Um ano de Leco: a balança está equilibrada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Carlos Augusto de Barros e Silva está completando, nesta quinta-feira, um ano na presidência do São Paulo. Pegou o clube em uma de suas maiores – se não a maior – crises de sua história. Assumiu o cargo após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, que fizera uma administração extremamente danosa ao clube, em todos os sentidos, e tinha missões bastante difíceis para cumprir. Digamos que houve erros e acertos ao longo desse período.

Lembro-me muito bem que, em conversas que tive com diversas pessoas influentes no clube, no início na transição Aidar – Leco, que preguei a união de forças. Naquele momento não interessava pensar quem seriam os candidatos à presidência em 2017, mas Aidar deixou o clube tão esfacelado, economica e politicamente, que somente com a uinão das principais lideranças o clube poderia voltar à paz.

Não há dúvida que, num primeiro momento, foi isso o que aconteceu. Leco montou a diretoria beneficiando todos os grupos, trazendo bons nomes da oposição e pregando a transparência em sua gestão. Aliás, até hoje, salvo algumas exceções no campo do Social, a transparência e a correção no trato das coisas do clube estão presentes.

Conseguiu montar uma ótima equipe de marketing. Aliás, a credibilidade da nova diretoria abriu as portas para o São Paulo voltar a ter patrocínio na camisa, principalmente o master, há muito distante de nós. Sanou as dívidas do clube, com boas negociações com os bancos. Ponto para o departamento financeiro. Administrativamente, portanto, Leco acertou a mão.

Seus grandes  erros foram verificados no futebol. Seu primeiro – e maior -, ainda no campo político, mas com interferência no profissional, foi a manutenção de Ataíde Gil Guerreiro em sua diretoria. Reconheço que foi Ataíde o responsável pelo ótimo acordo feito pelo São Paulo com a televisão, mas o sujeito foi expulso do Conselho Deliberativo. Portanto, não poderia continuar na diretoria.

Leco também errou na escolha dos técnicos: primeiro trouxe Edgardo Bauza, que tinha no currículo duas Libertadores, mas mostrou não ter a menor capacidade para ser técnico do São Paulo. Para piorar, trouxe Ricardo Gomes para substituí-lo. E nós chegamos quase ao fundo do poço. Não tenham dúvidas que eu elegeria Leco como o maior responsável por uma possível tragédia no Brasileiro. Mas não dou a ele os louros da recuperação, mas sim à força da camisa e da torcida.

Temos um dos piores elencos de toda a nossa história. Isso passa pela escolha de Leco em ter Gustavo de Oliveira como gerente de futebol, responsável quase que direto por essas contratações. O presidente conseguiu reverter parcialmente este quadro, ao demitir o sobrinho de Raí e trazer para seu lugar Marco Aurélio Cunha. Só não se sabe até quando MAC ficará no cargo, pois tem compromisso com a CBF a partir de janeiro.

Enfim, entre tapas e beijos, Leco conseguiu passar este primeiro ano de presidência sem ser reprovado. Mas precisará fazer muito no futebol para conseguir uma nota alta.

Time mais ofensivo = vitória mais fácil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastou o treinador medroso, covarde, Ricardo Gomes, colocar o time um pouco mais ofensivo desde o começo e conseguimos a vitória. Aliás, já no começo do jogo.

Quando vi a escalação e notei que ele, ao contrário de todos os outros jogos, não entraria com três volantes, e, principalmente, entraria com David Neres e daria chance a Pedro Bertolucci, senti que iríamos ganhar o jogo.

O time não jogou bem, é verdade. Mas pressionou desde o início, conseguiu o gol e passou a administrar o jogo, ainda que recuando um pouco. Mas não sofreu muito, a não ser por uma bobagem de Denis que quase causou o gol de empate da Ponte, não fosse a trave nos ajudar.

Uma restrição fica pelo São Paulo ter forçado todas as jogadas pelo lado esquerdo no primeiro tempo. Mena e Kelvin tentaram várias vezes, mas não foram felizes.

No segundo tempo a situação mudou. O time voltou jogando de maneira mais equilibrada, com as jogadas sendo variadas entre a esquerda e a direita. Aí David Neres começou  a aparecer na partida e as jogadas de perigo para o São Paulo começaram a aparecer.

Ricardo Gomes começou a fazer alterações, tirando Pedro Bertolucci, que funcionava bem como pivo, colocando Chavez e lançando Luiz Araujo no lugar de Kelvin, que mais uma vez não foi bem.

