Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, durante a transmissão desta quarta-feira, após a virada ridícula que o São Paulo sofreu para o RB Bragantino, falei que o mais preocupante não era exatamente essa derrota. Aliás, mantenho aqui: que se dane essa derrota; que se dane se ficar em segundo no grupo; que se dane até se não se classificar, algo quase impossível de acontecer; que se dane se não ganhar o Paulista, até porque não vejo qualquer chance de conquista por conta da participação do Palmeiras; que se dane se formos eliminados na primeira fase da Copa do Brasil; que se dane se formos eliminados na primeira fase da Sul-Americana; mas se isso acontecer no Brasileiro, nós nos danamos.
Continuamos jogando como se não houvesse treinamento. Aliás, na chegada ao estádio em Bragança Paulista, Rogério Ceni lamentou não ter podido treinar o time na terça-feira por conta das chuvas que caíram em São Paulo. Mas ele está treinando o time desde o dia 13 de dezembro, quando as férias acabaram, e até agora não conseguiu dar conjunto ao time.
As jogadas do São Paulo são as mesmas: jogadores que atuam abertos pelos lados do campo cruzam a bola para a área para alguém cabecear. E com um agravante: não poucas vezes, Wellington Rato e Orejuela sequer cruzam para a área. Viram o jogo para Wellington fazer isso pelo lado esquerdo. A outra grande jogada é a saída de bola do goleiro Rafael com um chutão lá para a frente. Quando Calleri está em campo, geralmente ele ganha a disputa pelo alto. Quando não está, como ontem, cabe a David fazer isso e geralmente ele perde.
Isso tudo por não termos um meia de verdade. Rogério Ceni pediu zagueiro, lateral, volante, atacantes pelos lados, centro-avante, mas esqueceu que um time precisa ter alguém que pense o jogo. Ele tenta fazer isso com Luciano, mas já deu para perceber que não dá certo. Ontem, quando Erison saiu machucado e entrou Galoppo, o correto seria adiantar Luciano e deixar o argentino pelo meio. Mas ele não fez isso.
Verdade que jogando adiantado, Galoppo marcou o gol. Um golaço, diga-se de passagem. Mas no todo, isso não funcionou. A saída de Mendez para entrar Rodrigo Nestor deixou a frente de nossa zaga vulnerável e culminou nos dois gols que sofremos. Derrota justa.
Voltando ao início, que se dane tudo isso. Mas a preocupação está voltada para o Brasileiro, onde existe chance real de rebaixamento. Levando-se em conta que enfrentamos três times da Série A , ou seja, nove pontos disputados, e só ganhamos um, a luz de alerta já se acendeu. E o temor de tragédia anunciada aumenta a cada dia.