Roger acerta na escolha, poupa time e traz um empate da Colômbia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate da pequena altitude de Bogotá, com Roger poupando todos os titulares e colocando os reservas para jogar.

Verdade que o jogo foi horrível, certamente o pior deste ano. Mas não poderíamos esperar muito de um time com Dória, Cedric, Luan, André Silva, Tápia, Cauly, dois garotos que se borraram nas fraldas e um goleiro que é, no mínimo, folclórico. Se bem que ele é muito melhor que o carequinha do Millonarios. Mas assustador.

Com tanta mediocridade, o São Paulo conseguiu não deixar o time colombiano jogar. E nas poucas oportunidades que teve, o ataque do Millonarios mostrou porque está 15 pontos atrás do líder do campeonato local, na décima segunda posição.

Chama a atenção a falta de uma boa produção de Cotia. Levo muita esperança em Nicolas. Mas é sua sétima partida no profissional, e eu sinto um alívio quando Roger coloca Wendel no lugar dele. Sim. Wendel. Djhordney dá uma linda assistência para Tapia (que perde o gol), sofre uma entrada normal – nem falta foi – e vai jogar atrás de Coronel, se escondendo do jogo.

Mas não só dos mais novos viveu a ruindade do time. Também os mais veteranos, como Cedric e Doria. O português foi rigorosamente, e com sobra, o pior em campo. Errou absolutamente tudo: passes, marcação, cruzamentos. Nada se salvou em Cedric. Doria, por sua lentidão, foi o responsável pelo cartão recebido por Nicolas. E deu trabalho para Alan Franco e Sabino, porque além do ataque adversário, tiveram que “marcar” Doria.

Passamos ilesos, sem sofrer gol. Lá na frente havia certeza que não faríamos. Um ataque que tem Tapia e André Silva, com Cauly servindo, não pode dar muita coisa. André Silva ainda acertou uma boa cabeçada em escanteio cobrado por Cauly. Mas Tapia teve momentos que beiraram o ridículo.

Mas encerro afirmando que gostei da escolha de Roger pelo time reserva. Além de ter mostrado para nós, mais uma vez, a qualidade do nosso elenco, manteve a liderança do grupo na Sul-Americana, um campeonato deprimente de se ver, pois é a série B da Libertadores. Foco no Brasileiro e, se possível, na Copa do Brasil.

Faltou pontaria, mas vieram os três pontos contra o fatídico Mirassol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o fatídico Mirassol em Campinas e se manteve no G4 do Brasileiro. Fatídico porque nos últimos três jogos contra eles (sem Roger no banco) sofremos oito gols e não fizemos nenhum.

Ah, mas o Mirassol é o antepenúltimo colocado do Brasileiro e mudou todo o time do ano passado para cá. Porém ganhou do Internacional, no Beira Rio, semana passada e empatou com o RB Bragantino em Bragança, pela Copa do Brasil. Ah, ganhou uma e perdeu uma na Libertadores.

O problema é que temos uma imensa mania de menosprezar o adversário quando ganhamos e uma estratosférica dificuldade em mudar de opinião em relação a algo que colocamos na cabeça como única resposta correta.

Não defendi a vinda de Roger para o São Paulo, principalmente nas condições em que aconteceram, após uma demissão estapafúrdia e desonesta do Crespo, que bem ou mal nos colocou na liderança do Brasileiro. Mas o que estão fazendo contra esse técnico é de extrema perversidade. E não pensem que não me incluo nesse ato, porque também não quero esse cidadão dirigindo o São Paulo.

Mas já contra o Juventude elogiei Roger. Afinal, criamos mais de uma dezena de oportunidades e ele não pode ser culpado pelo gol perdido por Cauly, pelo pênalti perdido por Calleri. Neste sábado, de novo, oportunidades foram criadas e os chutes todos para fora. Talvez ele possa ser acusado de erro nos treinamentos, não aprimorando finalizações.

Mas colocou em campo o que tinha de melhor. Aí decidiu abrir o time, porque pelo meio estava difícil. Tirou o inoperante Cauly para colocar Lucca. Depois tirou Bobadilla (que jogaria, no máximo, 70 minutos) e colocou Lua, recompondo o meio. E foi chamado de burro.

