Vitória no estilo Bauza de ser

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu vencer o Cesar Vallejo, no Pacaembu, bem no estilo Bauza de ser. 1 a 0, gol no finalzinho, mas que garantiu nossa classificação para a fase de grupos da Libertadores.

Vamos voltar um pouquinho só no tempo. Quando Edgardo Bauza foi contratado, fomos atrás de uma sinopse de sua carreira. Vitoriosa, sem dúvida alguma, com alguns títulos argentinos e duas Libertadores: pela LDU e pelo San Lorenzo, equipes modestíssimas. Também detectamos que seria um estilo completamente oposto ao de Juan Carlos Osorio. Então sabíamos o que teríamos no comando do time.

Uma coisa é certa: não se pode negar que o time ganho corpo, força, que não é facilmente envolvido pelo adversário e fica assistindo passivamente. Hoje os jogadores – até Ganso -marcam, se entregam, dão carrinhos, dividem, enfim, é um time com cara de argentino.

Nesta quarta-feira, no Pacaembu, o resultado final não refletiu o que foi o jogo. É fato que tivemos um primeiro tempo muito fraco, onde a retranca peruana minguou os principais pontos do São Paulo. Eram dois jogadores sobre Ganso e outros dois sobre Michel Bastos. Com isso a bola não chegava com qualidade na frente.

O Cesar Vallejo até tentou alguns ataques, mas todos sem sucesso e qualquer risco à meta defendida por Denis. Aliás, as formas que o time peruano chegou até a meta são-paulina durante todo o jogo foi através de faltas nas laterais da área ou cobranças de escanteio. Mas, mesmo assim, Denis praticamente não pegou na bola, o que mostra que a marcação tricolor foi precisa.

Já na frente, agora falo do segundo tempo, foram três bolas na trave e um pênalti perdido. Não gostei da substituições de Bauza. Quando ele tirou Centurion – que nem deveria ter entrado -, para colocar Wesley eu já teria feito entrar Rogério; na lateral trocou seis por meia dúzia; e depois tirou erroneamente Ganso, que tinha conseguido encontrar uma faixa no campo em que a marcação não o acompanhava, para colocar Rogério.

Mas tenho que reconhecer, também, que o time melhorou com as alterações, tanto que acabou chegando ao gol. Por isso vou dar o tempo necessário a Edgardo Bauza. Não tenho esperança de ver futebol bonito, de qualidade, mas será um futebol pegado, próprio para quem quer ganhar a Libertadores. E, pelo que imagino, é isso o que a torcida quer. Então, sigamos em frente.

12 anos de Tricolornaweb. E a Libertadores

bolo-tricolornaweb   Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nós estamos em festa. Hoje o nosso site está completando 12 anos de existência. Eu e a Helo Cavalari temos consciência de ter tentando fazer um site verdadeiramente são-paulino, preocupados em defender as coisas do nosso clube, denunciando desmandos, cobrando atitudes e exaltando o espírito são-paulino. E seguimos em frente em nossa caminhada.

Hoje temos compromisso pela Libertadores. Aliás, o Tricolornaweb foi ao ar pela primeira vez no dia da estreia do São Paulo pela Libertadores de 2004, após ter ficado dez anos sem participar do principal torneio do continente. Mas contra o Cesar Vallejo, hoje, a vitória me parece obrigatória e não deverá nos dar sustos.

O Pacaembu estará lotado, a torcida está empolgada e confiante no elenco. Os ingredientes necessários para um grande futebol estarão todos presentes. Basta ao time traduzir todo esse clima em gols. Eu gostaria que Bauza começasse o jogo com Calleri e Kardec na frrente, mas ele optou por manter o time que jogou no Peru, entrando com Centurion. Na defesa, Lucão ocupará o lugar de Breno. Mesmo assim não vejo como corrermos riscos.

Então, à vitória, Tricolor

Calleri já está deixando saudade no torcedor

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a goleada do São Paulo sobre o Água Santa serviu para mostrar, principalmente, que há um esquema tático definido no time e Edgardo Bauza está sabendo retirar de seus comandados suas ordens. Mais do que isso, mostra que sentiremos muita saudade de Calleri quando ele for embora, no meio do ano. Êta centro-avante bom!