O segundo gol saiu já na parte final do jogo, apenas concretizado aquilo que, naquele momento, já parecia certo, que era a vitória do São Paulo.

Precisamos de mais uma vitória. Espero que seja na próxima semana, em Belo Horizonte, contra o América. Sairemos definitivamente de qualquer risco de coisas piores. E ainda poderemos respirar um ar que, há duas semanas nem nos passava pela cabeça: o ar da Libertadores.

Não esqueçam: somos torcedores do time da fé.

Reforma estatutária prossegue, apesar de alguns recalques

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo realizou, nesta terça-feira, mais uma sessão aberta aos sócios, com a finalidade de debater a minuta apresentada como projeto do novo estatuto, mas que está recebendo emendas até esta quinta-feira, dia 20 de outubro.

Como já me manifestei aqui, do jeito que foi apresentado farei campanha pela sua rejeição. Não concordei com alguns pontos e não podemos aprovar um estatuto que já nasce com defeitos, alguns deles que podem ser tornar graves no decorrer do período.

Conversei com algumas pessoas da comissão e fui convencido a ver com outros olhos alguns pontos. Mas entendo que o estatuto deve ser moderno, com avanços em todas as áreas. É inegável que a profissionalização do clube como um todo já se constitui em grande evolução. Mas ainda é muito pouco.

É impossível mantermos o sistema arcaico e cartelizado de eleição do presidente. Se há uma rejeição quase total para a participação do sócio-torcedor nessa eleição, até porque há que se fazer uma análise profunda e colocar travas para dar direito a votos a esta classe, assim como existem essas travas para o sócio do clube, é absurdo se imaginar que nada vai mudar nesse sentido, como consta na minuta que está publicada.

Algumas ausências e presenças me chamaram a atenção. Não estavam o presidente Leco, Abilio Diniz, Julio Casares e Leonardo Serafim, figuras de intensa atuação na reforma estatutária, mas o Jack estava muito bem representado com a presença de Douglas Schwartzmann.

Participei da reunião do Conselho e apresentei minha emenda, também protocolada como manda o figurino, afirmando que o presidente deverá ser eleito pelos sócios, de maneira direta. Coloco lá minhas travas para haver a certeza de que quem vai votar será são-paulino. Um dos membros da Comissão do Estatuto, Carlos Eduardo Ambiel, me diz, então, que existem várias emendas nesse sentido. Então interpreto que vai passar, pois essa comissão tem o dever de aglutinar propostas e formular o novo estatuto seguindo a vontade da maioria dos sócios.

Pouco depois um conselheiro usa a palavra e fala que é uma loucura total a minha proposta. Esse conselheiro é o ex-presidente José Augusto Bastos Neto. Ele diz que há muitos sócios torcedores de outros times no clube. E vai além: sabe que existem cerca de 20 conselheiros que torcem para outros times. E finaliza que a eleição do presidente tem que ser exclusiva do Conselho Deliberativo.

Vamos lá. É evidente que tenho que respeitar a opinião dele, mas não posso deixar de fazer a minha análise. Os que me conhecem, que comigo convivem neste amor profundo que tenho pelo São Paulo, sabem que sempre classifiquei Bastos Neto como o pior presidente de nossa história, só sendo superado por Carlos Miguel Aidar. Ele, os senhores devem se lembrar, é aquele que um dia foi ao CT da Barra Funda ensinar Marcio Santos a pular e cabecear uma bola. Por isso me senti honrado em ser criticado por ele.

Mais uma: se ele, como membro do Conselho Consultivo, diz que há 20 conselheiros que torcem para outros times no Conselho Deliberativo, cabe à Comissão Disciplinar convocá-lo para identificar quem são estes conselheiros. Se não conseguir, terá cometido crime de falsa acusação, passível de ser expulso do Conselho. Se der os nomes, estes todos deverão ser expulsos do Conselho por falsidade ideológica, pois ao postularem uma vaga na eleição, são obrigados a assinar a Fé São-paulina, documento oficial do clube.

Para encerrar, pensamentos deste tipo, achando que o sócio é um mero detalhe e que não merece participar ativamente da vida do clube como um todo – porque se engana que pensa que o sócio não se preocupa com o futebol  -, mostram que ainda temos alguns retrógrados no Conselho que não conseguem perceber que hoje utilizamos computadores. A máquina de escrever ficou para trás.

