Perdemos da altitude e dos gols perdidos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota para o Binacional foi uma das mais inesperadas dos últimos tempos. Diria que foi mais inesperada do que a eliminação para o Talleres ano passado, no Morumbi, na pré-Libertadores.

No grupo em que estamos, tido e havido como o grupo da morte, o Banacional seria o saco de pancadas. E nós perdemos para o tal saco de pancadas. Só espero que o São Paulo não tome o lugar do time peruano no grupo.

O São Paulo tinha obrigação de ganhar esse jogo. E para ganhar tinha que fazer, mais ou menos, o que fez no primeiro tempo. Partir para cima e decidir a partida. E poderia ter feito isso. Fez o gol com 20 minutos, e aí começou a perder gols: Antony, Pablo, outra vez Pablo e outra vez Antony.

Pelo que jogou e criou, se saíssemos com 3 ou 4 a zero no placar, não seria nada exagerado. Mas ficamos no um a zero, repetindo os erros dos últimos jogos.

Veio o segundo tempo, o gás acabou, o time parou e tomou a virada. E se livrou, ainda, de tomar mais gols.

Há como criticar Fernando Diniz? A obrigação do técnico é montar um time que tome poucos gols e faça muitos. O time do São Paulo sofre poucos gols. Ontem, o segundo gol, por exemplo, foi obra da altitude, pois em condição normal, o Tiago Volpi até poderia tentar a defesa. Mas a velocidade da bola é impressionante.

O time está criando muitas oportunidades. A todo momento aparece alguém livre, de frente com o goleiro. É a obrigação do técnico criar essa possibilidade. Mas não é o técnico quem define a jogada e perde o gol.

Então alguns vão falar: “o técnico é culpado porque mantém esses jogadores”. Ok. Então vamos tirar o Antony e o Pablo, que estão perdendo muitos gols. E vamos colocar quem? Trellez? Toró? Helinho?

Até outro dia queriam execrar o Pato. Agora ele está marcando gols. Esqueceram da execração ou estão só esperando que ele fique dois jogos sem marcar para ir para cima dele de novo?

O dr. Alfredo Salim Helito, médico de família, clínico geral do Hospital Sírio e Libanês, me ligou e disse: “o time estava bem, fez um ótimo primeiro tempo”. Mas, como médico posso falar. Jogar numa altitude dessa, não tem ser humano que aguente”.

Podemos criticar Pablo e Antony, sim. Podemos questionar a quantidade de gols perdidos. Mas jogar nas costas dos jogadores a paralisia do segundo tempo, é ser irracional.

Estou frustrado, sim, não derrotado. Acho que vamos nos recuperar. Temos time e futebol para isso.

Pelos últimos jogos, time está pronto para a Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho dito ao longo dos jogos que o teste para mim será a estreia na Libertadores. Tenho afirmando que gostaria que o time levasse a sério o Campeonato Paulista, mas que sabemos o quão importante é o torneio intercontinental.

Enquanto muitos torcedores passaram os dois primeiros meses do ano execrando Fernando Diniz, só encontrando falhas, evitando ressaltar as virtudes, eu, que nunca fui fã desse treinador, disse que esperaria para ver.

Não concordei com a tese que ele já estava com esse elenco ano passado e, portanto, o time deveria começar o ano voando. Em 2019 ele pegou o time na metade final do Brasileiro. Não teve tempo de implantar sua metodologia, suas idéias de trabalho.

Agora começando com a pré-temporada, isso foi possível. O time mudou seu jeito de jogar.Tabelas, ultrapassagens, retomada, pressão no campo adversário, enfim, tudo que ele pensa sobre o futebol estamos vendo no São Paulo.

Os três últimos jogos foram fundamentais para percebermos em que patamar estamos. Dominamos o Corinthians. Só não ganhamos porque perdemos gols absurdos. Contra o Oeste, uma goleada. Contra a Ponte Preta, neste domingo, vitória sem sustos. E o principal: jogando bem.

