Eu posso dizer: “Eu já sabia!”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, todos são testemunhas, mesmo me criticando pelo excesso de otimismo, que puxei no nosso site a campanha de que “enquanto houver um por cento de chance eu terei 99% de esperança”. Vencemos, nos classificamos e, então, eu posso dizer: “Eu já sabia!”

Não estou com isso querendo dizer que já considero o time um dos favoritos ao título, que tudo está perfeito, que não precisa melhorar nada. Ao contrário, muito há que ser feito.

Mas ontem o time foi nota 10. Se faltou técnica em alguns momentos, sobrou raça. Se faltou esquema tático mais aprimorado, sobrou determinação. Jogando o que jogou ontem, com toda aquela vontade de ganhar, tivesse sido eliminado teria saído de campo aplaudido. O São Paulo foi, mesmo, o São Paulo.

Wellington e Denilson relembraram a dupla do ano passado, onde ninguém passava, a marcação era precisa e a saída de bola com correção. Lúcio e Rafael Tolói não tiveram uma única falha. Foram precisos, perfeitos, gigantes. Ganso, marcado passo a passo por Pierre, conseguiu superar a marcação e teve a genialidade de iniciar a jogada do segundo gol. Osvaldo, se errou alguns cruzamentos e chutes, foi o responsável pelas assistências dos dois gols. Aloísio, batalhador, grosso, mas raçudo. Carleto ganhou a posição e hoje é unanimidade pela esquerda. Até Paulo Miranda foi bem. Douglas, que não é meia, errou alguns passes, mas marcou muito. E Rogério Ceni…esse é M1TO. Calou a boca dos invejosos torcedores adversários de que está velho, na hora de parar.

Não adianta se iludir e imaginar que o São Paulo fará grandes contratações para as oitavas-de-final da Libertadores. A fase começa já na próxima semana (apesar que o São Paulo só deve jogar daqui a 15 dias), e, nem temos jogadores em vista, nem teremos tempo hábil para isso.

Mas tenho a impressão que o Atlético-MG voltará a ser Atlético e que o São Paulo voltou a ser São Paulo. E que podemos repetir o placar no primeiro jogo no Morumbi. E se isso acontecer, o Atlético vai mergulhar na profundidade da leveza de sua camisa. Lembrando que para o primeiro jogo já teremos Jadson de volta. E no segundo, Luis Fabiano, que está em dívida com o clube. Será a hora dele acertar as contas.

Estou muito feliz, sim, como está toda a Nação são-paulina. O time fez o que dele se esperava. Missão dada foi missão cumprida. A torcida também fez a sua parte. Os mais de 50 mil torcedores presentes no Templo Sagrado do Futebol empurraram o time desde o apito inicial do árbitro e não pararam um só segundo. Foi o casamento perfeito: time e torcida. Que dure para sempre!

É hoje, tem que ser hoje, não pode ser amanhã!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, chegou o grande dia. O São Paulo entra em campo esta noite precisando vencer o Atlético-MG, contando, também, com a não vitória do The Strongest, em Buenos Aires, para seguir na Libertadores. E eu reafirmo que enquanto houver um por cento de chance terei 99% de esperança.

Hoje não é dia de ficarmos encontrando as bruxas no time nem demonstrar pessimismo. Somos realistas, sim, mas nossa missão é torcer. Depois do jogo terminado, se algo der errado, teremos todo o espaço do mundo e direito de criticar tudo e todos. Mas agora, antes do jogo e durante a partida, como torcedores – e como o nome já diz – temos que torcer e vibrar para que o time encontre seu futebol e tenha uma noite de gala no Templo Sagrado do Futebol.

Vou fazer aqui uma autocrítica, pois vou reclamar da imprensa e faço parte dela. Fosse o Corinthians que estivesse na nossa situação e a torcida comprado mais de 40 mil ingressos antecipadamente, todos estariam vangloriando como uma torcida única diferente, de um time que é da massa e consegue coisas impossíveis. Como foi a torcida do São Paulo quem comprou esses 40 e poucos mil ingressos antecipadamente, podendo chegar a 50 mil esta noite, ninguém fala nada e tratam a coisa como normal. Deixa prá lá, pois nós sabemos a força do nosso time e da nossa torcida.

Não vou apostar nas escalações que os diversos sites estão trazendo -e que estão publicadas aqui – para esta noite. Pode parcer óbviso que a dúvida fica para a lateral direita (Paulo Miranda ou Rodrigo Caio), e que o restante do time terá Rogério Ceni, Lúcio, Rafael Tolói e Carleto; Wellington, Denilson, Douglas e Ganso; Osvaldo e Aloísio. Mas não será surpresa se Douglas for o lateral direito e Wallyson aparecer na frente, com o time jogando com três atacantes. Ou, se for mais conservador, Douglas na lateral direita e Fabrício no meio, formando o time com três volantes.

Mas com Douglas na lateral, no meio ou no ataque, não importa, vou torcer muito. Mas muito mesmo. Estarei no meu lugar no Templo Sagrado do Futebol concentrado e confiante que tudo vai dar certo.

Então, à vitória, Tricolor!

É quarta-feira! É quarta-feira!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, estou no embalo dos quase dez mil torcedores que estiveram neste sábado, no Morumbi, e gritaram o tempo todo: “É quarta-feira”! Tenho certeza que a imensa maioria sequer sabe quanto foi o jogo que estava rolando, que o Expressinho perdeu por 1 a 0 para o frágil XV de Piracicaba, jogando, jogando uma partida medonha.