Pois Luan rouba a bola no meio de campo, entrega a Lucca, que vê Wendel passando pelo corredor. O lateral recebe e dá uma assistência perfeita para uma mais perfeita ainda cabeçada de Luciano. Cadê o burro?

Alguns vão falar que foi pura sorte. Talvez se fossem substituições feitas pelo Abel Ferreira, diríamos que o português é fera.

Perguntei semana passada no Jornal Tricolornaweb e sexta-feira e vou colocar a questão aqui: se ganhar do Mirassol (já ganhou) e do Bahia, empatar com Milionários na Colômbia e Corinthians em Itaquera (ou ate ganhar um dos dois jogos), trocaremos o “Fora Roger” pelo “Ficar Roger” ?

Ontem, depois do “burro” vieram os gritos de Roger. Futebol é resultado. Se eles vierem, tudo começa a ficar mais tranquilo. Eu, por minha vez, até aceito sua permanência até a Copa do Mundo (e me parece inevitável que isso ocorra), mas o Rui Costa…Esse eu continuo não engolindo.

São Paulo joga para golear, mas fica no 1 a 0

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma partida contra o Juventude que deveria ter terminado em goleada, mas ficamos num magro 1 a 0, jogando contra dez jogadores o segundo tempo inteiro.

Alguns detalhes nos separaram da goleada: Calleri deixa Cauly na cara do gol, e esse grotesco jogador consegue perder a oportunidade, chutando em cima do goleiro; Calleri deixa Arthur de frente para o gol, mas o jogador escorrega e não alcança a bola; Calleri – sempre ele – perde um pênalti. Anda ocorreram outras oportunidades, mas me prendo nestas três: seria uma goleada por 4 a 0 e classificação antecipadamente assegurada.

Mais um detalhe: tivemos cruzamentos e bolas aéreas? Sim, tivemos. Mas também ocorreram várias jogadas trabalhadas, com ultrapassagens pelo lado, penetrações, isso apesar de ter Cauly em campo. Mais de dez escanteios cobrados, e nada a se aproveitar. Rafael não cobrou nem tiro de meta. E os zagueiro jogaram truco na frente da área.

Não sou defensor de Roger Machado. Acho que não é técnico para o nível do São Paulo. Fui contra sua vinda e mais ainda contra a demissão de Crespo. Mas pergunto: que culpa teve o técnico no resultado magro desta terça-feira?

Não foi ele quem bateu o pênalti, nem quem perdeu os gols de frente para o goleiro (as jogadas foram criadas, isso sim sua obrigação). Ele colocou Lucca para deixar o time mais ofensivo. E o que Lucca fez? Ele colocou André Silva (aí para mim um erro), e o que ele fez? Ele colocou Pedro Ferreira, e o que ele fez? E quem mais ele poderia colocar para mudar o jogo? Tete? Tapia? Negrucci? Cedric?

É muito simples descarregar a ira sobre um treinador que, apesar de fraco e incompetente, nesta terça-feira não teve culpa alguma pelo placar pífio.

Por que essa ira não se volta contra Rui Costa, esse, sim, o grande culpado? Por que a ira não se volta contra Pupo, Serafim e Massis, outros culpados? É muito simples descarregar num técnico que só está ali porque estava desempregado e foi trazido por Rui Costa. E nem quero imaginar que essa histeria da torcida contra Roger possa estar inflada por preconceitos e ideologias políticas.

Perdemos, é fato, a chance de matar a classificação e começo a ver dificuldade em mantermos o resultado no jogo de volta, em Caxias. Talvez a última partida de Roger e Rui Costa no comando do São Paulo. Basta ser eliminado para tudo ruir de vez.

Mais uma noite para esquecer, que se juntam a tantas outras para esquecimento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu até pensei que teríamos um noite de sábado para curtir muito. Afinal, no sábado à noite as emoções fluem com intensidade. Logo de cara Luciano marca um gol, com linda jogada de Calleri. Ah seriam só emoções na noite de sábado. E detalhe: o time estava jogando bem.