Esse era o estágio que eu esperava que o time chegasse nesse momento. quando já temos um mês de jogos realizados e partimos para nossa meta do ano: a Libertadores.

Vamos ser campeões? Não sei. Vamos passar de fase? Não sei. Isso só o tempo dirá. Mas como um apaixonado torcedor, aquele que sempre usa a fé para acreditar sempre, acho que teremos boas coisas a comemorar esse ano. E com Fernando Diniz. Apesar dos pesares.

E para mim o time é esse: Thiago Volpi; Juanfran, Arboleda, Bruno alves e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alvese Igor Gomes; Pablo, Pato e VitorBueno.

Vamos torcer muito. Sempre a favor, nunca contra. Acho que vai dar!

O empate de sábado: gols perdidos, arbitragem…

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não posso ser incoerente em relação à minha opinião. Portanto o empate contra o Corinthians no Morumbi, sábado, foi um resultado ruim para o São Paulo. Assim como achei bom o empate com o Palmeiras, ainda que em Araraquara, mas um clássico com torcida única, não posso achar bom o empate no Morumbi,

Temos com adicionais deste mau resultado o fato do Corinthians ter entrado em campo abalado psicologicamente com a recente eliminação da Libertadores e o fato do time ainda estar sendo remontado, enquanto o São Paulo manteve toda sua estrutura do ano passado.

Isso no entanto não me tira da mente que estamos evoluindo, que o time tem jogado bem, pressionado o adversário. Nos 90 minutos de sábado, o Corinthians foi melhor e pressionou dos 40 aos 45 do primeiro tempo e nos últimos dez minutos de jogo. Ou seja: 15 minutos do total de 90. De resto o São Paulo dominou e criou chances.

O que não pode é o Pato perder o gol que perdeu, cara a cara com Cássio; ou Hernanes que poderia chutar de primeira, mas preferiu entrar de bola e tudo e perdeu a chance; ou Pablo, que bateu com ângulo da entrada da área, mas para fora. O cenário, portanto, se repetiu: o time cria, mas não marca.

Outro agravante que explica – não justifica – o empate é a arbitragem. Foi um escândalo. Vim observando o jogo todo. Três faltas no primeiro tempo. Duas para o São Paulo, uma para o Corinthians. O São Paulo bateu as faltas rapidamente, ele mandou voltar. O Corinthians bateu a falta rapidamente, ele deixou seguir.

Aí teve o pênalti. Não houvesse ele marcado uma falta idêntica a favor do Corinthians dois minutos antes, eu até poderia entender que era uma questão de interpretação. Mas foi muito evidente, escandaloso. Isso também explica – não justifica – o empate.

Então é assim: acho que o time está evoluindo, que o trabalho de Fernando Diniz começa a aparecer. Mas precisa marcar gols. Se colocar a bola para dentro, não vamos chegar a lugar nenhum. Eu continuo acreditando.

Na primeira derrota do ano, São Paulo foi superior. E a arbitragem…

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, O São Paulo conheceu em Santo André sua primeira derrota no ano. Um dos três únicos invictos, até ontem, no Campeonato Paulista, o Tricolor foi batido pela equipe do ABD por 2 a 1, debaixo de muita chuva e um gramado completamente encharcado.

Como eu digo sempre, campo encharcado, sol forte, chuva forte, bola pesada, bola diferente, frio, tudo é comum para as duas equipes. Erros de arbitragem não. De novo tivemos erros contra nós. O primeiro gol do Santo André foi irregular. Houve um pênalti não marcado a nosso favor.

De novo vou na contramão de todos que comentam no Tricolornaweb. Não vejo um fim de mundo, nem risco algum. O São Paulo, assim como o fez contra o Novorizontino, massacrou o Santo André. Vitor Bueno perdeu um gol absurdo; Pablo perdeu outro; Fernando Henrique fez grandes defesas.