 

Vitória no Rio foi de superação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo obteve um resultado no Rio de Janeiro que, de são consciência, ninguém esperava. Se você chegasse para qualquer um, por mais fanático que fosse o torcedor, no intervalo do jogo, perdendo por 1 a 0 e perguntasse o que esperava para o segundo tempo, a resposta seria única: derrota.

O time, como sempre, entrou completamente retrancado. Ricardo Gomes manteve a formação com três volantes, fazendo Robson voltar para compor a marcação, deixando Cueva para puxar o contra-ataque e Chavez isolado lá na frente. Deu azar porque Cueva fez, seguramente, sua pior partida com a camisa do São Paulo. Teve a chance de um contra-ataque, três contra um, ele não soube o que fazer com a bola e acabou perdendo. Depois ainda perdeu um gol cara a cara com o goleiro. E errou todos os passes.

Thiago Mendes é outro que fez um primeiro tempo horrível. Por mais que tenha se apresentado sempre para participar da jogada, sua displicência e sangue de barata fizeram com que ele cometesse muitos erros. Um deles resultou no gol do Fluminense, pois ele perde a bola no ataque, os cariocas saem rapidamente pegando a defesa do São Paulo desarmada.

Ricardo Gomes voltou para o segundo tempo com o time um pouco mais ofensivo. Tirou Buffarini e colocou Kelvin, passando Wesley para a lateral direita. O time cresceu, começou a apertar o Fluminense. Mas foi a entrada de David Neres que mudou tudo. O garoto entrou endiabrado, chamou a responsabilidade, começou a ganhar todas as jogadas pela direita, criou oportunidades, botou fogo no time.

O gol de empate saiu de uma falha da defesa do Fluminense, mas sairia em algum momento, tamanha era a pressão exercida pelo São Paulo. Na sequência o mesmo Thiago Mendes, que houvera feito o gol, acertou uma bola no travessão. E Wesley perdeu uma oportunidade. E as bolas começaram a passar dentro da pequena área do Fluminense, com as descidas de Mena que, mesmo atacando bem, errou todos os cruzamentos.

Ricardo Gomes tirou o inútil Chavez para colocar Pedro. Na primeira bola alçada na área, a defesa carioca se preocupou com o garoto e Rodrigo Caio cabeceou livre para fazer o segundo gol.

Se faltou raça e entrega em algumas partidas, não foi o caso desta segunda-feira. O time jogou muito, botou pressão e mereceu a vitória. O que não quer dizer que acho que tudo mudou, que o elenco é ótimo e que já podemos pensar em brigar por vaga na Libertadores.

Vamos colocar os pés no chão e continuar concentrados de que nossa briga é outra este ano, continuarmos humildes e jogarmos de forma muito séria contra a Ponte Preta, para fazermos mais três pontos e continuarmos nossa recuperação.

E, importante, ter consciência que time grande cai, mas time gigante não cai.

Caldeirão político ferve, enquanto time congela

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, peço desculpas para, mais uma vez, entrar na esfera política do clube. Sei perfeitamente que minha cabeça deveria estar – e está – totalmente virada para o jogo desta noite contra o Fluminense. Afinal, estamos a apenas um ponto da zona de rebaixamento e uma derrota será catastrófica. Não espero vitória, pois na atual circunstância, é como enxergar uma piscina no deserto, mas entendo que um empate terá que ser muito comemorado por nós, reles torcedores.

Porém, se esse sofrimento, essa angústia, todo esse quadro vale para nós, parece não ser igual aos nobres senhores que dirigem este clube, ou que querem um dia dirigí-lo. Sábado passado todos os conselheiros se reuniram no CT de Cotia para um grande almoço. Situação, oposição, ex-Jacks, enfim, todos presentes para uma grande confraternização e comemoração. Mas comemorar o que? O clima político no clube? A posição do São Paulo no Brasileiro?

Aí, passado o sábado, leio no domingo o blog do Abílio Diniz defendendo o indefensável. Entendam que quero, sim, a profissionalização das diretorias do São Paulo. Todas, não só o futebol. Mas o que Abílio e os conselheiros que estão subservientes a ele escondem atrás da cortina é que ele quer, de fato, a separação do futebol com o clube. O futebol se tornaria uma S.A. e ele, naturalmente, presidiria essa Sociedade Anônima, já que, por não ser conselheiro, não pode se candidatar à presidência agora.

