Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que parecia uma surpresa muito agradável se transformou, num toque de mágica, em volta à realidade, o que nos leva à preocupação, já antevista no início do ano. O São Paulo engatou a terceira partida consecutiva sem vencer no Brasileiro, saiu, em três rodadas, da liderança para a quarta colocação, podendo perder, hoje, essa posição para o Flamengo e vê um sonho de Ícaro mergulhar no oceano das decepções.
Para piorar a situação, os três jogos sem vitórias, por mais que dois tenham sido fora, foram contra Atlético-MG, até então em crise, sem vencer no Z4, e Internacional, até outro dia no Z4. A outra foi para o Palmeiras, dentro do Morumbi, sem dar um único chute a gol.
Mais uma vez a pergunta, já retórica: o que fizeram esses jogadores e esse técnico em oito dias ? Seriam dez, mas ele deu três dias de folga depois da derrota para o Palmeiras. É incrível como o São Paulo consegue voltar pior de pequenas férias. Fico imaginando como será a volta da Copa do Mundo, quando ficaremos 45 dias sem futebol.
Aliás, depois de dez dias, entre folga e treinos, Alan Franco sente a coxa, Arboleda não está em condição e nós continuamos tendo que aguentar Tolói na zaga. Se colocarmos Pablo Maia com ele para disputar uma corrida, o Massis é capaz de ganhar.
Não vou chegar ao alarmismo de imaginar que vamos brigar, daqui a pouco, perto do Z4. Entendo que o início do Brasileiro nos deu a paz necessária, mas o tédio de vermos times infinitamente melhores do que o nosso – Flamengo e Palmeiras – se distanciando e outros, semelhantes ao nosso – Fluminense, Bahia, Athletico-Pr, nos jogando para outro patamar, nos leva a um sentimento de plena impotência e aumenta a ira contra a Organização Criminosa que nos levou a esse estágio.
E agora falam – me desculpem enveredar para a política – que precisam aprovar a péssima renovação com a New Balance, ainda que gere comissão para Júlio Casares, porque do contrário, o São Paulo não vai ter dinheiro nem para pagar a luz. Por isso o Legião, do Carlos Belmonte, fechou questão pela aprovação, alguns dissidentes e até oposicionistas também vão votar.
Isso mostra o absoluto conluio que existe entre o Conselho Deliberativo do São Paulo (parte) com o crime organizado que se instalou no clube, a total incompetência do diretor de Marketing, Eduardo Tony, em conseguir outra fornecedora de material esportivo (menos a Penalty), e a inoperância do diretor Financeiro Sergio Pimenta (ou comprometimento) e de Adilson Alves (não menos comprometido) em gerir financeiramente o clube.
Pior: a passividade de Harry Massis para tomar providências, com as demissões dos que ficaram. Pobre São Paulo.