter classificação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está na semifinal da Copa do Brasil. É verdade que não foi sem sofrimento. Fizemos 2 a 0 no primeiro tempo e transformamos uma vantagem mínima em um enorme passo para a classificação. Mas a instabilidade do time, aliado à péssima arbitragem, quase colocaram tudo a perder.

A grande destaque da noite foi o perfeito entrosamento – finalmente – de Luciano e Calleri. O argentino deu as duas assistências para os dois gols de Luciano. Isso prova que a torcida estava certa quando exigia de Rogério Ceni a escalação desta dupla como titular.

Também os meias estiveram bem esta noite. Igor Gomes e Rodrigo Netor desempenharam bem suas funções, evitando o ataque dos mineiros e chegando bem lá na frente.

Tudo começou a se complicar, no entanto, no final do primeiro tempo. O VAR marcou uma penalidade, depois de toque no braço de Reinaldo. Ocorre que Reinaldo não interceptou a bola. Ele subiu com os braços abertos, Iago Maidana cabeceou por trás dele, a bola correu no braço e nas costas sem que ele fizesse movimento. Por mais que o lance, reconheço, seja interpretativo, o tal de Bráulio, juiz ultra caseiro, interpretou como penalidade.

O lance mais gritante, no entanto, veio no ínicio do segundo tempo. Miranda entra numa bola dividida com o pé normal, ou seja, sem solar, e o atacante do América chuta o pé de Miranda. O árbitro, sacanamente, inverteu as coisas e expulsou Miranda.

Isso desestabilizou o time. Rogério Ceni fez três alterações, tentando reforçar o sistema de marcação do São Paulo, tirando Reinaldo, Luciano e Igor Gomes, colocando Wellington, Nikão e Alisson. O problema é que, exceção a Nikão, os outros dois entraram muito mal na partida e não aliviaram nada. E essa é a tal instabilidade a que me refiro.

Sofremos o empate e passamos a correr certo risco. Mas o time foi raçudo, teve muita vontade e segurou o resultado, trazendo a classificação.

Preciso cumprimentar Rogério Ceni, que entre os badalados do País, colocou o São Paulo, que tinha a descrença de todos, em duas semifinais das Copas e permanece numa posição intermediária do Campeonato Brasileiro.

Quanto à arbitragem, ouvi ontem Neto, a quem não assisto e nem admiro, dizer: o Fortaleza foi operado no Maracanã contra o Fluminense; o São Paulo será operado contra o América, em Belo Horizonte. Eles querem fazer de tudo para a final ser Fla Flu. Parece que ele estava certo.

Só que a operação não deu em nada e, agora, que venha o Flamengo. Se já tiramos o Palmeiras, por que não podemos tirar o queridinho da imprensa? Eu acredito!

São Paulo venceu com autoridade. Mas preocupa a instabilidade do time.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vão me chamar de um cara chato, corneteiro e outras coisas mais. Afinal, mesmo após uma vitória de 3 a 0 sobre o Bragantino eu ainda encontro motivos para o pessimismo e a crítica.

Não sou daqueles que ficam comemorando cegamente um resultado positivo enganoso, nem faço parte do grupo que só encontra defeitos em tudo o que está perfeito. Portanto, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

A vitória do São Paulo neste domingo foi com muita autoridade. Afinal, ninguém ganha por 3 a 0 por mero acaso. Se bem que, se lembrarmos, o primeiro gol saiu em um contra-ataque iniciado por Patrick, que entrega a bola para Reinaldo que, por sua vez, faz um lançamento brilhante para Rodrigo Nestor por trás da zaga adversária. Então, gol de contra-ataque, o que significa dizer que estávamos sendo pressionados, em nosso campo.

A partir daí, tudo mudou. O Bragantino que era melhor, dominava a partida, sentiu o baque. Ao invés de continuar na frente, recuou no sentido de segurar o ímpeto do São Paulo. Mas o Tricolor passou, então, a dominar a partida e criar chances de gol.

Rodrigo Nestor, jogando como segundo volante, o único lugar onde ele consegue se destacar, fazia grande partida; os dois alas acompanhavam o ritmo; Calleri desequilibrava lá na frente e Patrick mostrava, mesmo jogando abaixo de sua possibilidade, como deve atuar um meia.

Então Rogerio Ceni, ao entrar com essa formação, mostrou para si mesmo que Igor Gomes tem que ficar fora do time; que Gabriel é titular no meio de campo, e não Pablo Maia; e que esse time pode, sim, conseguir a classificação na Copa do Brasil.

Porém aí entra a segunda parte do meu comentário: a questão da instabilidade. O time do São Paulo não é confiável. Assim como fez uma grande partida contra o Bragantino, pode chegar, com essa mesma formação, e cair diante do América-MG. Essa instabilidade preocupa muito e não nos permite projetar algo que seja real para o futuro próximo.