Calleri demonstrou oportunismo e técnica no gol que fez no Peru, após ganhar na velocidade do zagueiro e com um toque de classe, encobrir o goleiro. Neste sábado marcou dois gols de cabeça e fez assistência para o gol de Michel Bastos. Nos dois gols, demonstrou senso de colocação na área, o que facilita muito para quem está cruzando saber onde poderá jogar a bola. Aliás, ouso dizer que Calleri fez os nomes de Wilder e Caramelo.

Comentar a partida é até desnecessário, tal foi a superioridade do São Paulo. O Água Santa marcou muito no primeiro tempo e até ameaçou um pouco no segundo. Mas Bauza colocou Michel Bastos, Ganso e Thiago Mendes, e a fatura foi liquidada.

Estou gostando das variações táticas que vi. Num primeiro momento o time jogava no 4-2-4, com os laterais presos atrás, Hudson sendo o volante de contenção e Wesley fazendo o papel se segundo volante, mais chegado a meia. Rogério e Wilder, que jogavam abertos, tinham obrigação de voltar para marcar, enquanto Kieza e Carelli ficavam no meio da área.

Depois, com as alterações, o time foi mudando para o 4-3-3, com a saída de Rogerio para a entrada de Michel Bastos; para o 4-4-2, com a saída de Kieza para a entrada de Ganso; e para o 4-5-1 co a entrada de Tiago Mendes e saída de Wilder. Só que neste última formação, Ganso jogou quase na meia lua adversária e os laterais Caramelo e Carlinhos passaram a atacar muito, aumentando consideravelmente a força do ataque são-paulino.

Se o time principal tiver encaixado esse sistema implantado, independente de ser defensivo ou ofensivo, vai dar liga e o Cesar Vallejo será vítima de uma goleada na próxima quarta-feira. É esperar para ver.

Apesar do empate, futebol apresentado dá esperanças

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, se fiquei um tanto frustrado pelo empate no Peru nesta quarta-feira fiquei, por outro lado, otimista com o futebol que o time apresentou. Por isso entendo que o resultado do jogo foi atípico, um mero acidente de percurso, facilmente revertido no Pacaembu, semana que vem.

Vou além: tivesse dado o gol de Alan Kardec na metade do primeiro tempo, e tudo seria diferente. O São Paulo teria decidido, já em Trujillo, sua passagem para a fase de grupos da Libertadores. O time estava dominando o jogo, o gol maduro e saiu, mas o bandeira não viu que a bola ultrapassou a linha.

Ganso, que perdeu um gol incrível, chutando a bola no travessão, distribuía bem o jogo, se apresentava para ser o maestro e dificilmente a bola chegava em alguém sem passar por ele. Só sentia falta do avanço dos volantes, mas os ataques tinham as passagens dos laterais a todo momento, sempre de forma balanceada para não deixar a defesa desguarnecida.

Só que veio o gol do Cesar Vallejo. Um golaço. Isso freou um pouco o ímpeto do São Paulo. O time se desestruturou um pouco e chegou até a correr riscos.

O time voltou para o segundo tempo jogando mais na frente. A marcação subiu e Thiago Mendes e Hudson passaram a aparecer dentro da área adversária, já que não havia quem marcar lá atrás. E as chances começaram a ser criadas.

Bauza tirou Kardec para a entrada de Calleri. Eu teria tirado o inútil Centurion. A substituição deu certo. Um lançamento “a la Gerson” de Ganso permitiu que o argentino estreasse com um golaço, encobrindo o goleiro. Depois Bauza tirou Centurion para a entrada de Carlinhos. Com essa alteração, ele jogou Michel Bastos e o próprio Carlinhos, cada um por um lado do campo, com Calleri centralizado.

O domínio foi completo. Nos últimos cinco minutos houve um verdadeiro massacre, mas a bola não quis entrar.

Só não entendo qual a implicância que Bauza tem com Rogerio, que nem no banco ficou. Ele mantém Centurion como titular, coloca Carlinhos quando tira o argentino, mas não dá chance para Rogério, que a meu ver, é melhor que os dois juntos.

Enfim, não tenho nenhum receio de que o São Paulo corra qualquer risco no jogo de volta no Pacaembu. Inclusive espero uma vitória com boa margem de diferença de gols.

 

Empate na estreia nos permite algumas observações

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou em sua estreia no Campeonato Paulista, em Campinas, por obra da contusão de Breno e entrada de Lucão, que cometeu um pênalti bobo quando a partida se encaminhava para uma vitória sem grandes problemas. Mas conseguimos ver mais de perto esse início de trabalho de Bauza e destacar algumas observações.

