Foram poucos reservas, mas suficiente para provar a ineficiência do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Atlético-MG, um dos piores Atléticos dos últimos tempos, e, pior, não ofereceu nenhum risco em todo o jogo desta quarta-feira, em Belo Horizonte.

A entrada de alguns reservas no lugar de titulares poupados mostrou que não podemos confiar no elenco. A começar por Maike na lateral direita. Eram 20 minutos do primeiro tempo e eu já havia comentado com meu grupo do Mesa Redonda que estava sentindo saudade do Lucas Ramon. E isso só se agravou durante a partida, principalmente na parte final, quando Roger colocou Cedric no lugar de Maike. Piorou.

No meio, se a coisa andou relativamente bem com Bobadilla, Danielzinho e Marcos Antonio, o mesmo não aconteceu com Cauly, que jogou para Lucas não entrar. Um horror. Nunca vi um meia, um chamado “10”, não dar um único passe e errar até toques laterais. Ele se escondeu durante todo o jogo me fazendo questionar a razão de Rui Costa ter trazido esse jogador para cá.

Chegamos lá na frente, onde Luciano descansou para jogar André Silva. E percebemos que o tempo todo que ele ficou parado não sentimos a menor falta. E nem precisaria se esforçar para voltar, porque a raiva aumenta.

O time foi um arremedo. Calleri abandonado, isolado (ainda perdeu um gol), meio de campo sem concluir e defesa batendo cabeça. A ausência de três titulares fez o São Paulo desabar e perder para ele mesmo.

Comemorei muito a liderança, porque sabia que ela não seria duradoura. Então curti dias de antigamente, quando esse era o nosso lugar. Mas a realidade chega e, de novo, começamos a queda. Caímos para segundo (e não terceiro porque o Fluminense perdeu de virada para o Vasco) e temos o Bahia a um ponto, porém com um jogo a menos.

As Copas ainda não chegaram e nosso elenco já começou a ser testado em pleno Brasileiro. E não deu certo.

Quanto a Lucas Moura, uma fatalidade, mas a verdade nua e crua: ele não pode nem passar perto de uma grama fake. Levando-se em consideração que vários estádios já tem esse tipo de gramado (Arenas Furacão, Galo, Palestra, Engenhão, Pacaembu, Barueri e Itaquera, que é meio a meio), melhor repensar a carreira. Ganhando o que ganha, sendo obrigado a ficar de fora quando todos esses jogos acontecerem, não vai dar certo. Ele só vai jogar no Morumbi, Canindé, Vila Belmiro, Maracanã, São Januário, Mineirão e os dois do Sul, além do Couto Pereira. Não dá para um jogador ganhar 4 milhões por mês (entre tudo) e jogar pouco mais da metade dos jogos.

Voltamos a encarar nossa realidade. Mas se ganharmos do Palmeiras sábado, voltamos a sonhar mais um pouco.

Virada em Bragança e liderança mantida. O São Paulo está voltando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, pelo título deste comentário alguns vão dizer que eu viajei na maionese e fui dos 8 ao 80 por conta de quatro vitórias consecutivas no Brasileiro. Não é isso. O que pode ser constatado é que, assim como foi com Crespo, o campo está blindado para a administração danosa que continua imperando no São Paulo. Danosa em termos dos nomes que lá continuam, que são os mesmos que sempre estiveram.

Roger continua não mexendo no time titular que foi montado por Crespo. E não há o que mexer mesmo. Quando ele fez as substituições neste domingo, por conta de cartões amarelos que Luciano e Calleri tinham recebido, o time caiu muito em desempenho, provando que temos um bom time titular, mas o elenco continua sofrível.

Comparando os dois jogos sob comando de Roger Machado, veremos que foram idênticos em sua forma. Tanto contra a Chapecoense quanto contra o RB Bragantino, o São Paulo fez um primeiro horrível, digno de dó, mas voltou do vestiário com outra postura para o segundo tempo e partiu para a vitória. Os dois gols contra a Chape também saíram no segundo tempo.