A vitória neste domingo foi de fundamental importância para nos afastarmos do incômodo Z4. Se perdêssemos, estaríamos a três pontos dele. Agora, demos um salto. A distância é muito longa para pleitearmos uma vaga no G6 do Brasileiro, mas também, agora, ficou distante para nos preocuparmos do Z4. Apesar da contagem continuar: faltam 19 pontos para nos livrarmos de vez.

Mais uma classificação sofrida. Mas vale o resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu, segurou a derrota por um gol para levar o jogo para os pênaltis, sofremos mais uma vez, porém veio a classificação. A princípio, por mais que preocupações surjam em nossa mente, temos que comemorar.

Há maneiras e maneiras de sentir-se vitorioso numa decisão por pênaltis. Por exemplo, contra o Palmeiras, sabedores da superioridade do adversário, dentro do campo deles, sem dúvida alguma. Esse mesmo Palmeiras que perdia de 2 a 0 em BH do Atlético-MG, semana passada, e foi buscar o empate, e ontem segurou um 0 a 0 com dois jogadores a menos, ganhando nas penalidades.

No caso do São Paulo, convenhamos, o adversário não tem qualquer representatividade no cenário nacional. É um time, digamos, pequeno. E nós conseguimos nos complicar. Aí é que aparece a preocupação que teremos pela frente, porém desprezível nesse dia.

Nem os pênaltis perdidos por Igor Gomes e Igor Vinicius, mais uma partida grotesca de Igor Gomes, nem a falha de toda a defesa são-paulina no primeiro gol cearense, parecendo uma cena de comédia pastelão, nem a pífia partida de Nikão e Pablo Maia, ou a desastrosa substituição de Rogério Ceni, trocando Reinaldo por Wellington, e esse fazendo a pior partida (ou os piores 30 minutos) de sua história com a camisa do São Paulo, vão mudar meu humor.

Comemorei muito – e temos que comemorar – a classificação. A Sul-Americana é, de fato, o torneio onde podemos almejar alguma coisa boa. Os adversários pela frente são, digamos, bem menores em estrutura e camisa do que nós. A exceção fica por conta do Internacional, com quem poderemos, eventualmente, disputar a final.

Então é dia para comemorar. Depois vamos rever nossos problemas.

A preocupação e a desilusão aumentam a cada jogo do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma derrota no Brasileiro, aumentando nossa proximidade com o Z4. Pior: não há sinal no fim do túnel de qualquer melhora.

O técnico Rogerio Ceni já disse outro dia: se sairmos das Copas, será uma catástrofe. Sim, essa catástrofe está muito próxima de acontecer. Nem digo na Sul-Americana, pois me prece absolutamente factível que devemos passar. Mas na Copa do Brasil. Se passarmos pelo América-MG, qual a chance que temos de derrotar, eventualmente, o Flamengo na semifinal?

Foi grotesco o que aconteceu no Morumbi. Rogério Ceni disse que o time jogou de igual para igual com o Flamengo. Mas não. Fomos dominados, colocados na roda, pelo time completamente reserva do Flamengo, enquanto o São Paulo tinha um time misto em campo.

Ninguém, a não ser Rafinha, merece destaque nesse catado que estava em campo no primeiro tempo. No segundo, com Calleri, a situação mudou um pouco e passamos a levar algum perigo para o gol adversário. Mas não podemos depender de um único jogador para resolver uma partida.

Quem é este Galoppo, por quem pagamos 26 milhões de reais? Quem é esse Pablo Maia, que o muito que sabe fazer muito bem é falta? Quem é esse Igor Gomes, que quer ganhar uma fortuna, mas tem um futebol de extrema pobreza? Quem é esse Wellington, que chega como ninguém na linha de fundo, mas cruza como ninguém, de tão mal, a bola para a área?

Dizem do elenco grande, de muitas contratações. Então seguimos: quem é este Bustos, que marcou onze gols em 44 jogos pelo Girona? Quem é esse André Anderson, que jogou 20 minutos esse ano pela Lazio e no São Paulo…? Quem é esse Felipe Alves, que nos dá tantos sustos quanto Thiago Couto?

Quando o time depende de Marcos Guilherme para fazer jogadas de velocidade pelos lados e acaba sendo colocado de centro-avante “para fazer o facão por trás da zaga”, já sabemos o que esperar. Nada, absolutamente nada.

E vou dizer mais: a situação só não está pior porque raça, ao menos, o grupo tem. Corre muito, luta muito. Mas quando a ruindade é marca registrada, não há o que fazer.

Triste sina de uma torcida que um dia torceu para um gigante mundial e hoje torce para um time que tem posição consolidada na tabela nacional abaixo do décimo e está no segundo patamar do futebol estadual.

Valeu pela vitória, mas o futuro preocupa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi mais uma noite de sofrimento, sufoco e apreensão. O São Paulo conseguiu vencer o Ceará por 1 a 0, no jogo de ida pelas quartas-de-final da Sul-Americana, mas correu riscos e apresentou um futebol medíocre.