Ao profissionalizar o clube, como eu e tantos outros sócios e torcedores defendem, você não precisa necessariamente desvincular a entidade São Paulo Futebol do Clube. Se profissionais forem contratados para os setores mais importantes da administração, o gerenciamento empresarial estará presente.

Júlio Casares, que foi vice-presidente de Marketing de Carlos Miguel Aidar, tem dado várias entrevistas defendendo a tese de Abilio Diniz. Comigo mesmo já teve várias conversas e, em alguns pontos, nossos pensamentos convergiram. Ele tem negado insistentemente que é candidato à presidência do São Paulo. Para mim não foram poucas as vezes que ele ratificou essa negativa.

Mas neste final de semana, andando no clube, conversando com pessoas de vários setores da política, pude depurar o que eu já desconfiava: o artigo no projeto do novo estatuto que diz que o presidente eleito em 2017 deverá colocar para o Conselho Deliberativo, em um ano, a consulta da separação do Clube do Futebol, é a mais clara definição para que eu possa afirmar aqui: Júlio Casares será o candidato de Abilio Diniz à presidência do São Paulo. E junto com ele estão outros conselheiros, entre os quais Leonardo Serafim, que também ocupou posição de destaque na área jurídica do clube na gestão de Carlos Miguel Aidar, e o atual presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo.

Leco não está percebendo o que acontece a sua volta. Seu vice, Roberto Natel, já debandou. Alguns ficaram em cima do muro, mas estão, no fundo, perdidos sobre que caminho tomar em 2017. O espaço para Abilio Diniz foi dado. Mas, para mim, a emenda pode sair pior que o soneto.

Disse semana passada que não apresentaria emendas ao projeto de estatuto, por ter me sentido um otário na última reunião. Recebi o convite para participar de outra nesta terça-feira, 19h30, no Conselho Deliberativo. Vou apresentar emendas, pois não quero, amanhã, ser taxado de omisso. Quero ter o que sempre tive, moral para cobrar o que de ruim vier. Mas, mesmo apresentando as emendas que julgo fundamentais, que serão mais supressivas que inclusivas, mantenho o firme propósito de defender a não aprovação deste texto. Por mais boa vontade que tenham tido muitos da comissão do Estatuto, o prato estava pronto e eles não perceberam.

Ah, voltando ao que interessa…à vitória, Tricolor!

 

Abilio Diniz

No final da manhã recebi uma ligação da assessoria de Abilio Diniz dando algumas explicações sobre o nosso editorial Aqui reproduzo, abaixo, a nota que ele nos mandou, mas reiterando que minha opinião não muda uma única letra.

“1- não há nas propostas do Abilio para o estatuto nenhuma ideia de separação do social do futebol;

2- ele não interesse qualquer em ser presidente de qualquer órgão no SPFC;

3- a preocupação do Abilio junto ao São Paulo não é com política e sim, exclusivamente com a aprovação de um estatuto que permita uma gestão profissional no clube;

4- dessa maneira, ele não está apoiando qualquer candidato à presidência do SPFC”

 

Técnico grotesco, medroso e retrógrado, reforma a situação do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Santos no Pacaembu. Mais uma derrota. Mando nosso. Clássico de torcida única. Nem empatar estamos conseguindo mais.

O time precisa ganhar e o técnico entra com três volantes, dois laterais esquerdos e dois atacantes de meio. Nenhum meia. Lembrando que no banco tínhamos, no mínimo, três: Cueva, Daniel e Jean Carlos. Aí, quando toma o gol, começa a trocar todo o mundo. Tira o inútil Wesley para colocar o peruano. Depois o burocrático e fraquíssimo Hudson para colocar outro horrível: Jean Carlos. Carlinhos, o rei do Refis, já tinha saído e entrado Kelvin. Melhor seria se tivesse ficado no banco.

Jogando com três volantes, não foram poucas as vezes que Ricardo Gomes gritava para Hudson não passar do meio de campo. Ou seja: não era um time ofensivo, apesar de três volantes. Era retranca no duro. E mesmo assim conseguiu tomar o gol, com a bola passando por toda nossa intermediária, na frente e nas costas dos três volantes. Inúteis.

Nunca defendi a troca de treinador pura a simplesmente por maus resultados. Mas Ricardo Gomes, a quem critiquei antes mesmo de ser anunciado como nosso técnico, não dá mais. Já passou da hora. Aliás, nem deveria ter tido essa hora.