Quem gosta de time defensivo vai se irritar com o São Paulo. Bauza nos trará de volta a era do 1 a 0, gol de bola parada, mas com a contrapartida da defesa sólida. Neste sábado só não foi assim por que havia um Lucão para cometer um pênalti absolutamente desnecessário e que colocou tudo a perder. Porém está muito claro que o primeiro objetivo é a marcação forte no meio de campo. Ao contrário de Osório, que colocava o time marcando a saída de bola no campo adversário, Bauza dá o combate no meio de campo, com uma linha formada por cinco jogadores.

Esse equilíbrio defensivo pode ser visto nas descidas dos laterais. Quando Bruno descia – muito pouco -, Mena fechava como terceiro zagueiro. Quando era Mena quem descia, Bruno fazia as vezes de terceiro zagueiro. Ganso veio fazer marcação na intermediária, atrás dos volantes. Michel Bastos e Centurion chegaram a aparecer, algumas vezes, atrás dos laterais. Não é sem motivo que Kardec ficou completamente isolado na frente e perdeu na briga com os zagueiros.

Não gostei das substituições que ele fez. Rogério deveria ter entrado no intervalo, no lugar de Centurion. Ele colocou Carlinhos e fechou mais o time. Quando tomou o empate, tentou abrir com Rogério, mas tirou Ganso. Ou seja: não fez nada certo. Mas acho que é muito cedo para criticá-lo. Até porque conta a seu favor um sistema tático que, por mais que não esteja totalmente embutido na cabeça dos jogadores, pareceu existir.

Também está patente que teremos problemas na zaga. Um amigo conselheiro do São Paulo, que permito não declinar o nome, me disse que ouviu dos médicos que Breno não conseguirá jogar dez jogos seguidos sem se machucar. Ao que parece nem três. E Lugano, ainda é uma incógnita. Portanto há que se preocupar com o sistema defensivo, até porque nossos volantes serão mesmo Hudson – meu Deus – e Thiago Mendes.

Há que se considerar, ainda, que houve um pênalti muito claro sobre Alan Kardec, que o árbitro não marcou. O mais interessante foi ver o comentarista da Sportv, Belleti, dizendo que o goleiro tocou na bola. Literalmente ele brigou com a imagem. O goleiro tocou no pé de Kardec e em nenhum momento pegou a bola.

Apesar de ser um jogo fora de casa, não considero que o resultado tenha sido bom. Mas como vamos dar, mais uma vez, de ombros para o Paulista, já que o foco é a Libertadores, que tenha servido como preparo para o jogo de quarta-feira. Assim espero.

Começa a temporada. Com Bauza. E sem Rogério Ceni!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, hoje, às 19h30, horário em que começa o jogo em Campinas pelo Campeonato Paulista, contra o Red Bull Brasil, vamos encarar nossa dura realidade: no gol estará Denis, não com a número 12, mas com a número 1. Isso nos mostrará que Rogério Ceni já faz, mesmo, parte do passado e que agora a vida segue sem nosso capitão. Aquele que comandava o time, que fazia grandes defesas, que fazia lançamentos, que marcava gols de falta ou de pênalti, que era o símbolo do torcedor são-paulino dentro das quatro linhas.

Mas, como se diz na gíria, “a vida segue”, e então seguimos com uma legião de estrangeiros poucas vezes vista no Tricolor. Já tínhamos Centurion e Wilder Guisao, agora chegaram Lugano, Mena e Calleri. Além, é claro, do técnico Edgardo Bauza.

Tive a oportunidade de assistir aos dois amistosos feitos pelo São Paulo nesta pré-temporada: contra o Cerro Porteño e o Boa Esportes. Em ambos os casos o São Paulo venceu por 1 a 0. Percebi que, ao contrário de Juan Carlos Osorio, Bauza tem preocupação extrema com a defesa. Ele monta uma linha de quatro atrás, que se transforma em três quando o time tem a posse de bola; outra de cinco no meio e um jogador referência isolado na frente.

Desta linha de cinco, três tem a função de também atacar quando a bola está com o São Paulo. Na formação de hoje, Kardec seria esse homem isolado e os meias que devem descer são Michel Bastos, Centurion e Ganso. Thiago Mendes será o homem surpresa, enquanto Hudson ficará preso, à frente da defesa.