Desta vez não há desculpas de improvisações ou jogadores poupados. Rogério Ceni, que deixou claro que a diretoria optou pelas Copas, abrindo mão do Brasileiro, colocou o que tinha de melhor em campo. Só não jogaram, dos tidos como titulares, Jandrei e Reinaldo. De resto, é o time que ele tem em mente como o melhor para o São Paulo. E se é assim, temos que nos preocupar. E muito.

É evidente que uma vitória por 1 a 0, que nos dá uma vantagem mínima de jogarmos por um empate no jogo de volta (tanto Sul-Americana quanto Copa do Brasil), é melhor que não tê-la. Um empate ou derrota no Morumbi poderia ser catastrófico. Mas preocupa muito o futebol (não) apresentado pelo time. Horrível. Sem chutes a gol, sem jogadas de penetração, vivendo de cruzamentos para a área, sem meio campo eficiente para armar jogadas, vivendo, então, de lançamentos do goleiro para Calleri brigar de cabeça. Muito pobre para um time como o São Paulo.

Publicamos uma matéria dias atrás que o São Paulo vai completar, com Bustos, 20 contratações em um ano e meio da gestão Júlio Casares. Alguns podem falar que ele deu quase dois times para o treineiro e ele é quem não soube montar o time. Eu vou por outro lado: considerar Orejuela, Bruno Rodrigues (lembram-se dele?), Willian, Eder, André Anderson, por exemplo, como reforços, ou eu não entendo nada de futebol ou eles, que contratam, entendem menos do que eu.

Igor Vinicius tem sido o grande destaque do time. Bem, a partir daí já se pode observar o nível do futebol apresentado. Neste jogo contra o Ceará Igor Gomes e Rodrigo Nestor fizeram uma partida deprimente; Wellington cansou de ganhar jogadas e chegar à linha de fundo, mas continuou cruzando para as nuvens; nem mesmo Luciano, em quem depositamos muita confiança, conseguiu jogar; até Calleri, aquele que sempre nos dá alegrias, perdeu até pênalti.

A preocupação maior fica para o Brasileiro. Não conseguir sustentar os resultados lá na frente e ser eliminado nas Copas não será tão trágico quanto, por exemplo, se perdermos do Flamengo sábado, no Morumbi. O Z4 vai efetivamente bater em nosso traseiro e o desespero começará em nossos corações.

E eu que pensei que este ano passaríamos ilesos, sem sofrimento. Santo planejamento pífio.

Ao colocar o time reserva, Rogério Ceni escancarou a prioridade do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há mais o que esconder: o São Paulo vai se dedicar às Copas do Brasil e Sul-Americana, querendo que se lasque o Campeonato Brasileiro. Trouxa de quem comprar ingresso para assistir qualquer partida do nacional.

Ao colocar o time completamente reserva, com só Miranda de titular, ele deixou claro que o São Paulo não vai mais disputar uma chance, ao menos, de ir para a Libertadores por esse torneio. O grande problema é que ao abrir mão do G6 começa a flertar com o Z4. Ou não perceberam que nas últimas nove partida do Brasileirão ganhamos apenas uma? É pontuação para rebaixamento.

Estamos com 26 pontos. O cálculo para fugir do Z4 é 48. Isso quer dizer que faltam 22 pontos a serem conquistados em 18 jogos. Seria fácil demais, não fosse a decisão da diretoria (sim, não é do Rogério Ceni). E vi uma análise muito interessante entre os comentários no Tricolornaweb que me levaram a pensar e refletir.

Dizia essa análise que a diretoria precisa de um troféu para embalar seu projeto de reeleição no próximo ano. Ciente que não conseguiria o Brasileiro e esperar por um novo campeonato ano que vem poderia ser tarde demais para o pleito, decidiu bancar todas as forças nas copas. Assim, com um título da Sul-Americana ou da Copa do Brasil, o discurso estaria pronto para embasar o projeto de golpe da reeleição. A refletir. Não esqueçam que fizeram o Campeonato Paulista ano passado um verdadeiro “título mundial”.

Sobre o jogo em si, o time reserva até que vinha se comportando bem. Afinal, o adversário também poupou diversos jogadores. As substituições feitas por Rogerio Ceni no segundo tempo, colocando alguns titulares, não surtiram efeito. Apenas Calleri entrou com muita vontade. Os demais, foram uma mesmice só.

Felipe Alves, que foi do céu ao inferno, nos deu, convenhamos, mais segurança do que Thiago Couto. Mas só por essa partida já me fez perceber que vai ter uma passagem rápida, até a recuperação de Jandrei. Se isso não ocorrer logo, outro goleiro precisará ser contratado para o ano que vem.

Então vamos para quarta-feira, para o jogo contra o Ceará, onde depositamos todas as nossas fichas. Depois voltamos a nos preocupar com o Brasileiro. Preocupar, mesmo, porque o Z4 começou a bater no nosso traseiro.