O que eu quero dizer com isso? Que o time está criando, está finalizando. Só não está acertando o gol. E isso requer treinamento.

Semana passada trouxemos a informação que, resolvidas as questões de saída de bola e criação, o time treinava finalização. então precisa treinar muito mais.

Nesse Campeonato Paulista, de acordo com o Futstats, o São Paulo chutou 100 vezes ao gol. Mas marcou apenas seis vezes. É muito pouco.

Fernando Diniz precisa acertar a defesa, que sem Bruno Alves ficou uma peneira. Menos mal que ele enfrenta o Corinthians. E para completar, não acho que estamos no caminho errado. Eu só não sou desesperado por resultados. Não quero que o São Paulo se equivalha a Ceará e Botafogo, por exemplo, que já trocaram seus treinadores este ano. Síndrome de time pequeno.

Meu prazo é 05 de março. Por mais que eu queira que o time faça do Campeonato Paulista uma Libertadores, não me parece que o São Paulo ficará fora da fase decisiva do Campeonato.

Portanto, sem desespero agora.

São Paulo foi operado em empate com Novorizontino

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, poucas vezes presenciei algo tão acintoso, de flagrante incapacidade atrelada a má índole de um trio de arbitragem. Aliás, vou falar de uma dupla de arbitragem, pois o bandeira que estava acompanhando a defesa do São Paulo no primeiro tempo nada teve a ver com a lambança feita.

Os erros, que classifico como roubo também no Morumbi, desrespeitaram o torcedor, o jogador, o clube e o próprio futebol. Não há esporte que sobreviva com pessoas da estirpe deste juiz e do bandeirinha que anulou os dois gols legítimos de Alexandre Pato.

O São Paulo empatou 1 a 1 com o Novorizontino. O placar moral seria, no mínimo, 4 a 1. Dois gols legítimos anulados; três pênaltis claros não marcados. E vejam que considero 4 a 1 porque seriam os dois gols de Pato e considero que o São Paulo poderia desperdiçar dois dos três pênaltis. Se convertesse todos seria 6 a 1.

A superioridade do time foi flagrante. O goleiro Thiago Volpi não fez uma única defesa. Reconheço que o time esteve aberto a contra-ataques, mas vi uma rapidez muito grande na recuperação do time, na transição ataque defesa, a ponto de não permitir uma única chance de gol para o time do interior – a única que a defesa não chegou, saiu o gol -.

Vi muitas críticas de torcedores pelo fato do São Paulo não ter vencido o time reserva do Novorizontino. Mas convenhamos: com todos estes ingredientes colocados no cardápio molhado do Morumbi, é possível criticar o time? Sem contar os erros que nos tiraram a vitória, há ainda a presença do goleiro Oliveira, com, no mínimo, quatro defesas impressionantes, evitando gols do São Paulo.

Foi um massacre. Aliás, foram dois massacres: o do São Paulo contra o Novorizontino, e o da arbitragem contra o São Paulo.

Apesar de reconhecer que a imprensa, em sua maioria, tratou o assunto como deveria ser tratado, vi alguns sites colocando que a arbitragem foi polêmica. Ridículo. Não teve nada de polêmica. Teve de incompetência e assalto, isso sim.

Espero que a diretoria faça o que tem que ser feito. Raí foi correto ao ir à zona mista e detonar a arbitragem para a imprensa; Lugano foi correto em detonar a arbitragem em suas redes sociais; mas falta o principal: Leco tem que ir à Federação Paulista de Futebol, exigir providências, romper com a FPF e colocar o time reserva – ou sub-20 – para disputar o restante do Paulista. Mas acho que aí já é pedir demais para essa diretoria.

Não aceito críticas de impotência do time no jogo desta segunda-feira. Nenhum time consegue jogar contra uma arbitragem tão danosa quando a que tivemos nesse jogo. Por isso continuo vendo, sim, evolução no time. Sigamos em frente.