Só queria entender como eu e toda torcida do São Paulo enxergamos, por antecipação, que ele não daria certo, enquanto Leco, Medicis e Jackobson, que tem o dever de saber o que estão fazendo, não conseguem ver que Ricardo Gomes nunca daria certo com esse elenco, que já é fraco por natureza, e agora tem a auxiliá-lo esse treinador. E vem o Marco Aurélio Cunha e diz que agora não é hora de trocar. É sim. Deixa o Jardine. Coloca o Pintado. Traz o Luxemburgo, o Roger, sei lá quem, mas tira esse cara ainda hoje, pelo amor de Deus. Talvez o Luxemburgo, com um contrato de risco até o fim do ano e renovação se tiver feito um trabalho decente. Pior que isso não será. Mas ele não entra no São Paulo. Alguns conselheiros fazem biquinho quando se fala o nome dele.

É muita incompetência junta. E ainda sou obrigado a ouvir, jogo após jogo, derrota após derrota, que o time está evoluindo, criando chances, perdendo muitos gols e que existe falta de confiança. Perdendo quais gols? Quais chances foram criadas? Gol perdido, mesmo, teve um, do Chavez. Alias, contra o Flamengo também teve um, do Chavez. Muito pouco para um clube da grandeza do São Paulo, mas que por incompetência, aliada aos conchavos políticos, jogou o Tricolor numa vala comum e caminha de forma célere com a cartilha da série B em suas mãos.

Que o São Paulo nos proteja!

Novo estatuto proposto dá um passo para frente e dois para trás

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, muita gente me perguntou no clube pessoalmente, através de e-mais, mensagens nas redes sociais, e mesmo aqui no site, sobre minha opinião a respeito do novo estatuto, ainda em fase de embrião, mas já moldado, aguardando emendas de conselheiros e sócios. Respondi a todos que faria uma leitura mais detalhada para estampar minha opinião. E aqui vou explicitá-la, com os respectivos argumentos para aprovação ou desaprovação do que se propôs.

Acho que o estatuto avança quando fala em profissionalização. Entenderam os sócios e conselheiros que não há outro caminho para modernizar o clube que não seja a colocação de profissionais capacitados e especializados em suas áreas para gerir as coisas do clube. Entenderam também que o diretor Social não deve ser remunerado. Assim também entendo, pois trata-se de algo muito próximo ao sócio, que independe de especialização.

O projeto de novo estatuto também diz que o presidente deverá ser remunerado, em até 70% do maior salário público pago no País, no caso o de um ministro do STF, desde que ele tenha dedicação integral ao clube, não podendo, portanto, exercer outra função privada cumulativamente. O mandato será de quatro anos, sem direito a reeleição. A eleição passa a ser na primeira quinzena de dezembro e a posse no primeiro dia de janeiro. Tudo isso é muito bom.

Mas agora vem os dois passos para trás. Os sócios continuam impedidos de votar no presidente. A única mudança é que antes, o Conselho Deliberativo elegia o novo mandatário. Agora formar-se-á uma Comissão Executiva, composta por conselheiros, que elegerá o presidente e seguimos em frente. Havia nessa proposta um artigo que falava que o nome deveria ser referendado pela Assembleia Geral, ou seja, pelo sócio. Isso foi jogado fora.

É bom lembrar que Corinthians e Palmeiras, clubes que, ao meu ver, hoje estão muito a frente do São Paulo, preveem  eleição direta para presidentes. Só quero lembrar que um está prestes a ser campeão brasileiro e o outro ganhou vários títulos nos últimos anos e briga para ir a Libertadores, enquanto nós brigamos para não cair.

O sócio continua tendo direito a eleger apenas uma pequena parcela de conselheiros. Aliás, hoje existem 240 conselheiros, sendo 160 vitalícios e 80 eleitos. A mudança é que passaremos a ter 260 conselheiros, sendo 100 eleitos. Destes, 75 mais votados e 25 por antiguidade. Ou seja: andamos para trás, pois vamos aumentar ainda mais o número de conselheiros e manter o mesmo número de vitalícios.

Outra aberração, na minha visão, é a tentativa de separar o futebol do social. Explico. Eu mesmo apresentei nas minhas propostas a separação financeira dos dois. Entendo que as tesourarias do futebol e do social não devem ser misturadas. Cada receita e despesa com sua fonte. Mas o que se propõe é que, num prazo de um ano, o presidente eleito em abril de 2017 elabore uma consulta ao Conselho Deliberativo de separar o futebol do social in totun. Não deixa claro isso, mas presumo que haja um presidente para o social e outro para o futebol. Como é profissionalizado, quem garante que o presidente do futebol será um torcedor do São Paulo. A partir do momento que você transforma algo em sociedade anônima, perde completamente o controle.