Não restrição, por enquanto, a fazer no trabalho de Roger. Sei que é apenas o começo e precisamos esperar mais um tempo, mas se há uma crítica que faço, é a mudança de posicionamento que ele fez no meio de campo. Ele libertou mais Bobadilla e prendeu Danielzinho na cabeça de área. Ficamos com o setor mais desguarnecido e perdemos um jogador que, ao lado de Marcos Antonio, dava volume de jogo ao São Paulo. Roger vai ter que voltar ao posicionamento criado por Crespo, ou termos problemas por aquele setor.

Também não estou gostando muito da mobilidade de Calleri fora da área. Ele tem que jogar lá entro. Sobrou um bola, ele coloca para dentro, como fez contra a Chape. Como fez contra o Bragantino. Ele é centroavante, não ponta de lança ou segundo atacante.

Mas voltando ao título, falei no Mesa Redonda e confirmo aqui: a confiança está voltando. E quando o São Paulo assume uma liderança do Brasileiro, com a confiança de volta, sai da frente. O campeonato é muito longo e até acho que não teremos elenco para suportá-lo (vem aí Copa do Brasil e Sul-Americana), mas que é muito saboroso sonhar com bons tempos de volta, isso é. Por isso, desculpem o título “pachequista”, mas me deixem sonhar.

O time com cara de Crespo ganhou e assumiu a liderança do Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que o ex-técnico Hernan Crespo não estava tão errado assim. Roger assumiu o comando e manteve exatamente o mesmo time, a mesma escalação, o mesmo posicionamento, a mesma estrutura de jogo. E ganhamos. E nos isolamos na liderança do Brasileiro.

Calleri fez uma partida espetacular, o melhor em campo, me representando dignamente com essa camisa. E o time, como um todo, acompanhou seu ritmo e, naquele verdadeiro pasto, nos trouxe a vitória e a liderança.

Sei que Roger não podia mudar tudo em dois dias. E se for inteligente, não vai mudar muita coisa, pois esse me parece ser o melhor time para se colocar em campo. Claro, com Enzo Dias no lugar de Wendel e talvez Arboleda no lugar de Alan Franco ou Sabino.

Não fiz editorial nem me posicionei aqui no Tricolornaweb sobre a demissão de Crespo e a vinda de Roger. Não entendi, não aceitei, achei um absurdo e o tempo vai dizer se estou certo ou não na contrariedade com essa mudança. Mas não vou escrachar Roger ainda. Quero dar o tempo necessário para que ele coloque seu trabalho em ação para, aí sim, fazer minha avaliação.

O fato, o mais importante, é que estamos na liderança, galgando pontos para não ficarmos com a calculadora na mão fazendo contas para não sermos rebaixados. É o que importa para o momento.

A eliminação: grama fake, roubo, erros do técnico…Quase tudo como esperado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o filme que vimos neste domingo, na Arena Barueri (também chamado de Chiqueirinho) foi mais do mesmo: grama fake, jogadores nossos escorregando em todos os momentos, arbitragem danosa a nós e técnico errando. Não fosse por este último ítem, todo o resto já era por nós conhecido.

Crespo errou muito. Ao entrar com Luan – Danielzinho estava com dores e foi poupado – acabou com o sistema defensivo do São Paulo. Luan, que não começa uma partida como titular há dois anos, entrou numa fria, jogo decisivo na casa do adversário e grama fake. Não foi volante, muito menor primeiro zagueiro. Deveria correr atrás de Vitor Roque, mas não conseguiu sequer correr atrás do goleiro. E Vitor Roque sobrou.

Crespo continua errando voltando com o mesmo time para o segundo tempo, ciente do baile que tomamos na fase inicial. E erra, de novo, no fim, a colocar André Silva, que não joga há um ano, ao invés de Tapia. Afinal, ruindade por ruindade, coloca um que incomoda, irrita o adversário.

