Vitória obrigatória e incontestável. Pena que sem público.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Danúbio no Morumbi foi incontestável. O placar de 4 a 0 foi absoluto e justo. O golaço marcado por Alexandre Pato a quatro minutos do primeiro tempo deu tranquilidade à equipe, pois os uruguaios tiveram que desarmar o forte esquema retranqueiro que preparou para o Morumbi.

Aliás, por falar em Pato, ele vive um grande momento. Ano passado era titular. Machucou-se e nunca mais voltou ao time. Não consigo entender a razão. Muricy é quem tem que explicar. Mas agora que voltou, dificilmente vai sair. Está se movimentando, ajuda na recomposição, atua pelos lados, tem boa presença pelo meio, enfim, está vivendo uma grande fase e espero seja duradoura.

Entendo que o Danúbio será o time para se fazer seis pontos. Já conquistamos três e teremos que obter mais três jogando em Montevedéo. O time uruguaio não oferece perigo algum e é o mais fraco do grupo.

Mas a nota triste vai ficar para nossa diretoria que, mais uma vez, mostrou extrema incompetência. Como pode trocar a empresa de venda de ingressos no dia em que começa a venda para um jogo da Libertadores e a dois de uma partida do Campeonato Paulista? Como pode cobrar o absurdo de R$ 120 por um ingresso de arquibancada e, para piorar, a empresa não aceitar cartão nas bilheterias?

Carlos Miguel Aidar está irritado com tudo e cobrando explicações e atitudes. Mas a maior justificativa tem que ser dada por ele mesmo, pois em última análise, foi o responsável por esta contratação. Poderia ter adiado por uma semana, pois agora teremos um jogo fora, em Rio Claro e só voltaremos ao Morumbi no outro domingo, jogando contra o Corinthians. Dez dias seria tempo suficiente para adaptação da nova empresa. Mas como tudo no São Paulo está funcionando deforma errada, é só mais uma para a conta já profundamente deficitária desta diretoria.

A recuperação na Libertadores começou. O time parece que vai se encontrando. Sigamos em frente.

Vencer ou vencer. Não há outra alternativa.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a missão do São Paulo nesta noite, no Morumbi, é única: vencer ou vencer. Não fosse o fato do jogo ser no Cícero Pompeu de Toledo, e não se admitir uma derrota dentro de casa, contra o adversário mais fraco do fortíssimo grupo em que estamos na Libertadores, ainda contamos com o agravante de termos perdido a primeira partida, mesmo que jogando fora e o San Lorenço ter ganho na casa do nosso adversário desta noite.

Claro que as coisas se tornam mais difíceis com esse cenário. O time está pressionado, culpa, em parte, das ações de diretores nos bastidores do Tricolor, mas também pela torcida, pois a credibilidade que o elenco vinha tendo desde sua formação quase que se diluiu em apenas uma partida.

O Morumbi, ao contrário do que sempre acontece em jogos da Libertadores, não estará cheio. Ao contrário deverá ter público muito pequeno para um jogo desta importância. A culpa é da nova empresa contratada pelo São Paulo para vencer ingressos. Ela não conseguiu dar conta e fez um monte de lambanças. Somem-se a isso o preço dos ingressos – exorbitante -, o horário do jogo e a transmissão pela TV aberta.

Apesar de tudo estou confiante num bom resultado. Teremos em campo o time que, teoricamente, seria o melhor para o momento. Vamos unir nossos pensamentos, nossas vibrações, nossos corações e passarmos essa confiança aos jogadores.

Então, à vitória, Tricolor!

Que as aparências não nos enganem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, de quinta-feira passada para cá muita coisa aconteceu nos bastidores do Morumbi. Muita água rolou, com fluxo e refluxo e o que posso falar nesse momento é que espero que as aparências não nos enganem.

O acordo feito entre o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar e a Torcida Tricolor Independente, com o clube pagando os ônibus que levariam os “torcedores” deixou a entender que a torcida deveria um favor a ele. E que essa dívida foi prontamente paga com a postagem pedindo a demissão imediata de Muricy Ramalho e a contratação de Wanderley Luxemburgo.