Bastou marcar o gol e o Vasco ficar uma barata tonta para decidirmos colocar nosso adversário no jogo mostrando a ele que temos um técnico covarde, que está fazendo do nosso time covarde. Todos os jogadores se posicionaram dentro da área e o mais avançado, Calleri, estava na intermediária. Luciano jogava na posição de quarto zagueiro, à frente de Sabino. Lucca que deveria ajudar Enzo Dias, não o fez e mais atrapalhou do que ajudou. Arthur que deveria ajudar Cedric o fez, mas não foi ajudado pelo português.

Enquanto isso Alan Franco se esmerava em perder todas as bolas pelo alto e errar quase todas as saídas e Danielzinho me fez sentir saudade – e não foi pouca não – do Marcos Antonio.

O São Paulo me lembrou o Juventus dos velhos tempos. Com uma diferença: o Juventus de Milton Buzetto se fechava lá atrás, fazia um gol, e virava um ferrolho. Ninguém entrava na defesa. No nosso caso, só não tomamos uma goleada porque o ataque do Vasco é horrível.

Aliás, eu não sabia que existia frango em pênalti. Pois Rafael tomou um verdadeiro peru. Foi de braços encolhidos e a bola passou perto dele. Era defensável, porque o pênalti foi pessimamente cobrado.

Chamamos tanto o Vasco para cima que sofremos a virada. E saímos com uma derrota, nada que fosse esperado, mas com uma apresentação pífia, igual a tantas outras que temos visto ao longo dos anos.

De novo eu volto ao discurso: que culpa tem Roger Machado de ter o elenco que tem ? Que culpa tem o técnico de ter um jogador de Reffis (Ferreira) e que, para substituí-lo coloca uma joia da base: Lucca, e vendo o jogador ir mal, coloca outra joia da base: Tete. E vê que ele é pior ainda.

Quero Roger técnico do São Paulo ? Evidente que não. Mas nós estamos há décadas imputando ao técnico a responsabilidade por maus resultados, time jogando mal, nos esquecendo que eles estão pegando um elenco pronto, que foi montado por um presidente deposto e uma diretoria prestes a ir para a cadeia. Por um diretor de Futebol que gira em torno de comissão. Por uma diretoria que soube guardar 11 milhões de reais debaixo do colchão, mas não conseguiu honrar os pagamentos de direitos de imagem em dia.

Portanto vivemos um acumulado de coisas, que passam, sim, pelo atual técnico, mas que nos farão ter muitas outras noites e outros dias para esquecermos.

São Paulo ganhou, mas não jogou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o O’Higgins no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, mas não jogou. Roger colocou o time titular em campo para manter seu emprego (e do Rui Costa), e mesmo assim o placar foi enganoso e totalmente injusto.

Verdade que fizemos o gol logo no começo e tudo se encaminhava até para uma goleada na noite de terça-feira. Ledo engano. O O’Higgins, que aparentemente vinha para se defender, partiu para cima e acabou transformando Rafael num dos grandes nomes da noite.

Só no primeiro tempo foram duas intervenções sensacionais. Tivesse falhado, ou não conseguido fazer as grandes defesas, sairíamos do primeiro tempo perdendo por 2 a 1. Detalhe: o São Paulo não criou mais nada na primeira fase.

Time vaiado, você espera que alguma coisa mude no segundo tempo. Não mudou. Nem jogadores, nem esquema, nem o ritmo do jogo. Foi o O’Higgins quem continuou em cima, explorando falhas defensivas do São Paulo, com dois laterais em jornada ruim e Rafael Toloi no seu normal, ou seja, errando, e um meio de campo que perdeu qualidade com a saída de Marcos Antonio.

A sorte é que temos Calleri. Aliás, se existe alguma coisa de bom que Carlos Belmonte fez enquanto diretor de Futebol do São Paulo foi ter conseguido trazer Calleri de volta para o Morumbi. Em noite mágica (de novo), já tinha dado a assistência para o Luciano no primeiro gol, participa de jogada linda com Luciano e Arthur e termina em assistência para Arthur marcar seu primeiro gol pelo clube.