Longe do ideal, time está evoluindo

Amigo são-paulino, leitor do Tricornaweb, vi os comentários aqui no site e nas redes sociais e continuo achando que o pessimismo exagerado está imperando, com muita força, em nossa torcida. Se ganha um jogo, ganhou, porque o adversário é fraco. Se perde, é porque nosso time é muito fraco.

Empatamos um clássico contra o Palmeiras, com mando do adversário, ou seja, torcida única contra, empatamos, jogando melhor em vários momentos da partida e só ouvi reclamações. Ganhamos ontem da Ferroviária, em Araraquara, de virada, mostrando que o time não se abateu quando tomou o gol, e continuei lendo e ouvindo lamentações.

Estamos esquecendo que esse é apenas o terceiro jogo pós pré-temporada, que o preparo físico ainda não é o ideal – aliás, está longe de ser alcaçado – e que a qualidade técnica padece desta falta de estágio físico.

Quando sofreu o gol, o São Paulo já tinha perdido duas oportunidades com Pato (uma que o goleiro defendeu e outra que foi no travessão, uma com Pablo. Depois que sofremos o gol o time não se abateu, foi para cima e logo empatou, um golaço de Hernanes.

Começou o segundo tempo e viramos o jogo. O São Paulo continuou conduzindo as ações, apesar da Ferroviária ter sido obrigada a sair para o jogo.

Na realidade, nosso sofrimento maior foi nos últimos minutos, quando o recuo foi excessivo e a Ferroviária chegou a ter uma chance clara aos 48 minutos. E acho que, bem treinado, o time que começou ontem tem que ser o titular para sempre.

Mas no balanço, a vitória foi importante e se olharmos a tabela de classificação geral, só estamos atrás do Santo André, que fez três jogos e teve três vitórias. E estamos reclamando do time, que não rende, que isso e aquilo.

Repito: não estamos jogando o futebol dos sonhos. Mas eu quero isso? Nesse momento, o que eu quero são vitórias e títulos. O resto a gente vê depois.

Empate com Palmeiras pode ser considerado bom resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que perder esse complexo de vira-lata, acabar com o pessimismo extremo que possuímos – enquanto torcedores do São Paulo – e olhar com um pouco mais de boa vontade o que acontece.

Em qualquer época da história do futebol, um empate num clássico, quando o mando é do adversário, e hoje isso significa torcida única -, te que ser tido como bom resultado. Se alguém tem que lamentar o resultado deste domingo, em Araraquara, esse alguém é o Palmeiras.

Ao contrário da maioria dos comentários que li no Opinião de são-paulino, os quais respeito, não entendo que o São Paulo foi dominado e se safou da derrota. Concordo que o jogo foi fraco tecnicamente, mas credito isso ao fato de ser o segundo jogo após a pré-temporada, sob um sol de 35 graus centígrados.

O São Paulo teve maior domínio das ações no primeiro tempo, pressionou a saída de bola do Palmeiras. Isso naturalmente cansa mais do que o normal.

O Palmeiras teve duas grandes oportunidades. E uma Dudu apareceu cara a cara com Thiago Volpi, que fez grande defesa; na outra Ramires acertou a trave, com chute de fora da área. O São Paulo também teve duas: com Hernanes, chutando de fora da área, a bola desviando em Gomez e indo a escanteio, mas passando raspando a trave, e outra com Helinho, chute de fora da área para grande defesa de Wewerton.

No segundo tempo, as chances também foram iguais: o Luiz Adriano acertou uma cabeçada no travessão e o Daniel Alves perdeu aquele gol absurdo, após lançamento brilhante do Thiago Volpi.

Portanto não vi o Palmeiras superior ao São Paulo em nenhum momento. Ah! Os últimos dez minutos. Verdade. O São Paulo se fechou e o Palmeiras foi para cima. Mas criou alguma chance efetiva? Não.

Uma derrota no clássico deste domingo não seria prenúncio de rebaixamento no Brasileiro, nem eliminação precoce na Libertadores, assim como uma vitória não seria certeza de título nessas mesmas competições. Mas, como parâmetro do que pode vir por aí, estou confiante que 2020 nos trará algumas alegrias.