Levando-se em conta que ano retrasado, quando time lutava para não ser rebaixado e que Juvenal Juvêncio estava no período final de seu longo mantado, a mesma Independente fazia manifestações contra o técnico, contra o time, conta a imprensa, contra tudo e todos, mas em nenhum momento levantava a voz contra Juvenal, não seria demais imaginar que o acordo com Aidar estaria selado.

Todos sabem da forte ligação que existe entre Muricy Ramalho e Juvenal Juvêncio e, também, que o ex-presidente abomina o nome de Wanderley Luxemburgo. Que tacada melhor seria se Aidar demitisse Muricy e contratasse Luxemburgo, para sufocar ainda mais qualquer movimento “juvenalino”?

Acredito piamente que a jogada estava prontinha para ser feita. Só que a Independente foi obrigada a recuar de sua posição, apagou de seu site a “ordem” e engoliu a verdadeira torcida que estava no Morumbi no último sábado apoiar Muricy. Concomitantemente, o vice-presidente de Futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, saiu em defesa do técnico falando, até, em renovação de seu contrato.

A divisão na diretoria estava patente. E Muricy, conhecedor emérito do clube, parte para o ataque dizendo saber quem são seus executores e que não está ali pelo São Paulo, mas que se quiserem, que o demitam.]

A vitória de 4 a 0 sobre o Audax, a necessidade premente de vitória sobre o Danúbio amanhã e a revolta que toma conta da torcida tricolor contra este estado de problemas instalado no Morumbi pressionaram Carlos Miguel Aidar e ele foi obrigado a sair de sua sala, vir à imprensa declarar publicamente seu apoio a Muricy e, mais do que isso, ir pessoalmente nesta terça-feira conversar com Muricy e reafirmar seu apoio e confiança no técnico.

Menos mal que esta seja a atual situação. Repito o que coloquei de título neste editorial: “Que as aparências não nos enganem”. O presidente tem o direito e, mais do que isso, o dever de cobrar resultados. Deu os jogadores que o técnico pediu e, portanto, quer títulos. Mas que se dê tempo ao tempo e que essa lavagem de roupa suja volte a ser feita internamente. O São Paulo é infinitamente maior do que aqueles que o administram, porque eles passam e a instituição e sua imensa torcida ficam. As vaidades pessoais, o superego e as picuinhas não podem se sobrepor ao bem para a coletividade tricolor.

Estamos de olho e esses olhos não se fecharão nem essa boca se calará.

 

São Paulo goleia Audax. Mas…é quarta-feira!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Audax por 4 a 0, pelo Campeonato Paulista, mas não restou qualquer dúvida que os olhares estão voltados para a próxima quarta-feira, quando o Tricolor precisa vencer de qualquer maneira o Danúbio, do Uruguai, para continuar vivo na Libertadores.

No jogo deste sábado o time fez o simples, Muricy não inventou e tudo saiu como deveria sair. Se era obrigação ganhar – e bem – do Audax, ganhamos. Gostei muito de ver Pato e Luis Fabiano jogando juntos, assim como, definitivamente, a posição de Michel Bastos é no meio de campo e não na lateral. Ele rende muito mais. Serve, faz assistência e marca gols.

O mais curioso é que Muricy Ramalho optou por escalar Pato e Luis Fabiano hoje para aprontar o time que jogará quarta-feira, já que Centurion está suspenso. Ora, mas por que ele não fez isso no jogo contra o Bragantino, preparando o time que enfrentaria o Corinthians? Mas, antes tarde do que nunca. Espero que ele tenha aprendido com as besteiras que fez no Itaquerão.

O Audax não ofereceu perigo algum. O São Paulo decidiu o jogo em dois minutos, no primeiro tempo. Depois foi só administrar.