Na noite em que a metade de trás do time foi muito mal (exceção a Bobadilla, Rafael e Alan Franco), o trio de ataque salvou o São Paulo, mesmo com o time fazendo uma partida horrível, tendo sido amplamente domiado pelo modesto time chileno.

Para encerrar, o placar eletrônico do Morumbi mostrou o descaso com que nossos dirigentes continuam tratando o clube e a torcida, principalmente o setor de Comunicação: quando passou a escalação, anunciou Crespo como técnico. Não sei se foi por vontade de tê-lo ali, ou incompetência mesmo. Acredito mais na segunda hipótese.

Perdemos de 2. Poderia ter sido de mais. Bem mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que partida grotesca o São Paulo fez em Salvador neste sábado. Perdemos de 2 a 0 de um time que deverá ser rebaixado – o Vitória é muito ruim – e ficou barato. Não fosse Rafael e uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa a nosso favor, e a humilhação estaria completa.

Falo de arbitragem porque Marcos Antonio deveria ter sido expulso no primeiro tempo, Lucas Ramon foi bem expulso e Tolói também deveria ter sido mandado para fora no final do jogo. Um time bagunçado, defesa sofrível, com a dupla de zaga não se entendendo e os dois laterais com síndrome de Wellington, errando todos os cruzamentos e tomando um baile dos seus adversários. Enzo Dias conseguiu tomar olé de Erick. Pára, né.

Roger Machado disse que o resultado foi ilusório, que o time dominou o Vitória e perdeu pelos seus erros. Vou acreditar que ele só assistiu os primeiros 15 minutos de jogo, quando o São Paulo realmente jogou alguma coisa, foi até melhor. Porém a partir daí mergulhou na sua mediocridade, que comprova a cada jogo que nosso elenco é absolutamente sofrível.

Jogamos sem Calleri e Bobadilla (sim, o paraguaio fez falta), e aconteceu tudo isso. Ah, jogamos sem Luciano e Sabino (sim, o zagueiro fez muita falta) e Rafael teve que se virar.

André Silva, o que substituiu Calleri, como diz meu amigo André Naves, é o “inimigo do gol”. Aliás, não só foi inimigo lá na frente como teve uma participação bisonha no primeiro gol do Vitória. Ele tinha que acompanhar Cacá. Só que ele não conseguiu virar o corpo para ir atrás do zagueiro. Foi um típico “casados x solteiros”.

Tolói, que jogou no lugar de Sabino, é um ex-zagueiro em atividade. Tomou dribles desconcertantes de Eric e outro que nem me lembro o nome, o famoso “quem”.

Nossa defesa é o ponto de maior preocupação para mim. Durante nove anos tivemos um titular absoluto que dividiu zaga com outros e ajudou, por exemplo, Beraldo virar o que virou. E outros medíocres que cresceram com ele. Mas Arboleda é coisa do passado. E não pode, nem de graça, vestir de novo a camisa do São Paulo. Com isso hoje o nosso titular absoluto é Sabino. Só que ele não tem a qualidade que Arboleda tinha de liderar a área. Então estamos fadados a sofrer muito.

E o nosso meia ? Cauly. Aquele que veio de graça, dando argumento para Rui Costa dizer que é um grande gestor, que consegue contratações sem gastar nada. Assim foi com Cauly, Doria, Tolói. Para um time da Série B, Rui Costa ser daria mais ou menos. Para um da série, de jeito nenhum. Para um São Paulo, que já ostentou o título de maior e mais bem organizado clube do Brasil, Rui Costa não poderia passar nem na porta.

Mas a gestão ineficiente de Harry Massis, onde quem manda é o casal 20 (Pupo e Serafim), nada vai acontecer e nós vamos ficar contando os pontos para chegar aos 45. Com direito a Roger Machado dizendo que o time dominou o jogo quando perdeu de 2 a 0 e o placar moral foi 5 a 0. Triste.

