Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate da pequena altitude de Bogotá, com Roger poupando todos os titulares e colocando os reservas para jogar.
Verdade que o jogo foi horrível, certamente o pior deste ano. Mas não poderíamos esperar muito de um time com Dória, Cedric, Luan, André Silva, Tápia, Cauly, dois garotos que se borraram nas fraldas e um goleiro que é, no mínimo, folclórico. Se bem que ele é muito melhor que o carequinha do Millonarios. Mas assustador.
Com tanta mediocridade, o São Paulo conseguiu não deixar o time colombiano jogar. E nas poucas oportunidades que teve, o ataque do Millonarios mostrou porque está 15 pontos atrás do líder do campeonato local, na décima segunda posição.
Chama a atenção a falta de uma boa produção de Cotia. Levo muita esperança em Nicolas. Mas é sua sétima partida no profissional, e eu sinto um alívio quando Roger coloca Wendel no lugar dele. Sim. Wendel. Djhordney dá uma linda assistência para Tapia (que perde o gol), sofre uma entrada normal – nem falta foi – e vai jogar atrás de Coronel, se escondendo do jogo.
Mas não só dos mais novos viveu a ruindade do time. Também os mais veteranos, como Cedric e Doria. O português foi rigorosamente, e com sobra, o pior em campo. Errou absolutamente tudo: passes, marcação, cruzamentos. Nada se salvou em Cedric. Doria, por sua lentidão, foi o responsável pelo cartão recebido por Nicolas. E deu trabalho para Alan Franco e Sabino, porque além do ataque adversário, tiveram que “marcar” Doria.
Passamos ilesos, sem sofrer gol. Lá na frente havia certeza que não faríamos. Um ataque que tem Tapia e André Silva, com Cauly servindo, não pode dar muita coisa. André Silva ainda acertou uma boa cabeçada em escanteio cobrado por Cauly. Mas Tapia teve momentos que beiraram o ridículo.
Mas encerro afirmando que gostei da escolha de Roger pelo time reserva. Além de ter mostrado para nós, mais uma vez, a qualidade do nosso elenco, manteve a liderança do grupo na Sul-Americana, um campeonato deprimente de se ver, pois é a série B da Libertadores. Foco no Brasileiro e, se possível, na Copa do Brasil.