Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando peguei a escalação do São Paulo para esse jogo contra o Palmeiras, tive um impacto e concluí: a diretoria e o técnico Dorival Jr entregaram os pontos, não querem ganhar e nem se importam com a Série B. Entrar com um time cem por cento reserva contra o Palmeiras, na casa deles, é pedir para ser goleado sem dó nem piedade.
Sou obrigado a confessar, no entanto, que o São Paulo equilibrou o jogo no primeiro tempo. Talvez o Palmeiras tenha subestimado nosso time e entendido que não precisaria se esforçar, porque a vitória viria a qualquer momento. E foi o que aconteceu. Por obra e autoria nossa, porque foi nos nossos erros que perdemos o jogo.
É evidente que, mesmo jogando de igual para igual, não poderíamos esperar uma vitória. Afinal, time que tem no ataque Victor Sá e André Silva, não pode nem pensar em ganhar um jogo na Série B. Ferreira ficou correndo prá lá e prá cá, tentando alguma coisa. O único que acompanhou o ponta e fez alguma coisa foi Cauly. Mas nós também sabemos que a régua de qualidade é baixa demais.
Mas aí começaram os erros. Osório faz uma falta violenta, estúpida, perto da bandeira de escanteio do lado direito (oposto ao que ele joga na defesa) e é -muito bem – expulso. O que era difícil, ficou praticamente impossível. Até porque, faltando dois minutos para acabar o primeiro tempo, o tal de Coronel resolve fazer cerca, o árbitro reverte o tiro de meta em escanteio e daí sai um segundo escanteio e o gol. Poderíamos ter ido para o vestiário com 0 a 0. Mas Coronel fez o serviço.
Seria óbvio que ele voltasse com Arboleda para recompor a defesa, mas tão óbvio como isso seria a saída de Victor Sá, uma assombração em campo. Mas Dorival tirou Cauly, perdeu o meio de campo para o Palmeira e aí viramos presa fácil.
Um erro de Pablo Maia – sempre ele – dando passe errado na saída da área, permitiu ao Palmeiras fazer uma jogada como se faz nas peladas de praia. Jogadores tocando, chegando à linha de fundo, cruzando para o centroavante que está em cima da risca do gol só para empurrar para dentro. Pablo Maia tentou mais uma vez, ao cair sentado e perder a bola, na frente da área, mas eles não marcaram. Arthur também tentou, da mesma forma o Palmeiras não marcou. E nós saímos da Arena só com 2 a 0, fazendo cera no final para não tomar mais gol. Retrato puro de um time que se apequenou de vez.
O interessante é que Dorival poupou cem por cento dos titulares e nós jogamos terça-feira, no Morumbi. O Palmeiras usou cem por cento dos titulares e vai jogar em Quito, a mais de 3.500 metros de altitude. Sinal dos tempos.
A decisão de entrar com o time reserva, tem uma das duas possibilidades de explicação: ou foi ideia de Dorival, com cumplicidade da diretoria, ou da diretoria, com cumplicidade de Dorival. Tudo para tentar ganhar US$ 750 mil com uma eventual classificação para a semifinal da Sul-Americana. Ainda que tenhamos voltado a ficar apenas cinco pontos do Z4 do Brasileiro.
Definitivamente, vai chegar o ano de 2100 e não chega 2027.