A desratização do São Paulo continua: o Jack está na rua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo colocou na rua Douglas Schwartzmann e Mara Casares. Os nomes dos dois já aparecem na lista vermelha do São Paulo e não podem mais entrar no clube a partir de hoje. Nem para retirar seus pertences dos armários dos vestiários. É, como citei no título, parafraseando meu amigo Edson Lapolla, a desratização que está em andamento no clube.

Mara Casares é tão tontinha no ramo da corrupção que, em sua defesa, reconheceu tudo, optou por chorar e, em determinado momento, fazer ameaças aos conselheiros, dizendo que eles deveriam pensar muito bem, pois ao expulsá-la, criariam jurisprudência e amanhã poderia ser um deles.

Já Douglas assumiu sua postura sórdida e contumaz, não perdeu a arrogância que lhe é peculiar, fez uma defesa com tom ameaçador, tentando desclassificar o “baton na cueca” que é a gravação do áudio de 45 minutos, em que ele, Mara e Adriana falam do esquema do camarote. O que só aumentou a ira dos conselheiros e ajudou bastante no resultado escandaloso – para o bem – de expulsão do clube social com mais de 220 votos.

Existem alguns seres que ainda tentaram dar uma chance para Douglas e Mara, entre eles, possivelmente, estejam Júlio Casares, Dedé, o próprio Douglas, Ives Gandra Martins, Moretto, Antonio Belardo (poupando Mara), Edna Belardo (poupando Mara), Tião Gouveia, Márcio Sayeg, Jayme Franco, Carlos Belmonte, Vinicius Medeiros, Nelson Ferreira, Ópice Blum e Blum filho. Como eu disse, nomes prováveis fabricantes de pizza, porque, como o voto é secreto, esses nomes são definidos por deduções lógicas.

Para Douglas Schwartzmann a punição veio com dez anos de atraso. Lá em 2015, quando este site denunciou o esquema Far East, que envolvia uma comissão de R$ 18 milhões para a vinda da Under Armour, contrato assinado por Carlos Miguel Aidar, Júlio Casares, Leonardo Serafim, Osvaldo Abreu e o próprio Douglas. Na época tudo caminhava para a expulsão de ambos, mas Ópice Blum, presidente do Conselho de Ética, arquivou o pedido de expulsão proposto por uma comissão criada apenas para analisar o caso. Tudo sob a aquiescência de Marcelo Pupo, então presidente do Conselho Deliberativo,

Mas como o ditado popular aponta, não há mal que sempre dure (nem bem que nunca acabe). Pois esse ditado cabe exatamente na conta de Douglas “Jack” Schwartzmann. Assim como Paulo Maluf na política nacional, Douglas representa tudo de ruim que existe dentro do São Paulo. Talvez haja pessoas piores do que ele. Mas a célebre frase de Carlos Miguel Aidar: “o Douglas pede comissão para tudo” transforma esse ser abjeto no símbolo da corrupção do São Paulo Futebol Clube.

Hoje ele deve estar falando: “você perdeu, eu perdi, nós perdemos”. Porque nós estamos falando: eu ganhei, nós ganhamos”. E ele, certamente, está comendo com farinha.

De minha parte considero missão cumprida. Há dez anos venho batalhando para tirar esse ser de dentro do clube que amo. A decisão do Conselho Deliberativo me enche de força e coragem para continuar na luta e agora exigir expulsões de Dedé, Carlos Belmonte e Júlio Casares. E ainda vou querer ver Erica Duarte, Rui Costa e Eduardo Toni fora do clube. E Moretto no banco dos réus.

Para concluir, me orgulho em dizer que o Conselho Deliberativo é formado por pessoas, não por um saco de batatas.

São Paulo venceu a tormenta e o Boston River na estreia pela Sul-Americana

O São Paulo enfrentou mais do que o Boston River na estreia pela Copa Sul-Americana. Em uma tormenta no Estádio Centenário, em Montevidéu, o time conseguiu um gol no brilho individual de Bobadilla e venceu por 1 a 0.

Com preservações, a equipe são-paulina já teve limitações. Isso foi agravado pelas condições de chuva e vento fortes na capital uruguaia. Ainda assim, o time foi pouco ameaçado e conseguiu fazer o possível para vencer.