Ainda tenho muita esperança nesse time, na Libertadores. Quarta-feira Pato já poderá jogar. No outro jogo, contra o San Lorenço, Centurión também estará em condição de jogo. Acho que o time vai crescer muito e vamos superar a derrota da semana passada.

O São Paulo viu o Corinthians jogar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi a Itaquera ver o Corinthians jogar.Manso, sem fazer mal a ninguém, o time entrou em campo como se estivesse indo a um “casados  e solteiros”. E saiu de lá sem ter tido o sabor de fazer o goleiro Cássio sujar o uniforme.

Muricy conseguiu a proeza de fazer surpresa durante toda a semana sobre o time que entraria em campo e colocar uma formação que, no máximo, treinou por 40 minutos na terça-feira. Isso prova que ele está perdido para montar o time. Por outro lado, desde o primeiro jogo do ano, o Corinthians está jogando com a mesma formação e a única alteração para ontem foi Guerreiro, suspenso, e que poderia ser substituído por Danilo – como o foi -, Wagner Love ou Luciano. Aí fica fácil antever o que vai acontecer.

Muricy poderia entrar com a formação mais utilizada, no 4-4-2. Poderia ter encaixado um 3-5-2, deixando Michel Bastos e Bruno como alas. Mas tentou povoar o meio de campo e com isso causou mais lentidão  ao time. E a troca de bola sempre foi na horizontal, nunca na vertical. Tanto que terminamos o jogo sem dar um único chute ao gol. A impressão era que o São Paulo andava de Fusca e o Corinthians de Ferrari.

O árbitro teve interferência? Teve. O segundo gol foi um absurdo de irregular. Mas não foi por isso que o time perdeu. Foi por falta total de competência, objetividade e vontade.

Kardec é lento em demasia e não terá lugar no time titular. Maicon pode ser bom para alguns momentos, não para começar jogando. Michel Bastos não pode ser lateral esquerdo. E o time tem que jogar para frente, tem que chutar em gol.

Nada está perdido, afinal foi só o primeiro jogo de uma série de seis  neste grupo. E a derrota foi fora de casa. Mas ou Muricy encontra logo um time e um padrão tático ou vamos ficar na primeira fase da Libertadores.

E vou acrescentar mais uma coisa: ou a diretoria entra em acordo e faz um discurso único, ou vamos mergulhar num abismo sem fim. Carlos Miguel Aidar pressionou Muricy em hora errada, como sempre, e gerou uma crise interna no elenco. Foi preciso o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro aparecer para apagar o fogo. E outras coisas mais que aos poucos vou detalhar, para mostrar como está deteriorado o ambiente no clube, tendo como protagonista  principal o presidente.

E para encerrar: não sou parte do “fora Muricy”, porque para colocar alguém em seu lugar teria que ser o Cuca, e ele não virá.

Hora de jogar sério e com determinação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje começa o ano para o São Paulo.  Depois de passarmos um ano lutando para não irmos para a zona de rebaixamento e um ano se recuperando para alcançar a vaga da Libertadores, chegamos ao dia da estreia.

O jogo será difícil, eu sei. Mas qual jogo na Libertadores que não é difícil, tenso? Hoje não será diferente. É em Itaquera, estádio cheio com a torcida do adversário, que também vai entrar pilhado para esta partida.

Não creio que paire no ambiente o estigma de que temos problemas para ganhar do Corinthians. Na Libertadores nunca houve um jogo entre as duas equipes. Além do mais, se alguma camisa tem peso nesse torneio, essa camisa é o nosso manto sagrado.

Apesar de não ser adepto ao esquema 3-5-2, acho que ele é o ideal para esta noite e imagino ser o que Muricy vá utilizar. Eu escalaria o time com Rafael Tolói, Dória e Edson Silva; Bruno, Denilson, Souza, Ganso e Michel Bastos; Kardec e Luis Fabiano.