A tendência natural será a escalação de um time alternativo nos jogos do Campeonato Paulista, mas achei interessante a colocação do time titular neste sábado, até para que Bauza possa dar ritmo aos jogadores e perceber se eles estão captando suas orientações táticas. Ah, sim, taticamente ele parece ser um grande estrategista.

Será um bom aperitivo para todos nós, neste sábado à noite. Quiça o time comece o ano com vitória em jogo oficial, para nos deixar confiantes para a quarta-feira. À vitória, Tricolor!

A estreia de Bauza, a eliminação na Copinha e a entrevista de Leco.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vou dividir este meu comentário em três partes: a vitória em Assunção sobre o Cerro Porteño por 1 a 0, na estreia de Edgardo Bauza como nosso técnico; a derrota para o Flamengo por 2 a 0 e consequente eliminação na Copa São Paulo de Juniores; e a bombástica entrevista de Leco à Folha de São Paulo.

Começo pelo jogo do Paraguai. Não teria o menor cabimento querer fazer aqui qualquer avaliação do trabalho de Edgardo Bauza. Estamos em pré-temporada, com apenas 14 dias de treinamentos, que foi o tempo para que ele conhecesse o elenco, e não seria, portanto, justo avaliar seu trabalho.

Mas nesse pouco tempo já foi possível ver que a defesa ficou mais consistente. Breno é lento, mas Mena, que joga bem mais recuado do que Carlinhos, dá a cobertura pelo setor. Hudson ficou bem mais preso e, dos volantes, apenas Thiago Mendes teve liberdade para aparecer no ataque. Aliás, mais uma vez foi o principal nome do time, não só pelo gol marcado, mas pela disposição técnica e tática.

Bauza deu a entender que vai usar Carlinhos mais avançado, quando for necessário e que o meio de campo deverá funcionar com cinco jogadores, ou seja, Michel Bastos e Centurion partirão do meio para a frente, onde Alan Kardec ficará quase isolado. E vi Ganso com liberdade para atuar em qualquer setor do campo, mas dando combate na defesa. Foi um bom aperitivo.

Já o time da Copinha decepcionou. Alguns jogadores, principalmente. Me lembro que logo após o final da primeira fase indiquei, aqui mesmo, os nomes de Lucas Fernandes – um craque -, Johanderson – um modelo renovado de Serginho Chulapa -, Bangulê – um tipo Chicão -, e David Neres – uma grande surpresa -, como nomes prontos para treinarem com o time profissional. Alguns leitores incluíram Inácio nesse rol.

Vou refazer minha análise, com os devidos pedidos de desculpas. Lucas Fernandes é o craque dos jogos fáceis. Quando precisamos dele, desapareceu; Banguelê não teve controle emocional e só não foi expulso por bondade do árbitro do jogo com o Flamengo; Johanderson  não consegue dominar uma bola e erra todos os passes; Inácio acha que joga mais do que joga e afundou o time com seu erro numa saída de bola; portanto, sobrou David Neres. Esse, sim, eu levaria para cima. Os outros precisam de mais um ano em Cotia.

Enquanto isso, Carlos Augusto de Barros e Silva concede uma entrevista à Folha de São Paulo e confessa que o clube dá dinheiro para o carnaval da Independente e Dragões da Real e ingressos para jogos aqui e fora. Ou seja: é conivente com a violência.

Tenho que elogiar a sinceridade de Leco, que tornou público o que o São Paulo sempre fez – e escondeu – e o que os outros clubes fazem – e escondem -. Mas não posso aprovar essa cultura.

Vou me ater aqui apenas ao São Paulo, objeto do Tricolornaweb, deixando os outros a quem de direito. Sempre soube que Juvenal Juvêncio financiava as torcidas organizadas, apesar dele sempre negar. Disse aqui mesmo que Carlos Miguel Aidar quebrou esse elo num primeiro momento, mas o trouxe de volta para receber apoio e não cair. Agora Leco deixa tudo às claras.

Triste, muito triste saber que isso ocorre. Que através do medo, esses marginais das organizadas comandam o nosso futebol, obrigam jogadores a fazer o seu símbolo e a diretoria a servir seus anseios. Enquanto isso usam o escudo do clube para ganhar dinheiro com a venda de camisas e outros que tais, sem pagar qualquer tipo de royalty.

isso reforça a tese que defendi, de que o São Paulo deveria ter sido excluído da Copinha após os incidentes de Mogi das Cruzes. Ora, se o clube financia esse bando, é conivente e responsável por ele. Portanto…

É o tal negócio: se não podemos com eles, nos unamos a eles. Assim as organizadas se fortalecem e os verdadeiros torcedores, aqueles que amam o clube, se afastam dos estádios. Parabéns, Leco, pela transparência. Meus sentimentos, Leco, por ser mais do mesmo.

