Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sufoco. Jogo decisivo, espécie de mata-mata pelas circunstâncias, com o primeiro jogo em casa, precisando ganhar ou ganhar, vencer ou vencer, e só conseguir isso aos 44 minutos do segundo tempo, não é para qualquer cardíaco suportar. Mas a vitória veio e trouxe com ela, da maneira que foi, uma chama de vai reascender o espírito guerreiro e soberano do São Paulo em Libertadores.
Foi um daqueles jogos em que eu sairia “p” da vida do Morumbi se não tivesse ganho. Não pelo futebol que o time apresentou, que se não foi de êxtase técnico, foi de determinação pela vitória, mas pelo resultado que nos deixaria em situação delicada na Libertadores.
O time perdeu Pato logo no início do jogo. Ele tem sido fundamental para o grupo e acabou virando um grande desfalque. Pato vinha alternando posição com Luis Fabiano, enquanto Ganso e Michel Bastos trocavam posições pelos lados do campo. Com a entrada de Centurion o lado esquerdo ficou congestionado, pois ele joga muito aberto e o time caiu de rendimento. O San Lorenzo teve algumas chances de gol.
Muricy fez uma alteração tática no intervalo fixando Michel bastos do lado direito, bem aberto, com Centurion pela esquerda e centralizando Ganso. Bruno e Carlinhos continuavam bastante ofensivos e Ganso tinha opções de armar a jogada. O problema era que o time argentino estava todo acuado, com os 11 jogadores atrás da bola, esperando a chance de um contra-ataque. Aqui aplausos para Toloi e Lucão que não perderam uma única bola.
O time martelou muito, tentou pelas pontas, pelo meio. Contou com o azar de duas bolas na trave e dois erros crassos da arbitragem: um pênalti não marcado sobre Rafael Tolói e o gol anulado de Centurion. Portanto, tudo poderia ter sido mais fácil.
Entrou Kardec no lugar de Souza. Aumentou a altura na área e a atenção dos zagueiros para os cruzamentos de Bruno e Carlinhos. Por isso, no último do jogo, a bola encontrou Michel Bastos sozinho para cabecear, já que toda a zaga se preocupou com a dupla de atacantes. Ponto para Muricy. E para Michel, criticado o jogo todo, mas responsável por toda a jogada do gol e símbolo da raça que exige uma Libertadores.
São vitórias assim que nos dão forças para levantar e gritar: derrubem o São Paulo. Ou a Libertadores já tem dono!