Crespo de lado, entram as cenas de um filme para lá de repetido. Começamos com a grama fake, que por si só já fez Lucas se esconder no jogo, com insegurança e muito medo. Seria melhor não ter jogado. Além disso, enxarcaram a grama de água, deixando ainda mais escorregadio. No começo do jogo, todo mundo (do São Paulo) escorregando na área, gol do Palmeiras. Lá na frente, todo o mundo (do São Paulo) escorregando, e não conseguindo chutar ao gol. Cenas patéticas. Se a Bolívia tem a altitude para seus times medíocres terem alguma chance na Libertadores, o Palmeiras tem a grama fake e as feitiçarias aquáticas.

Outra cena, a arbitragem danosa. Não dá um pênalti claro – sequer é chamada pelo VAR – quando estava 1 a 0. Mas cria um que não existiu quando já estava 2 a 0, para compensar o erro. Grande m….Não que iríamos converter o pênalti, ou que o Palmeiras não faria o segundo gol. Mas dentro das possibilidades, as estatísticas apontam para o gol de empate e jogo diferente.

O fato é que fomos tratados como time pequeno, que sempre é roubado contra os grandes, principalmente quando joga na casa deles. E é isso o que somos, transformados que fomos por 15 anos de gestões maléficas, começando com o golpe de Juvenal Juvêncio, passando por Carlos Miguel Aidar, Leco e fechando com pompa e circunstância com Júlio Casares e sua quadrilha, que arrasaram o São Paulo.

Chegamos longe demais e não jogo a toalha. Não acho que vamos brigar por algum título nem sustentar essa vice-liderança do Brasileiro por muito tempo. Mas creio que não vamos sofrer lá perto do Z4. E tenho em mente que nossas grandes conquistas esse ano serão essas: não ficar no Z4 e afastar toda a Organização Criminosa que se instalou no São Paulo, no futebol e no social, além de vê-los na cadeia. Serão nossos troféus.

Elenco do São Paulo responde positivamente ao teste

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi de time misto e venceu o Coritiba, na capital paranaense, por 1 a 0. O elenco, que eu tanto critico, mostrou força. Crespo apostou nos seus reservas e só não recebeu 10 em minhas notas por ter feito entrar Lucas e Calleri, quando o jogo já estava 1 a 0 e não havia mais necessidade alguma de apertar mais o ataque.

É o tal negócio: se optou por poupar, mas colocou os titulares no banco, eles deveriam entrar em caso de dificuldade. Mas não foi isso o que aconteceu e houve um risco sem lógica que Crespo correu ao colocar a dupla, debaixo daquela chuva torrencial que caía em Curitiba naquele momento.

Percebam que do dia 16 de janeiro, quando foi votado o afastamento do deposto presidente chefe da ORCRIM, para cá, perdemos apenas um jogo: do Palmeiras. De resto, somando Brasileiro e Paulista, empatamos um – Santos, na Vila – e ganhamos os demais. Chegamos a uma semifinal do Paulista, impensável para todos os torcedores e estamos na vice liderança do Brasileiro, com mesmo número de pontos do líder, e jogando com time misto, algo, também, inimaginável.

Isso vai me fazer rever, em algum tempo, o conceito que tenho deste elenco. Eu sempre disse que temos um bom time, mas um elenco sofrível. Porém o que começo a perceber, pelas estatísticas que citei acima, é que nosso problema não era propriamente o elenco, mas quem mandava no futebol e no clube. Foi só Casares ser deposto, Belmonte , Nelson Ferreira e Marcio Carlomagno irem para a rua, que o ambiente melhorou e tudo voltou a ser como nunca deveria ter deixado de ser.

É claro que ainda estou escrevendo isso no calor da emoção do jogo, do entusiasmo e do “pachequismo”. Sei que o futebol de Wendel é esse e não vai mudar, independente de quem esteja na direção. Mas a defesa atuou muito bem, como é normal acontecer quando Arboleda está sóbrio e no comando. Tolói fez grande partida e Alan Franco não decepcionou.