Isso está me cheirando, não o dedo, mas a mão inteira de Abilio Diniz. Ele agrupou alguns conselheiros, cujos nomes prefiro não divulgar – porque certamente dirão que nada tem a ver com isso – e desenhou o novo estatuto. O pior é que a comissão acabou se curvando a esses desejos. Não é segredo para ninguém que ele quer ser presidente do São Paulo. Mas não sendo conselheiro, não tem essa possibilidade. Então ele está entrando pela porta do fundo para chegar ao seu principal objetivo.

Vendo a proposta como foi publicada me sinto um verdadeiro otário em toda a situação. Na assembleia aberta convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, para que os sócios defendessem suas propostas, cheguei ao clube às 17 horas – assembleia começava às 19h, e fui fazer minha inscrição. Para meu espanto, dois já haviam feito a inscrição – que só poderia ser feita pessoalmente -. Um deles era Abilio Diniz, que seria o primeiro a falar. Ele ficou quase duas horas debatendo com conselheiros, apenas um projeto: a criação da Comissão Executiva, que está prevista no estatuto, do jeito que ele quis. Para todo os outros sócios sobrou falar, no máximo, cinco minutos. Não que Marcelo Pupo tenha delimitado o tempo, mas era óbvio ululante que cada um teria que ser muito conciso.

Por ter me sentido um trouxa naquele dia, agora que vi tudo o que foi feito, não vou apresentar emendas – teria esse direito – e a partir deste momento, por entender que há retrocesso e interesses muito particulares nesse novo estatuto, passo a defender sua não aprovação na Assembleia Geral, que, espero, será realizada para aprovação final do texto. Mais do que isso: o Tricolornaweb está contra a aprovação deste estatuto.

Espero ter exposto minha opinião e visão sobre o que se propõe como novo estatuto.

O São Paulo está fazendo uma força inimaginável para ir onde nunca esteve

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é impressionante a força que o São Paulo está fazendo para ir para a série B, local onde nunca esteve. O elenco que foi montado, o técnico foi contratado e a balbúrdia política no clube, somados, completam a cartilha que nossos adversários bem conhecem e jogaram na porta do Morumbi para ver se nos empolgam a segui-la. E estamos fazendo a lição de casa.

Vou me prender só ao futebol. Quando tomei conhecimento da escalação que Ricardo Campo tinha definido para o jogo contra o Sport, publiquei nas minhas redes sociais: vou começar a acender as velas e rezar. Técnico que pensa pequeno, que só pensa em não tomar gol e, por isso, conseguiu a proeza de marcar um único gol nos últimos quatro jogos, mas tomou gol em todos eles – menos contra o Flamengo -, é o que norteia o time.

Para minha surpresa o São Paulo jogou bem até marcar o gol, aos 25 minutos do primeiro tempo. A partir daí voltamos a ser aquele time sem criatividade, dependendo de jogadas individuais de quem não tem competência para isso, chutes para a área – sim, porque nossos laterais chutam, não cruzam -, na tentativa de encontrar alguma cabeça pelo alto que empurrasse a bola para dentro, e assim vai,.

Quando defino, e não sozinho, que Carlinhos foi o melhor do time, digo: meu Deus, olha o nível que chegamos. Mas ele se movimentou, chutou bola o travessão, deu assistência, criou lances perigosos. Mas o São Paulo é só isso: um jogador que se destaca, vira protagonista sem qualidade para tal, mas não encontra ninguém que possa ser coadjuvante. Ah, sem contar que Denis ainda nos salvou. Temos que dar o devido mérito a ele.

Fico pensando: sento no sofá – porque o jogo foi fora – com a esperança de que o futebol vai voltar e o São Paulo fará grande apresentação. Mas com o transcorrer do jogo, principalmente com a chegada do segundo tempo, vem a decepção e o que temos para este ano é isso que está ali.