Com esse time teríamos a zaga protegida, com três zagueiros e ao menos um volante de contenção; o esquema permitira extrairmos de Bruno e Michel Bastos muito poder ofensivo, deixaria Souza solto para participar das assistências ofensivas e Ganso teria alternativas para jogar pelo meio ou mesmo pelas laterais, sem posição fixa. Luis Fabiano não precisaria se preocupar tanto com a volta para marcação e também diminuiria um pouco essa obrigação de Alan Kardec.

Se Carlinhos estivesse recuperado não haveria tanto problema. Mas não podemos esquecer que não teremos a velocidade de Centurion e Pato para este jogo, o que diminui muito o poder ofensivo, e para a lateral sobraria Reinaldo, altamente perigoso para nossa defesa. E nesse jogo não podemos entrar com quem “talvez” consiga dar conta do recado. Hoje é dia de termos certeza do que queremos.

Concordo com o presidente Carlos Miguel Aidar. Poderemos, sim, sair com um grande resultado do Itaquerão. Temos mais time e mais elenco que o Corinthians. Basta jogar sério e com muita determinação, com aquele espírito de Libertadores. Mas não posso negar que não vou ficar triste com um empate.

Então, à vitória, Tricolor!

Falta de transporte: o poder da Globo e a fraqueza da diretoria do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu poderia estar aqui falando do jogo desta quarta-feira, da ansiedade, da estreia na Libertadores, da possibilidade de Murcy Ramalho adotar o 3-5-2 para o jogo contra o Corinthians, mas tenho que me ocupar de outro fato: o transporte da torcida do Tricolor, que ganhou ênfase depois da declaração do presidente Carlos Miguel Aidar, de que poderemos ter morte no percurso da volta.

A possibilidade só se torna procedente porque não haverá transporte funcionando após o jogo, no momento que os 1.500 torcedores são-paulinos estiverem deixando o Itaquerão. De acordo com o esquema de segurança preparado pela Polícia Militar a torcida corinthiana deixará o estádio assim que encerrada a partida, o que deve ocorrer por volta das 23h55. Somente às 0h45 os torcedores do São Paulo serão liberados do estádio.

Ocorre que o Metro para de funcionar, em dias de jogos, às 00h30 e a CPTM meia-noite. Ou seja: não haverá transporte para os torcedores são-paulinos, até porque seria inimaginável contar com ônibus de linha para transportar 1.500 torcedores.

A Independente disse que virá a pé de Itaquera. O presidente Carlos Miguel Aidar conversou com autoridades do Estado, tentando encontrar uma solução, mas não obteve sucesso. E aí disse que “tem gente que vai chegar 5 horas da manhã em casa por causa disso. Pode ter bomba, pode ter morte, risco de emboscada, pode ter tudo numa situação dessas. O poder público não se empenha. Essas atitudes só fomentam a rivalidade, violência.”

Carlos Miguel Aidar está numa sinuca de bico: se pagar os ônibus para a torcida, dirão que está subsidiando os marginais das uniformizadas. Se não fizer nada, dirão que está abandonando a torcida.

Vejo essa situação como mais uma demonstração de fraqueza do nosso clube perante as autoridades. Uma fragilidade que começou com Juvenal Juvêncio, que brigou com Deus e o mundo e continua, com requintes de perfeição, com Carlos Miguel Aidar, que brigou com quem ainda faltava e não reatou com ninguém. Uma fragilidade nos bastidores que tem nos custado alguns pontos importantes nos campeonatos que disputamos, que coloca em risco nossa participação na Libertadores, mormente jogando contra quem vamos jogar nessa quarta-feira e que não consegue nada, absolutamente nada, que seja favorável a nós.

O presidente do Corinthians foi à luta e, como não conseguiu convencer a Globo, dona do futebol, a antecipar o início dos jogos, obteve uma vitória com as autoridades do Estado mudando o horário do Metro em dias de jogos. Mas o presidente do São Paulo não consegue nem ônibus, quanto mais mudar horário dos trens. Fraqueza total.