O resultado deixa o São Paulo na segunda posição do Grupo C da Sul-Americana. O líder é o O’Higgins, do Chile, que venceu o Millionarios, da Colômbia, por 2 a 0 e, portanto, tem melhor saldo de gols.

O vento em Montevidéu teve rajadas de cerca de 55km/h nesta terça-feira e afetou a noite dos dois times já no aquecimento. Os jogadores não puderam trabalhar antes do jogo no campo do Estádio Centenário.

O São Paulo atacou com o vento a favor no primeiro tempo. Não só por isso, a equipe teve maior volume ofensivo, contra uma linha defensiva de cinco jogadores dos uruguaios.

Isso não quis dizer que o Boston River apenas se retrancou. Foi do mandante a primeira chance boa, com Yair González, em chute fora da área, que precisou ser defendido por Rafael. A equipe mostrou que tinha na bola parada sua principal arma.

O São Paulo incorporou o “estilo uruguaio”, com pouca qualidade na bola trabalhada. Quando entrava na área de ataque são-paulina, o jogo virava um festival de pontapés. O entrosamento frágil com escalação alternativa também prejudicou o desempenho da equipe. Alguns jogadores como Cedric e Dória, por exemplo, não servem para nada.

Pedi, durante o Mesa Redonda, que alguém me mande um link com alguma imagem do Cedric jogando pela Seleção de Portugal. Acho que enganaram o São Paulo. Quanto a Dória, esse é o típico do jogador que apanha da bola. Mesmo contra um ataque inoperante, ele conseguiu se atrapalhar e foi marcado pelo Alan Franco

Mas a chuva e o vento se tornaram mais intensos e impuseram ainda mais dificuldades para o jogo. A bola sequer ficava parada para as cobranças de faltas.

Com cinco minutos do segundo tempo, em lance chorado, o São Paulo finalmente conseguiu marcar. Cauly aproveitou sobra após um bate-rebate e empurrou para as redes. Mas ele estava impedido, e o gol foi anulado.

O São Paulo continuou na pressão, mesmo que com dificuldade. Bobadilla fez a diferença em jogada individual, confirmando a boa fase que vive. O paraguaio driblou um marcador na entrada da área e bateu cruzado para abrir o placar. Nem só pelo gol, mas pelo todo, Bobadilla foi o melhor em campo.

Os minutos finais tiveram mais ações do Boston River. Não havia, contudo, chances concretas para esboçar alguma reação. Do lado são-paulino, valeu para observar o garoto Tetê, que mostrou personalidade com dribles.

Roger apostou e ganhou. O São Paulo ganhou.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Roger Machado foi o grande vitorioso deste sábado, no Morumbi. O esquema armado por ele, arcaico na opinião de muitos, acabou dando certo e o São Paulo goleou o Cruzeiro por 4 a 1.

O que deveria ser um 4-3-3, com dois pontas abertos, virou 4-2-4, porque Luciano não é meia. Porém a entrega de Luciano e Calleri, voltando para faze a primeira linha de marcação, com as laterais fechadas, numa primeiro espaço por Ferreira e Arthur, mas atrás por Wendel e Lucas Ramon, funcionaram muito bem.

Por mais que a frente da zaga estivesse desprotegida, e o time jogando com um zagueiro muito lento – no primeiro tempo – e dois muito lentos – no segundo tempo, o Cruzeiro não consegui criar muita coisa. E não me venham falar que o time mineiro é fraco. Freguês, sim. Frágil, não. Talvez o time titular cruzeirense no papel seja melhor do que o do São Paulo.

A destacar a partida exuberante de Arthur. Cava um pênalti (foi pênalti), dá uma assistência espetacular para Ferreira e cobra um escanteio para o terceiro gol. Ouso dizer que com Arthur voltamos a ter qualidade na bola parada. Ele fez seis cobranças de escanteios ou faltas. Todas levaram muito perigo.

E, claro, Ferreira, em noite inspiradíssima, porque de nada adiantaria os passes de Arthur se Ferreirinha fizesse o que vinha fazendo, ou seja, perdendo todos os gols.