Até Pablo Maia que vinha fazendo partidas abaixo da crítica, foi bem. Comandou a frente da área. Cauly, sumido no primeiro tempo, teve a companhia de Marcos Antonio no segundo tempo, cresceu, assumiu a responsabilidade para bater o pênalti e acabou mostrando que poderá ser útil ao elenco.

Nosso problema está no ataque, onde Ferreira continua errando muito e Tápia não é centroavante para o São Paulo. Então volto à fragilidade do elenco, mas também reitero que o clima que vivemos hoje no clube é muito diferente do que respirávamos há 45 dias. Por mais que a limpeza de Massis, aquela que eu esperava, ao menos, não tenha sido feita.

Mas como somos torcedores do time da fé, temos que acreditar que dias melhores virão.

São Paulo supera crise da ORCRIM e chega a uma impensável semifinal

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Quando o São Paulo ganhou do Flamengo, na abertura do Campeonato Brasileiro, vim neste espaço e escrevi que o Morumbi estava mais claro, mais leva, os ares estavam respiráveis e o time havia retornado aos nossos braços. Afinal havíamos extirpado de lá os principais nomes da ORCRIM que se instalou no clube nos últimos cinco anos.

Por mais que ainda restem muitos membros desta quadrilha na atual diretoria, é fato que Harry Massis conseguiu impor aos atletas a credibilidade que falou ao seu antecessor e aos que dirigiam o futebol tricolor e, com isso, ganhar apoio e, consequentemente, luta pela nossa camisa.

Neste jogo contra o RB Bragantino o time mostrou que a crise policial foi superada e que hoje eles estão focados no que interessa: o futebol. Por mais que ainda alguns ávidos por golpe continuem tentando, a todo custo, recuperar o poder, nossa atuação, com toda a torcida do São Paulo, tem atuado contra o golpe, sustentando o atual presidente, fazendo nossa parte, enquanto os jogadores fazem a sua.

O São Paulo sobrou em campo. Teve atuações perfeitas, ou quase perfeitas, de Sabino, Bobadilla, Lucas Ramon, jogadas muito bem trabalhadas, que nos remetem à certeza de treinamentos bem realizados. Temos um time bom, apesar de elenco mediano, mas que nos permite sonhar um pouco. Não com títulos – apesar de não ser pecado – mas com um ano mais tranquilo do que esperávamos em termos de Brasileiro e risco de rebaixamento.

Crespo também é responsável pelo momento. Pode até ter errado em substituições neste sábado, mas segurou o rojão durante a crise, ajudou a desmontar a quadrilha com suas entrevistas fortes e verdadeiras, uniu o elenco mostrando liderança e agora desfruta da tranquilidade que conseguiu plantar.

Nunca perdi o gosto de ser são-paulino, apenas estava com o coração muito machucado. Aos poucos esse coração se aqueceu novamente e, não tem jeito: VAMOS SÃO PAULO!

São Paulo não foi brilhante, mas foi prático e está classificado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu a Ponte Preta por 2 a 1 neste domingo, em Campinas, e carimbou vaga nas quartas de final do Paulistão. Mesmo com força máxima, o Tricolor não teve uma atuação brilhante, mas fez o suficiente para avançar para as quartas-de-final do Campeonato Paulista.

Crespo repetiu o time que venceu o Grêmio porque precisou colocar, excessão de Pablo Maia que entrou na vaga de Bobadilla, com um trauma na coxa direita.

O São Paulo teve muitas discrepâncias entre os três setores do time. A defesa, especialmente, esteve muito vulnerável. Lucas Ramon e Enzo Dias tomando verdadeiro baile dos pontas da Ponte, Alan Franco cortando bola que era de Rafael e não cortando o que era dele e um Sabino salvador, que resolveu tudo lá atrás, quase fez um golaço lá na frete e deu uma assistência a la Gerson para Calleri.

Passando para o meio de campo, apesar da ausência de Bobadilla, o setor continua encaixado. Mesmo com Daniezinho fazendo uma partida abaixo das demais, continua tendo entendimento perfeito com Marcos Antonio e viraram o motorzinho do time. Pablo Maia, que não acompanha esse ritmo, ficou mais plantado, protegendo a defesa. Como vimos pela análise do setor defensivo, a proteção não foi tão boa.