Não sou defensor da Independente, nem acho que o clube deveria bancar ônibus, segurança particular ou coisa que o valha. Mas o Estado tem, por dever, dar esta segurança e fornecer o transporte para quem vai a um grande evento como será o jogo de amanhã.

Portanto, se algo acontecer com os torcedores são-paulinos, como previu o presidente, o Estado deverá ser diretamente responsabilizado por isso. E, em segunda escala, a direção do clube, pois deixou patente sua inoperância e falta de representatividade e voz ativa frente às autoridades. Por isso temo o que possa acontecer dentro de campo – que já começou com o árbitro que foi escalado para apitar o jogo – e fora dele, na volta para casa.

Um passeio em Bragança Paulista

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, antes de começar o jogo, com a previsão de entrarmos com um time misto, poucos esperavam ver entrosamento e um jogo fluido do São Paulo contra o Bragantino, fora de casa. E não é que esta (grata) surpresa veio? O Tricolor dominou amplamente o jogo, com uma troca de bola envolvente e excelente primeira impressão dos estreantes Centurión e Doria.

A fragilidade defensiva do Bragantino, que fez apenas 3 pontos no campeonato até agora, ajudou muito, mas a vitória dá ânimo para todo o elenco encarar a estreia na Taça Libertadores, contra o Corinthians.

Individualmente, merecem destaque a bela partida de Centurión, que demonstrou ser técnico, rápido e capaz de desequilibrar o jogo, deixando vários jogadores adversários irritados. A primeira impressão foi muito boa. Doria também fez uma boa estreia, ganhando todas dos atacantes do clube de Bragança. Por fim, impossível não destacar a partida de Boschilia – que marcou dois gols e ocupou os espaços pelo lado esquerdo do time com eficiência, especialmente na segunda etapa – e de Maicon, tão contestado pela torcida, mas que hoje assumiu o posto de meia da equipe com louvor.

A facilidade com que o time assumiu o esquema com três zagueiros deixa uma pulga atrás da orelha de Muricy, ainda que ele não tenha dado qualquer sinalização de que usará o 3-5-2 contra o Corinthians, com todos os titulares (menos Pato e Centurión, é claro) a disposição.

O único senão continua sendo a defesa, ainda que tenha sido pouco testada hoje. O time ainda fica exposto aos contra-ataques, como, por exemplo, aconteceu quando Lucão travou o ataque do Bragantino em cima da hora no início da partida. Edson Silva demonstra ter dificuldades em dar combate com três zagueiros e muitas vezes é deixado para trás por atacantes mais rápidos.

Enfim, é fato que vamos para cima do Corinthians com ânimo renovado e na expectativa de que o primeiro passo para o tetracampeonato seja dado na próxima quarta-feira.

Eduardo Gaggini

Aos poucos vejo o time se entrosando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há dúvida que Rogério Ceni foi gigante e garantiu o empate para o São Paulo contra o Santos na Vila Belmiro. Mas o time não jogou mal e não houve um massacre santista para que isso acontecesse.

Ocorre que nossa defesa continua vulnerável, principalmente pelo lado esquerdo, onde Reinaldo e Lucão são uma tragédia anunciada. Já pelo lado direito as coisas vão se encaixando. Bruno tem sido mais comedido nas descidas e Rafael Tolói consegue fazer bem a cobertura.

Mas quem assistiu ao jogo viu que o São Paulo dominou a partida até os 30 minutos do primeiro tempo. Toque de bola envolvente, boa movimentação e poucos erros de passe. Souza deu maior consistência ao meio de campo e os volantes tiveram qualidade na saída da bola da defesa para o ataque. Apesar de ter faltado maior consistência nas finalizações, algumas aconteceram e o goleiro do Santos esteve bem.

Depois dos 30 minutos o Santos cresceu e foi para cima. Rogério Ceni, então, começou a aparecer. No segundo tempo tivemos, novamente, boa parte de domínio do São Paulo, mas o Santos cresceu e Rogério Ceni continuou aparecendo e salvando o time.