Ao contrário de alguns que defendem isso, não sou favorável a demissão de Ricardo Gomes agora. O estrago já está feito e pode piorar. Faltam nove jogos para acabar o campeonato Brasileiro e precisamos de nove pontos para sairmos matematicamente da zona de desconforto. Acredito que o Zé Empatinho vai conseguir nos deixar na série A. Mas 2017 tem que ser planejado desde já. Aliás, demorou! Sugiro, inclusive, que um técnico seja contratado, mas que se mantenha absoluto sigilo. Que ele já se inteire das coisas do São Paulo, indique dispensas e contratações para terminarmos o ano, findo o Brasileiro, reestruturando o elenco.

Eu e o Ricardo Gomes vemos jogos diferentes

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cheguei a conclusão que eu e o Ricardo Gomes não batemos em nossa análise sobre o jogo. E olha que nossa diferença em colocação é que ele estava no nível do campo, rente à linha lateral do gramado, e eu na cativa superior central, onde geralmente fico. Ele viu um São Paulo crescendo e merecendo a vitória. Eu vi um time que se defende muito, não tem velocidade nem jogada de contra-ataque e que quando tenta apertar o adversário, ou seja, jogar no campo de ataque, a única jogada é o chuveirinho, sem nenhuma qualidade, nenhum treinamento, na base do “tomara que acerte”.

Já há alguns jogos que ele vem martelando na evolução do São Paulo e eu não vejo isso. Neste sábado o time teve cinco minutos espetaculares, no comecinho do jogo. Depois foi dominado o tempo todo pelo Flamengo. Como eu disse, o sistema de marcação está bom e a defesa bem posicionada. Mas o domínio total foi do time carioca, isso jogando no Morumbi.

O time não tem saída de bola. Os três volantes, somados, não dão um Josué, um Mineiro, um Hernanes. Aí sobra tudo nas costas do Cueva. Ele, que não é nenhum craque, e está a léguas de distância de ser comparado a Ganso, faz o que pode. Prende muito a bola, dá passes curtos, mas falha na hora de colocar um jogador na cara do gol.

Então nosso jogo depende da ligação direta, com chutões de Lugano, ou de Denis. Só que Denis não é Rogério Ceni. Então…Contra-ataque adversário na certa.

No segundo tempo o São Paulo até teve alguns bons momentos. Sempre na base da bola aérea, chegou mesmo a apertar o Flamengo. Mas a chance mais clara foi com Chavez, num bom contra-ataque, e o argentino perdeu um gol absurdo, indesculpável para um jogador profissional, quanto mais um centro-avante. Porém lá atrás teve Denis fazendo um milagre e evitando a derrota.

Se tivéssemos vencido o jogo, lembrando que no Morumbi é obrigação vencer, teria ido a 37 pontos, estaria a nove pontos do quinto colocado, que agora tem vaga para a Libertadores, e poderia sonhar com algo melhor. Mas não: fomos ultrapassados pelo Vitória e estamos, agora, na décima-terceira posição. Portanto, Ricardo Gomes, acho que o time não está tendo essa evolução que você está pregando.

Por mais que eu ainda tente ser otimista e vislumbrar a quinta vaga da Libertadores, nosso cenário real é outro. Então, um empate será muito bem vindo em Recife, contra um concorrente direto pelo nosso campeonato a parte.

NOTA

Vou deixar aqui apenas um recado, sem necessidade de dar muitas explicações. Tenho, graças a Deus, uma infinidade de amigos no clube e até hoje tudo que fiz foi visando o bem do São Paulo. Alguns conselheiros estão se sentindo incomodados com as críticas que tenho feito no Tricolornaweb e algumas ações que tenho tomado, cobrando transparência em algumas contas onde pairam suspeitas. Esses conselheiros, cujos nomes já me chegaram ao conhecimento, mas não vou declinar, estão me “detonando” nas redes de WhatsApp, com alguns absurdos. Galera, fui ameaçado, até com ligações para a Jovem Pan, pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, processado por Juvenal Juvêncio, e não recuei em nada. Ao contrário, fui mais para cima ainda. Portanto, falem à vontade, mas, de preferência, honrem as calças que vestem – se é que tem isso – e falem diretamente comigo, não abaixem a cabeça ao me cruzarem no clube como alguns tem feito. Sejam homens, porque são-paulino, acho, vocês não são.

O time tem a cara do momento atual da política no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, já me puni algumas vezes por, via de regra, falar de política no nosso site. Sei que não é do agrado dos leitores, nem meu, ficar preso a esses caras que só pensam em si, muito pouco na instituição, mas é inevitável e acabo caindo nesse ranço. Mas o que estamos vendo em campo, um time sem coordenação, sem comando, sem treino, sem alma, sem raça, sem sentir o peso que representa nossa camisa, é o retrato do que acontece nos bastidores da política são-paulina.

