Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o O’Higgins no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, mas não jogou. Roger colocou o time titular em campo para manter seu emprego (e do Rui Costa), e mesmo assim o placar foi enganoso e totalmente injusto.
Verdade que fizemos o gol logo no começo e tudo se encaminhava até para uma goleada na noite de terça-feira. Ledo engano. O O’Higgins, que aparentemente vinha para se defender, partiu para cima e acabou transformando Rafael num dos grandes nomes da noite.
Só no primeiro tempo foram duas intervenções sensacionais. Tivesse falhado, ou não conseguido fazer as grandes defesas, sairíamos do primeiro tempo perdendo por 2 a 1. Detalhe: o São Paulo não criou mais nada na primeira fase.
Time vaiado, você espera que alguma coisa mude no segundo tempo. Não mudou. Nem jogadores, nem esquema, nem o ritmo do jogo. Foi o O’Higgins quem continuou em cima, explorando falhas defensivas do São Paulo, com dois laterais em jornada ruim e Rafael Toloi no seu normal, ou seja, errando, e um meio de campo que perdeu qualidade com a saída de Marcos Antonio.
A sorte é que temos Calleri. Aliás, se existe alguma coisa de bom que Carlos Belmonte fez enquanto diretor de Futebol do São Paulo foi ter conseguido trazer Calleri de volta para o Morumbi. Em noite mágica (de novo), já tinha dado a assistência para o Luciano no primeiro gol, participa de jogada linda com Luciano e Arthur e termina em assistência para Arthur marcar seu primeiro gol pelo clube.
Na noite em que a metade de trás do time foi muito mal (exceção a Bobadilla, Rafael e Alan Franco), o trio de ataque salvou o São Paulo, mesmo com o time fazendo uma partida horrível, tendo sido amplamente domiado pelo modesto time chileno.
Para encerrar, o placar eletrônico do Morumbi mostrou o descaso com que nossos dirigentes continuam tratando o clube e a torcida, principalmente o setor de Comunicação: quando passou a escalação, anunciou Crespo como técnico. Não sei se foi por vontade de tê-lo ali, ou incompetência mesmo. Acredito mais na segunda hipótese.