Não creio que Roger vá jogar com time tão escancarado fora de casa. Talvez ele retorne Danielzinho sacando Luciano. Mas que o esquema deu certo, isso não ninguém discute.

Houve momentos difíceis na partida. Sim. Os primeiros 15 minutos do segundo tempo deram impressão que o Cruzeiro poderia empatar e virar. Só não aconteceu porque Rafael também estava em grande noite.

Durante o dia surgiram rumores de que metade do elenco estava contra Roger Machado. Incluíram nessa “metade” Calleri, Luciano, Enzo Dias, Alan Franco, Arboleda, Danielzinho. Pessoas me perguntaram, em grupos, sobre isso. Eu disse que não sabia de nada, e continuo não sabendo. Aliás agora, não acreditando. Ou Calleri e Luciano, pelo que jogaram, podem estar contra alguém ?

Quem pode estar contra Roger é Arboleda. Bem, esse, me parece, está contra o São Paulo. Sumiu, foi para o Equador sem dar qualquer satisfação. Para mim, demissão por justa causa. O problema é que Júlio Casares fez do São Paulo fiador de Arboleda na renovação de contrato. Obrigado por mais essa, presidente Pavão deposto.

Agora a Sul-Americana. Para mim, manda o time todo reserva. O Brasileiro está interessante

Da euforia da liderança à pressão pela queda. São Paulo volta ao risco.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que parecia uma surpresa muito agradável se transformou, num toque de mágica, em volta à realidade, o que nos leva à preocupação, já antevista no início do ano. O São Paulo engatou a terceira partida consecutiva sem vencer no Brasileiro, saiu, em três rodadas, da liderança para a quarta colocação, podendo perder, hoje, essa posição para o Flamengo e vê um sonho de Ícaro mergulhar no oceano das decepções.

Para piorar a situação, os três jogos sem vitórias, por mais que dois tenham sido fora, foram contra Atlético-MG, até então em crise, sem vencer no Z4, e Internacional, até outro dia no Z4. A outra foi para o Palmeiras, dentro do Morumbi, sem dar um único chute a gol.

Mais uma vez a pergunta, já retórica: o que fizeram esses jogadores e esse técnico em oito dias ? Seriam dez, mas ele deu três dias de folga depois da derrota para o Palmeiras. É incrível como o São Paulo consegue voltar pior de pequenas férias. Fico imaginando como será a volta da Copa do Mundo, quando ficaremos 45 dias sem futebol.

Aliás, depois de dez dias, entre folga e treinos, Alan Franco sente a coxa, Arboleda não está em condição e nós continuamos tendo que aguentar Tolói na zaga. Se colocarmos Pablo Maia com ele para disputar uma corrida, o Massis é capaz de ganhar.

Não vou chegar ao alarmismo de imaginar que vamos brigar, daqui a pouco, perto do Z4. Entendo que o início do Brasileiro nos deu a paz necessária, mas o tédio de vermos times infinitamente melhores do que o nosso – Flamengo e Palmeiras – se distanciando e outros, semelhantes ao nosso – Fluminense, Bahia, Athletico-Pr, nos jogando para outro patamar, nos leva a um sentimento de plena impotência e aumenta a ira contra a Organização Criminosa que nos levou a esse estágio.

E agora falam – me desculpem enveredar para a política – que precisam aprovar a péssima renovação com a New Balance, ainda que gere comissão para Júlio Casares, porque do contrário, o São Paulo não vai ter dinheiro nem para pagar a luz. Por isso o Legião, do Carlos Belmonte, fechou questão pela aprovação, alguns dissidentes e até oposicionistas também vão votar.

Isso mostra o absoluto conluio que existe entre o Conselho Deliberativo do São Paulo (parte) com o crime organizado que se instalou no clube, a total incompetência do diretor de Marketing, Eduardo Tony, em conseguir outra fornecedora de material esportivo (menos a Penalty), e a inoperância do diretor Financeiro Sergio Pimenta (ou comprometimento) e de Adilson Alves (não menos comprometido) em gerir financeiramente o clube.

Pior: a passividade de Harry Massis para tomar providências, com as demissões dos que ficaram. Pobre São Paulo.