A marca da vitória na Copinha foi a violência da Independente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cenas tristes e lamentáveis as que vimos em Mogi das Cruzes, na partida em que o São Paulo venceu o Rondonópolis por 4 a 0, pelas oitavas-de-final da Copinha. E de imediato, como fiz durante o jogo em minhas redes sociais, quero deixar claro que firmo opinião neste editorial pela exclusão do São Paulo da Copinha. Claro que a Federação Paulista de Futebol não vai ter peito para isso, afinal, aqui é Brasil. Mas não há outra medida a ser tomada.

Recebi algumas respostas que os meninos não tem culpa de nada, que quem tem que ser punido são os torcedores que fizeram isso, pois não são torcedores e nem ligariam se o time fosse excluído, etc. etc. Acreditem que foi com dor no coração que defendi e estou mantendo essa posição. Só com uma atitude dura, punindo a instituição, os dirigentes, que em última análise, são corresponsáveis por essa corja de marginais nos estádios, é que algo poderia ser feito. Apesar que, se for analisar bem, um torcedor corinthiano matou outro na Bolívia, eu também defendi a exclusão do time na Libertadores, nada aconteceu e esses torcedores continuaram aprontando por aqui nos jogos do time deles. Então…

Mas não é só a Independente culpada pelos atos deste domingo em Mogi das Cruzes. A Federação Paulista de Futebol é cúmplice, pois não se acha explicação tirar o São Paulo da Arena Barueri, estádio moderno e que vinha comportando o público e colocar num estádio com capacidade para sete mil pessoas. Além disso, não foi providenciado o policiamento necessário. Nem ambulância tinha. Portanto, a FPF não vai ter coragem de eliminar o São Paulo porque é cúmplice de tudo o que aconteceu.

Me perguntaram nas redes sociais se o presidente Leco continua dando mesada para as organizadas. Não sei responder. O que sei é que elas foram muito aquinhoadas durante a gestão Juvenal Juvêncio. Carlos Miguel Aidar, num primeiro momento, chegou a romper com elas, mas quando percebeu que estava em apuros, com todas as denúncias que surgiram, as trouxe de volta para servirem de sustentáculo. Quanto a Leco, ainda não sei qual a relação, mas vou apurar e expor aqui.

De resto, o time reserva sobrou, o que não quer dizer que temos um elenco brilhante. O Rondonópolis é um time risível. Só isso. Esperemos o Flamengo, nas quartas-de-final, para ver o potencial deste time.

A primeira semana de Bauza e a Copinha

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, fechamos a primeira semana de janeiro, quando durante cinco dias Edgardo Bauza teve contato com o elenco e, além do condicionamento físico, até já fez um trabalho tático. Neste primeiro momento ele ainda não contou com Mena e Lugano. Mas esboçou um time que está em sua cabeça, e seria este: Denis; Bruno, Rodrigo Caio, Breno e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes, Michel Bastos e Ganso; Centurion e Kardec.

Entendo que ele tem uma proposta mais defensiva do que tinha Osorio. Mas eu colocaria Breno mais adiantado, como volante, no lugar de Hudson – aliás esta foi a grande sacada de Juan Carlos Osorio – e Rogerio no lugar de Centurion. De resto esta seria minha escalação, lembrando que não temos ainda treinando Mena e Lugano.

Aliás, vamos entender que Lugano será muito importante para o clube. Trará alma, raça e vai chacoalhar no vestiário quem estiver fazendo corpo mole durante o jogo. Mas não será ele quem vai resolver nossos problemas. O elenco permanece o mesmo e não poderemos jogar em seus ombros qualquer fracasso nos torneios que iremos disputar.

Voltando ao nosso novo técnico, Bauza é tido na Argentina como um grande organizador tático. Foi por isso que conseguiu o mérito de levar ao título da Libertadores o San Lorenzo, que tinha um elenco muito fraco e mesmo assim conquistou o campeonato. Por isso estou depositando muita confiança nele.

Continuo preocupado com a falta de contratações e de movimento de nossa diretoria. Como estou dando a trégua necessária à administração Leco, quero crer que tudo está feito na surdina, como deve ser, e que, de repente, teremos bons reforços. Há quem diga, nos bastidores do Morumbi, que até quinta-feira um grande  nome poderá ser anunciado. Eu, particularmente, não tive qualquer confirmação dessa possibilidade.