O que pude depreender da surpresa feita por Muricy Ramalho, ao colocar Ewandro ao lado de Luis Fabiano, é que, como Pato não pode jogar contra o Corinthians, o atacante por ali será Centurión. Não vai caber Alan Kardec. Ewandro, portanto, “reservou” lugar para o argentino.

No resumo de tudo entendo que o time está se entrosando. Arrumando a defesa, ainda ponto muito frágil, teremos muito o que comemorar este ano. Assim espero.

11 anos de Tricolornaweb

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje estamos em festa. O nosso site está completando uma onze anos de existência. Ele, que foi ao ar em  10 de fevereiro de 2004, véspera da estreia do São Paulo na Libertadores daquele ano (venceria, em 11.02.2004, o Aliança Lima por 2 a 1 em Lima, no Peru) dez anos após ter disputado seu último torneio continental.

Nasceu da ideia de cinco são-paulinos fanáticos, amigos, que pretendiam criar um blog para falar o que quisessem sobre nosso time.

Mas por que um blog e não um site? Então ampliamos a ideia inicial e partimos para o site.

Mas por que falar só de futebol se o São Paulo também é clube e participa de diversas modalidades de esporte amadores? Então partimos para uma abrangência maior.

Aos poucos, o que era uma simples brincadeira foi se tornando algo muito sério. O site foi desenvolvido e,  na data marcada, ele foi ao ar, recheado de informações de todos os esportes e do lado social do São Paulo F.C.

Em pouco tempo foi conquistando leitores através de um árduo trabalho. E por ser tão abrangente ganhou, de imediato, o slogan: “O Site que está com o São Paulo”.

É muita responsabilidade. E, até e também por isso, assumimos o compromisso de fazê-lo crescer mais e mais.

Apenas para mostrar o tamanho desse crescimento, nos primeiros dias imaginávamos que não mais que 50 pessoas acessavam o site diariamente. Não tínhamos controle do número de acessos.

No dia do fatídico jogo contra o Once Caldas em Manizales, na Colômbia, quando fomos eliminados no último minuto de jogo, naquela semifinal, véspera do feriado de Corpus Christi, o site sai do ar e fica cinco dias sem permitir qualquer acesso. Soubemos, então, que a razão foi o abrupto número de acessos simultâneos no final da partida: mil cliques. Um espanto. Algo impensável.

Partimos para um provedor maior e começamos a controlar os acessos. Em menos de seis meses comemoramos três mil acessos únicos em 30 dias. Pouco tempo depois comemoramos dez mil; depois cem mil. Hoje são mais de 15 milhões de acessos por mês (em janeiro, atípico, foram 26 milhões de acessos), mais de 170 mil seguidores no Facebook, o que nos serve como prova de que o trabalho está sendo feito de maneira séria e competente.

O Tricolor na Web sempre primou pela liberdade total de informação. Para isso exigiu de todos que, de forma direta ou indireta dele participam, completa neutralidade no campo político. E assim vai seguir, sem se vincular a qualquer grupo ou partido dentro do clube.

Passamos por dois anos de Marcelo Portugal Gouvêa, de doce memória, e pelos oito anos de Juvenal Juvêncio. E estamos vivendo a era Carlos Miguel Aidar, com quem, em tão pouco tempo, já brigamos bastante, mas sempre na esperança de que as críticas sejam recebidas como positivas e que dias melhores virão.

Dificuldades existiram e sabemos que continuarão aparecendo. Mas amanhecemos cada dia mais revigorados para encarar as situações e seguir em frente. Afinal, temos que manter sempre altivo nosso slogan de ser “o site que está com o São Paulo”.

Nosso agradecimento a todos vocês que acessam e compartilham diariamente nossas informações. Pela leitura, pelos comentários, pela propaganda. Nosso agradecimento especialíssimo ao Bradesco, que há três anos vem acreditando no nosso trabalho e dando seu amparo comercial. E isso já está garantido até o final de 2015.

Valeu! E vamos em frente!