Lá na frente Lucas fez uma partida horrível, Luciano perdeu um gol que zagueiro nenhum perderia, mormente um atacante que vive do gol. Foi uma grande displicência no lance em que ficou sozinho com o goleiro. Já Calleri, bem, esse é sempre útil e decisivo. Pode perder gol, mas deixa a sua marca e, não fosse seu gol, aquele que Luciano perdeu nos eliminaria do Paulista.

Vou dar um crédito ao mau desempenho do time: o gramado do Moisés Lucarelli. Ele acabou sendo inimigo do São Paulo durante o jogo todo. Em diversos lances foi possível ver a bola quicar em passes rasteiros. O trio de meio-campo do Tricolor passou a tentar passes pelo alto, mas viu a defesa da Ponte fechar a porta.

Se a atuação não foi a mais brilhante do ano, o Tricolor manteve a sequência de seis jogos de invencibilidade para chegar com moral nas quartas de final do estadual. Por mais otimista que eu costume ser, sou cético em relação ao avanço de fase, pois vamos jogar contra o RB Bragantino, em Bragança. Lembro que desde que o RB assumiu o Bragantino, nunca vencemos uma partida lá. O máximo que conseguimos foi empatar. Minha esperança está no empate e na vitória nos pênaltis.

São Paulo tem apresentação sólida, vence o Grêmio e dá esperança ao torcedor

O São Paulo teve uma apresentação bastante sólida na vitória desta quarta-feira sobre o Grêmio, no Morumbi. Venceu por 2 a 0, não correu um único risco e não fez mais porque teve um pouco de falta de vontade para ampliar o marcador e optou por administrar o jogo, depois de já estar 2 a 0 e com um jogador a mais.

Sem dúvida alguma foi a melhor partida do time este ano. Estamos há cinco jogos sem derrota, mas as vitórias tem se constituído mais por conta da sorte ou mesmo da qualidade dos adversários. Mesmo a virada contra o Flamengo teve uma parte do jogo de domínio do São Paulo, o que possibilitou a virada, mas não houve consistência no jogo todo, o que aconteceu contra o Grêmio.

Crespo decidiu apostar no retorno da linha com quatro defensores, tendo uma dupla de zaga formada por Alan Franco e Sabino. Já o trio ofensivo, na verdade, foi mais uma dupla. Lucas iniciou o jogo como um meia-atacante, com liberdade para ora cair pela direita, ora atuar pelo centro, para municiar os dois centroavantes: Luciano e Calleri. Aliás, Lucas fez grande partida. Para mim o melhor em campo ao lado de Marcos Antonio, que tem jogado o fino da bola.

Outra coisa que tem chamado a atenção é o encaixe do trio de meio de campo do time. Bobadilla, Marcos Antonio e Danielzinho tem conseguido empurrar o time para a frente e evitar sofrimento lá atrás. Mesmo sem Arboleda, Alan Franco também fizeram uma partida acima da média e impediram que o Grêmio sequer chegasse à área. Tanto que a única defesa de Rafael foi em um chute fraco de William.

Mais que a vitória em si, a boa apresentação do time dá ao torcedor a esperança de que o ano não será tão tenebroso quando estávamos temendo. E ponto. Sonhar com voos mais altos, ainda não é permitido. Mas é fato que quando o time está completo, sem gente no Departamento de Excrecência Médica e o trio Lucas, Luciano e Calleri é colocado para jogar, o cenário se altera consideravelmente.

Tempos novos, mudança de clima e até de VAR

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Primavera no Morumbi, neste sábado, e de arriscado em entrar no Z2, pulou para o G8. Pode sair, dependendo dos resultados, mas o status mudou bastante.

A dificuldade para vencer o humilde time de Indaiatuba, no Morumbi, provou o que falamos há tempos: temos um bom time e um elenco muito fraco. Mais uma vez, assim como já acontecera contra o Santos, Crespo teve que lançar mão dos titulares que estavam no banco para mudar o jogo. As entradas de Luciano, Danielzinho e Caller, principalmente, encontrando um Lucas muito inspirado, permitiram a virada.