Não sei se estou sozinho nessa balada. Mas vou seguir otimista, afinal, torço para o Time da Fé.

Estreia no ao trouxe algo interessante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo teve sua estreia o ano – e no Campeonato Paulista – com uma vitória sobre o Água Santa. Resultado obrigatório em se tratando de jogo no Morumbi, independente de estarmos com o time titular ou não.

Algumas coisas interessantes me chamaram a atenção, de forma positiva. O entrosamento que está começando entre Daniel Alves e Hernanes, no meio de campo, a participação de Pablo, não só pelo gol, mas pela movimentação e entrega, a formação tática, com jogadores bem espalhados pelo campo, sabendo o que teriam que fazer, enfim, um time de futebol em campo.

A preocupação que surgiu foi com relação aos espaços deixados no meio de campo, que possibilitaram ao Água Santa algumas chances de gol. Thiago Volpi trabalhou bastante. Nosso meio de campo está sem marcadores por excelência, é muito leve e isso dificulta para a defesa.

Aliás, o próprio Fernando Diniz reconheceu essa deficiência na coletiva pós-jogo. Não se trata de mudar os jogadores, mas de colocá-los com melhor posicionamento em campo.

É apenas começo de temporada. Assim como não posso avaliar o ano do São Paulo por essa vitória contra o Água Santa, também não poderei fazer a avaliação por uma vitória ou derrota contra o Palmeiras, no domingo.

Mas confesso que estou otimista para o ano. Acho que vamos ganhar alguma coisa, vamos sair dessa secura que nos encontramos há oito anos.

Vamos acreditar!

2020 começa. Que seja melhor que 2019!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, começamos a viver 2020. É fato que para o elenco o ano começa na quarta-feira. Também não é menos verdade que para a torcida, o ano começa dia 05 de março, na estreia da Libertadores. Mas a temporada está aberta.

Passamos um ano de irritações com o time. Após um começo entusiasmante, ganhado a Copinha, e um título paulista que escorreu entre nossos dedos com aquele gol no último minuto dos acréscimos, em Itaquera (depois perdemos nos pênaltis), tínhamos uma previsão de coisas boas.

Mas esse vice-campeonato paulista já tinha deixado para trás uma enorme frustração, com a precoce eliminação na Pré-Libertadores para o modesto Talleres, da Argentina. Um pouco mais para a frente viria outra decepção, com a eliminação da Copa do Brasil, na primeira rodada (ainda que fossem as oitavas-de-final) para o modesto Bahia. Mas terminou com o G4, que nos deu direito á classificação direta, para a fase de grupos da Libertadores. É verdade que terminamos em sexto no Brasileiro, mas fomos beneficiados pelas classificações antecipadas de Flamengo e Athlético-PR.

Se formos analisar o início da administração Leco, no final de 2015, temos que reconhecer que houve uma grande evolução. Afinal, por dois anos lutamos contra o rebaixamento. Ano passado fomos à Libertadores, ainda que na fase pré-classificatória. Agora estamos na fase de grupos.

Grande parte da torcida critica duramente Raí. Lá atrás eu disse que não seria possível fazer em um, nem em dois anos, uma arrumação de casa depois de dez anos de destruição. E entendo que, entre erros e acertos, a casa em sendo colocada em ordem.

Em 2019 o Reffis esteve sempre cheio. Inúmeras lesões, em alguns casos repetidas, e o preparo físico abaixo da crítica. A primeira atitude, ainda no final do ano, foi a demissão de fisiologistas e preparadores físicos, o início da montagem de uma comissão técnica definitiva, como sempre tivemos em épocas vencedoras, e isso é um sinal muito positivo.

Problemas localizados foram resolvidos adequadamente: compras de Thiago Volpi, Igor Vinicius e Vitor Bueno. Suficiente? Não. Acho que temos um ótimo time, mas um elenco de médio para fraco.

