Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai aumentando suas proezas dentro do Morumbi. A mais recente foi nesta noite de terça-feira, pela tétrica Sul-Americana. Conseguimos empatar com o Millonarios da Colômbia, com requintes de crueldade. Doria, não contente com a falha no gol, fez um pênalti para completar a noite de bobagens, mas o colombiano jogou na Praça Roberto Gomes Pedrosa. E o juiz resolveu encerra o jogo quando o Millonarios partia para um contra-ataque, dois contra um (Luan), chance de quase 100 por cento de marcar e virar o jogo,
Pior, muito pior do que o resultado e os fatos, foi o futebol apresentado pelo São Paulo. O time continua um amontoado em campo, sem saber o que fazer para furar uma defesa fechada, sem saber como variar uma jogada, enfim, com um futebol nível Sul-Americana, série B da Libertadores, e, consequentemente, nível Série B do Brasileiro, ainda que Rui Costa e Harry Massis façam discurso de título numa das Copas (só sobrou a Sul-Americana) e classificação para a Libertadores pelo Brasileiro.
E é bom que eu concorde com eles, porque se eu repetir Crespo, que afirmou ser nosso objetivo atingir os 45 pontos no Brasileiro, posso ser demitido do Tricolornaweb e da Rádio São Paulo.
Evidentemente não vou tecer críticas para Dorival. Não foi ele quem comandou o time, mas Milton Cruz. Ou então ele não teria colocado Wendel para fazer a dobra na esquerda com Enzo Dias. Não que Wendel tenha sido pior que Ferreira. Mas isso escancara nosso elenco, de qualidade medonha, montada com contornos interesseiros por Rui Costa, nunca nos esquecendo de Carlos Belmonte e Júlio Casares. Às vezes vamos batendo nas moscas de momento, deixando no lodo as que já saíram (de direito), mas não de fato.
Em três meses (porque só temos mais três jogos e aí tudo por 45 dias para para a “tão sonhada” Copa do Mundo), vamos chamar Dorival de burro. Mas ele não tem culpa. É um técnico mediano, porém fizemos isso com Rogerio Ceni, Zubeldia, Fernando Diniz, Carpini, Crespo, Roger e outros tantos. Pode vir o Guardiola. Enquanto esses seres continuarem orbitando a diretoria e esse elenco continuar montado à base de interesse de comissões de empresários, ninguém vai colocar o time no caminho das vitórias. E nossa meta sempre será chegar aos 45 pontos no Brasileiro, nos esquecendo das Copas, porque não temos competência para nada.