O São Paulo enfrentou mais do que o Boston River na estreia pela Copa Sul-Americana. Em uma tormenta no Estádio Centenário, em Montevidéu, o time conseguiu um gol no brilho individual de Bobadilla e venceu por 1 a 0.
Com preservações, a equipe são-paulina já teve limitações. Isso foi agravado pelas condições de chuva e vento fortes na capital uruguaia. Ainda assim, o time foi pouco ameaçado e conseguiu fazer o possível para vencer.
O resultado deixa o São Paulo na segunda posição do Grupo C da Sul-Americana. O líder é o O’Higgins, do Chile, que venceu o Millionarios, da Colômbia, por 2 a 0 e, portanto, tem melhor saldo de gols.
O vento em Montevidéu teve rajadas de cerca de 55km/h nesta terça-feira e afetou a noite dos dois times já no aquecimento. Os jogadores não puderam trabalhar antes do jogo no campo do Estádio Centenário.
O São Paulo atacou com o vento a favor no primeiro tempo. Não só por isso, a equipe teve maior volume ofensivo, contra uma linha defensiva de cinco jogadores dos uruguaios.
Isso não quis dizer que o Boston River apenas se retrancou. Foi do mandante a primeira chance boa, com Yair González, em chute fora da área, que precisou ser defendido por Rafael. A equipe mostrou que tinha na bola parada sua principal arma.
O São Paulo incorporou o “estilo uruguaio”, com pouca qualidade na bola trabalhada. Quando entrava na área de ataque são-paulina, o jogo virava um festival de pontapés. O entrosamento frágil com escalação alternativa também prejudicou o desempenho da equipe. Alguns jogadores como Cedric e Dória, por exemplo, não servem para nada.
Pedi, durante o Mesa Redonda, que alguém me mande um link com alguma imagem do Cedric jogando pela Seleção de Portugal. Acho que enganaram o São Paulo. Quanto a Dória, esse é o típico do jogador que apanha da bola. Mesmo contra um ataque inoperante, ele conseguiu se atrapalhar e foi marcado pelo Alan Franco
Mas a chuva e o vento se tornaram mais intensos e impuseram ainda mais dificuldades para o jogo. A bola sequer ficava parada para as cobranças de faltas.
Com cinco minutos do segundo tempo, em lance chorado, o São Paulo finalmente conseguiu marcar. Cauly aproveitou sobra após um bate-rebate e empurrou para as redes. Mas ele estava impedido, e o gol foi anulado.
O São Paulo continuou na pressão, mesmo que com dificuldade. Bobadilla fez a diferença em jogada individual, confirmando a boa fase que vive. O paraguaio driblou um marcador na entrada da área e bateu cruzado para abrir o placar. Nem só pelo gol, mas pelo todo, Bobadilla foi o melhor em campo.
Os minutos finais tiveram mais ações do Boston River. Não havia, contudo, chances concretas para esboçar alguma reação. Do lado são-paulino, valeu para observar o garoto Tetê, que mostrou personalidade com dribles.