Há muito venho dizendo aqui que o presidente Leco tem apenas uma coisa em mente: sua reeleição em abril. E tem feito acordos políticos a cada dia para tentar garantir uma maioria no Conselho Deliberativo, que é quem elege o presidente. Esses grupelhos não medem consequências para se arrumarem no e com o poder, nem que para isso precisem passar por cima de alguns – ou algumas – para se ajeitarem. Isso tem sido escandaloso dentro do clube, que está acéfalo, sujo, absolutamente largado.

E o time? Os jogadores que estão aí são, em última análise, responsabilidade plena do Leco. Afinal, foi ele quem trouxe de volta o Gustavo de Oliveira e deu poder e força para ele comandar o futebol. Foi Gustavo quem contratou boa parte deste elenco, quase todo o time titular. Talvez excluam-se da mão de Gustavo o goleiro Denis, Rodrigo Caio e Hudson, do time que estava em campo.

Temos um técnico – obra do Leco – que é um grande cara, ótimo caráter, ético, mas que tem um sério problema de saúde e isso atrapalha seu raciocínio, sua fala, seu caminhar. Além do mais, ele, que já era tradicionalmente um retranqueiro, ampliou essa forma de ser. Só que agora não consegue dar um padrão tático ao time. Os jogadores correm sem saber o que estão fazendo e não se sentem na obrigação de fazer nada, pois não estão imbuídos do significado da instituição São Paulo.

Neste domingo Ricardo Gomes mostrou o quanto não tem noção do péssimo elenco que tem em mãos. Ele conseguiu piorar o que já estava ruim com Bauza. Depois que tomou o gol tentou perder a covardia. Tirou Mena para colocar Robson. O que fez esse Robson? Nada. Aí fez a bobagem de tirar Luis Araújo, que vinha muito mal, é verdade, mas era uma opção de abrir o jogo, para colocar  Daniel, a eterna promessa. E para completar tirou Cueva, que mal ou bem ainda criava alguma coisa, para colocar Gilberto. Ricardo Gomes não sabe o que faz. E sou obrigado a ouvir nosso técnico justificar com o cansaço pós-jogo de quinta-feira, ou que o time está melhorando. Onde, cara pálida?

Oras, mas um clube que tem um verdadeiro desmando e descontrole político, um presidente que só pensa na eleição de abril do próximo ano, um Conselho Deliberativo que contém uma Comissão Disciplinar que arquiva a investigação do caso Jack e de todos os seus envolvidos e que, da mesma forma, só pensa na próxima eleição, um diretor de Relações Institucionais, Ataíde Gil Guerreiro, que foi expulso do Conselho, mas que continua na diretoria, mandando em parte do futebol e do clube, pois tem como diretor Social um conselheiro muito próximo a ele, uma oposição que grita, grita, mas de prático não apresenta nada que se aproveite, grupelhos, como citei acima, que ficam com reuniões aqui e acolá para imporem seus interesses, trocando apoio por futuros cargos na diretoria, alguém sabe o que faz? O que vamos esperar o que de bom?

Trouxeram um tal de Robson, que não consegue dominar uma bola; Gilberto, que é uma grande piada de mau gosto; um tal de Jean Carlos, que desde que chegou está no Reffis. A torcida pediu Dátolo, mas a diretoria achou muito caro.

A sequência do Brasileiro é terrível para o São Paulo: temos Flamengo no Morumbi, Sport em Recife, Santos no Pacaembu e Fluminense, no Rio. Talvez fosse mesmo a hora de tirar Ricardo Gomes e deixar André Jardine tocar até o final do ano. E já pensar num bom nome para 2017, que viesse agora, para começar a planejar o ano que vem, com nomes de jogadores e tudo o que tem direito, pois não dá para continuar do jeito que está.

Sei eu vou gerar revolta entre os conselheiros com esse editorial, mas esses que ficarão bravos sabem perfeitamente aos quais me refiro. Além do mais, não tô nem aí com eles.  E não tenho dúvida em afirmar que esse momento que o São Paulo vive só não é o pior da nossa história porque num passado muito recente tivemos o nefasto Carlos Miguel Aidar. Mas desde Juvenal Juvêncio, está muito difícil ver um horizonte límpido. E, temo muito, que essa luz no fim do túnel ainda esteja muito distante de ser vista.