Enquanto isso tem me agradado muito o time sub-20 do São Paulo, que está disputando a Copinha. Já tinha visto este time jogar na Copa do Brasil e na Copa Ipiranga, ambos os títulos conquistados pelo Tricolor. E agora, na Copinha, o time está sobrando. Verdade que quase foi pego pelo acaso neste domingo, precisando das penalidades para eliminar o fraco Taboão da Serra. Mas foi bom ter acontecido agora, para evitar que a soberba suba à cabeça e o time mantenha os pés no chão.

Desse time que está aí, vejo em condição de subir para o profissional e passar a treinar na Barra Funda o volante Banguele, que tem um estilo de jogar muito parecido com o grande  Chicão; o meia Lucas Fernandes, com uma técnica invejável e que chuta bem de média e longa distância, com ambos os pés; o atante pelos lados David Neres, veloz e agudo, com boa finalização, também, de média distância; e o centro-avante Johanderson, que tem bom posicionamento na área e sabe fazer o pivô para quem vem de trás chutar para o gol.

Também tem me impressionado bastante o trabalho do técnico André Jardine. Esquema tático bem definido, muita rapidez nos contra-ataques, marcação adiantada, viradas de jogo constantes, dando opção para abertura de defesas fechadas. Enfim, é um nome a ser observado e, numa emergência, quando do desligamento do técnico do time principal, ocupar interinamente o cargo, ao invés de Milton Cruz.

Faz tempo que Cotia não dá à Barra Funda algum jogador para ocupar uma vaga no time titular. Mas eu gostaria muito de ver estes quatro jogadores subindo e formando o time principal em alkguns jogos do Campeonato Paulista.

 

2015 poderia ter sido pior. Que 2016 seja bem melhor!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo provou, neste ano que acaba, que realmente é gigante. Um clube que passou pela maior turbulência administrativa de sua história, com a renúncia do presidente após dezenas de denúncias de desvios de parte de sua diretoria, comissões de vices-presidentes, namorada do presidente, quatro técnicos diferentes, um time remendado, com os jogadores sem ter a quem obedecer, script pronto para um rebaixamento e acabamos o ano classificados para a Libertadores. Não é para poucos.

O que espero é que sirva de lição para não ser repetido em 2016. Que a eternização de poder protagonizada por Juvenal Juvêncio e a utilização do clube como balcão de negócios, por conta de Carlos Miguel Aidar, fiquem no passado, colocados sob um túmulo e de lá nunca mais saiam.

Meu otimismo para 2016 está no fato desta diretoria quer assumiu o poder estar demonstrando até agora, no mínimo, a transparência que todos esperávamos. Me lembro que conversei com vários membros da atual diretoria e lhes disse que, depois da tragédia que se abateu sobre nós, com Aidar e sua trupe, os novos mandatários, mais do que serem honestos, precisariam demonstrar que são honestos. Por isso essa transparência é tão necessária.

Não concordo, por exemplo, com a forma de contrato feita com Gustavo Oliveira. Um gerente que ganhava R$ 40 mil por mês voltar ganhando R$ 80 mil, para, em pouco tempo, passar a R$ 120 mil e ainda 3% de comissão sobre venda de jogadores, me parece muito para um clube que vive as dificuldades financeiras que o São Paulo atravessa. Mas não fosse a tão clamada “transparência”, não ficaríamos sabendo disso.

Espero que conselheiros como Opice Blum e Marcelo Pupo não fiquem do lado de lá do muro, que honrem o cargo que ocupam e que levem a sério e a fundo as investigações, e não ao arquivamento como, me parece, as coisas estão caminhando.

Que Edgardo Bauza seja o técnico competente que esperamos ser, que nos devolva o gigantismo ao conquistar títulos, que consiga controlar o elenco. Que as indicações que ele fizer sejam para o bem do São Paulo, e não para ajudar amigos de times por onde passou.

Que Lugano, El Dios, venha e traga, consigo, toda a garra e amor pelo São Paulo e seja exemplo para aqueles em cujas cabeças a ficha ainda não caiu do significado e o peso do nosso manto sagrado.

Enfim, que em 2016 possamos voltar a gritar com toda a força do mundo: É CAMPEÃO!!!

Que o ano novo seja repleto de vitórias e conquistas.