Ouso dizer que com esse elenco seremos apenas meros coadjuvantes no Paulista, na Libertadores e no Brasileiro. Apesar da situação financeira difícil, títulos trazem retorno financeiro e não se tem lucro sem investimento. Portanto, procurem alternativas e reforcem o elenco, pois não tenho mais saco para ser coadjuvante. Quero o São Paulo ocupando o espaço do protagonismo, seu real e verdadeiro lugar.

Tempo há. Basta querer. E colocar esse departamento de Marketing, há tempos uma vergonha para a grandeza do São Paulo, para trabalhar e vender essa marca, que está numa camisa que entorta varal. O Reffis foi arrumado. Agora é a hora do Marketing.

Bom 2020 a todos, repleto de conquistas.

Uma verdadeira tarde de gala no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo é gigante, é monstruoso, é insuperável. É o maior do mundo. Aquele que faz Barcelona, Milan e Liverpool dobram-se aos seus pés. E de novo, o todo temido Barcelona, freguês dos garotos de Telê Santana em Tokio, em 1992, de novo são colocados na roda e agora, goleados dentro do Morumbi: 3 a 0.

Desculpem, queridos leitores, mas deixe me levar pela emoção de ver em campo alguns de muitos nomes que honraram nosso manto, nos deram os maiores títulos que algum clube pode ter, e em profusão. Vi meus ídolos de ontem e de sempre desfilando, não chutando, mas tratando bem a bola.

Viajei, sim. Fui la atrás e, de repente, parecia que eu estava vivendo aqueles anos 80, 90, 2000. Careca, com 60 anos (quase), nem conseguiu pegar a bola. Mas só pelo fato de vê-lo em campo, com o nosso uniforme, já valeu muito. E Silas? E Muller? E Ronaldão? E Zetti?

Ah, mas corremos os aos e paramos os anos 2000. Ver Josué e Mineiro formando um meio campo por onde ninguém conseguia penetrar. E se passasse tinha lá atrás Fabão e Luganos, gigantes. Fabão é algo a parte. Parece que ainda é jogador em atividade, mesmo com 46 anos. E peitando o juiz.

Souza, impecável, como lateral ou meia. O verdadeiro polivalente. Richarlyson, também, como volante, lateral, zagueiro, em todas as posições e sobrando; Jorge Wagner, impecável, com cruzamentos perfeitos, fazendo a ala esquerda como poucos o sabem fazer; Cicinho, certeiro nos cruzamentos, nos chutes; Aloisio Chulapa, não marcando gols, mas arrumando para quem vem de trás, como semmpre fez. Foi o centro-avante que menos gols marcou pelo São Paulo, mas que foi idolatrado pela torcida por ser um dos melhores pivôs que vi jogar com nossa camisa; e Dagoberto? O melhor da Legend Cup, um golaço, assistências, expulsão.

No banco Muricy Ramalho, levando a sério, como se fosse mesmo a decisão do mundial. Pegando no pé de de Denilson o tempo todo, pedindo mais participação, pressionando os jogadores.

Voltei ao tempo em que, como criou Milton Neves, torcer para o São Paulo era uma grande moleza. Hoje está difícil. Torce para o São Paulo hoje quem realmente ama o clube e é são-paulino de verdade, raiz ou nutela, não importa. Porque estes últimos oito anos foram tétricos.

Cheguei a brincar nas redes sociais. Perguntei se não podíamos colocar esse time para disputar a Libertadores para nós.

Aliás, será que algum jogador do elenco ousou assistir o Legend Cup? Acredito que não. Se assistiu, se sentiu envergonhado em ver pessoas acima dos 45 anos dado o sangue em campo e honrando nosso manto.

Bons tempos revivemos hoje no Morumbi. Que nosso elenco atual se encha de brio e nos faça reviver esses tempo, agora de modo presente. O São Paulo tem que voltar a ser gigante.