A constatação do elenco fraco está, também, na defesa. Ferraresi está numa péssima fase e mostra que pode ser um reserva meia boca, nunca titular; Alan Franco ficou perdido entre dois zagueiros fracos, até porque Dória também não é confiável. Prova que Arboleda é insubstituível e que, inacreditável, Sabino faz falta. Não que seja o supra sumo dos zagueiros, mas por não termos nada melhor.

A mudança de status também pode ser vista no VAR. A participação do árbitro de vídeo foi fundamental, pois fez a arbitragem rever o impedimento de Calleri no primeiro gol – não estava impedido – e o pênalti com a expulsão do zagueiro do Primavera – muito bem assinalado -. Fosse há dois meses, quando a Organização Criminosa estava presente no clube, provavelmente a linha de impedimento traçada seria outra e a cotovelada em Luciano não seria vista.

Como eu sempre digo, precisamos atuar nos bastidores do futebol. Nunca peço para roubarem pró-São Paulo, mas não quero que roubem o São Paulo. E isso, ao que parece, começa a acontecer. Massis visitou o presidente da FPF – não foi beijar seu anel e combinar comissões com a MilClean, como o presidente deposto – e foi à CBF se reunir com o presidente da entidade, mostrando que é o presidente do São Paulo, ao contrário do deposto que ia lá fazer política para ser chefe de delegação de alguma Seleção.

Os ares realmente são outros. Ainda há um pouco de nuvem grafite pelo Morumbi. Ainda existe alguns que fizeram parte, de alguma forma, da Organização Criminosa. Mas aos poucos a área está sendo limpa e os dejetos se escondendo, pois a polícia está batendo à porta de suas casas.

Sequência rígida foi positiva para o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é inegável que a sequência rígida que tivemos (Palmeiras, Flamengo e Santos duas vezes) foi extremamente positiva para nós. Na draga em que nos encontrávamos, receando um eventual rebaixamento no Campeonato Paulista, disputamos 12 pontos (seis fora e seis no Morumbi) e conquistamos sete.

O jogo na Vila nesta quarta-feira foi de uma qualidade técnica abaixo da crítica. O Santos tem um time de refugos e o São Paulo jogou sem seu principal articulador, Marcos Antonio, poupado por Crespo. Até por isso tivemos sérias dificuldades para criar qualquer coisa no primeiro tempo, e fomos castigados por um gol aos 50 minutos.

O gol, é bom que se frise, teve como responsável maior o goleiro Rafael, que espalmou para a frente uma bola defensável, e possibilitou o rebote de Zé Rafael. Mas Alan Franco deveria estar ali e não estava. E Pablo Maia, que tinha a função de ficar na cabeça da área, estava em algum lugar incerto e não sabido.

O time continuou não se encontrando em campo no segundo tempo. Foi preciso Crespo colocar em campo Lucas, Marcos Antonio e Luciano para o time encaixar e chegar rapidamente ao empate. Grande jogada de Maike encontrando Lucas aberto e um cruzamento certeiro para uma cabeçada indefensável de Calleri, o nosso artilheiro.

Eu até pensei que o time fosse continuar em cima, mas acabou recuado, sofreu um pouco de pressão do Santos, mas nada que desestabilizasse o conjunto.

E, dentro das circunstância que temos o clube, endividado, com salários dos jogadores atrasados, crise política, mais policial do que política, temos quatro pontos no Brasileiro e estamos na quarta colocação. Sei que não representa nada, mas as previsões pessimistas indicavam que estaríamos com 0 ponto, perdendo para Flamengo e Santos,

Longe de qualquer ufanismo, se Calleri e Lucas retomarem futebol que sempre tiveram, entendo que o Campeonato Brasileiro não será tão sofrível quanto pareceria ser. Mas vamos com pés no chão para evitar novo tombo nas perspectivas.