Nas entrevistas pós-jogo todos disseram que a cabeça está voltada para o jogo de quarta-feira e o fato do time ter garantido o primeiro lugar no Paulista antecipadamente  pesaram para o péssimo desempenho da equipe.

Só que eu entendo que este jogo poderia servir para alguns jogadores, que já foram titulares do time um dia, mostrarem que estão em condição de voltar a vestir a camisa de titular. Mas não fizeram nem isso e, pior, mostraram que estão na reserva por absoluto merecimento.

Vejamos alguns exemplos: Cortez é umarrremedo de jogador. Não marca, não ataca, não chega à linha de fundo, enfim, não é um lateral; Cañete, que muitos – como eu – criticaram Ney Franco por deixá-lo no banco, entendendo que o técnico deveria achar um lugar de titular para ele, me faz lembrar o Sierra, de triste memória; Wallyson, recém-contratado para ser o substituto do Lucas – que infâmia -, não sabe para quem cruzar e não consegue chutar para o gol; Ademilson, aquele amado e idolatrado pelo presidente, não consegue se posicionar para receber uma bola. E quando o faz, perde com facilidade; Fabrício tem dificuldade para marcar o time do XV de Piracicaba e erra passes a todo instante.

Enfim, o tal elenco maravilhoso me parece não ser tão de outro mundo assim. Apenas um elenco normal, talvez melhor do que muitos outros, mas, nesse caso, confirma-se que está sendo muito mal trabalhado.

Então vamos esperar que uma luz desça sobre nós, que o time acorde que aqueles que têm o dever de carregar a responsabilidade os ombros por serem os melhores salários e tido como astros, entrem em campo para resolver e o façam diante do Atletico-MG. Porque “É quarta-feira”! E eu vou poder justificar porque tenho dito desde a partida contra o The Stronges que, enquanto houver um por cento de chance, eu terei 99% de esperança. Vamos, São Paulo!

Time da Libertadores precisa de ajustes

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o União Barbarense por 2 a 1 e garantiu o primeiro lugar no Campeonato Paulista, com duas rodadas de antecedência. Mas todos sabem que as atenções estão voltadas para a próxima quarta-eira, quando enfrentaremos o Atlético-MG precisando vencer e torcendo para o The Strongest não ganhar do Arsenal, na Argentina.

Ney Franco foi bem ao escalar o time que ele tem em mente para entrar em campo semana que vem. Assim pode testar a formação. E já vimos, pela entrevista coletiva que deu logo após o jogo, que ele ficou em dúvida se esse será mesmo o time. Douglas não foi bem no meio de campo e isso prejudicou o andamento do time. Aloísio, também, por mais que tenha marcado o gol, continua perdendo bolas de forma bisonha.

Talvez, ao ver a partida desta noite de quarta-feira em Santa Bárbara D’Oeste, passe pela cabeça de Ney Franco retomar o esquema 4-3-3 colocando Wallyson pela direita e Osvaldo pela esquerda com Aloísio centralizado. Ganso seria o único armador do time e dois volantes dariam a segurança lá atrás.

O problema é que Ganso também não foi bem e deixar toda essa responsabilidade em suas costas pode nos dar prejuízo. Além disso, o miolo do ataque não vai mudar, porque Luis Fabiano está suspenso e teremos que contar, mesmo, com Aloísio.

Ele terá uma semana para preparar o time, mudar o que tiver que mudar e colocar sua teoria em prática. Sábado irá a campo o time reserva para evitar contusões em jogo sem qualquer valor.

Só que nesse time titular, depois do jogo desta quarta-feira, ficam alguns recados a serem dados:

– Ganso, está na hora de acordar e mostrar o futebol que te apontou como um fora de série;

– Douglas, você é apenas o Douglas, nada mais do que isso;

– Aloísio, ou você para de perder tantos gols ou será rifado do São Paulo;

– Osvaldo, esqueça a Seleção Brasileira e volte a jogar o futebol de Cristiano Osvaldo que você vinha jogando, ou será esquecido pela Seleção.

– elenco, está na hora de honrar essa camisa com suor e muita raça.

O Paulistinha está garantido, em termos de vantagem. Mas a  cabeça está na próxima semana. E eu não paro de afirmar. Enquanto houver um por cento de chance eu terei 99% de esperança.

10 razões que me levam a acreditar que seguiremos na Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, sei que poderei ser taxado de sonhador, ilusionário e otimista extremo por este comentário. E, é claro, todos têm o direito sagrado e pleno de discordar de mim. Mas estou defendendo a tese de que, enquanto houver um por cento de chance de classificação eu terei 99% de esperança. E vou expor aqui as razões que me levam a isso.

1) Começando pelo jogo contra o Bolivar, no Morumbi, aindana pré-Libertadores, precisávamos fazer um grande resultado que nos garantisse na altitude. E aplicamos um sonoro 5 a 0 nos bolivianos. É verdade que lá tomamos uma virada ridícula, após estarmos ganhando por 3 a 0 e sairmos derrotados por 4 a 3;

2) O jogo contra o Atlético-MG em Belo Horizonte foi a mais forte demonstração de falta de sorte e inexperiência (de um time experiente). O jogo estava equilibrado até o momento em que Ronaldinho foi tomar água com Rogério Ceni e ficou passeando pela área, numa cobrança de lateral. E ninguém viu. Saiu o primeiro gol. O São Paulo voltou a equilibrar o jogo, estava pressionando, prestes a empatar, mais uma bobeira do time e o segundo gol do Atlético. O São Paulo marcou seu gol, continuou em cima e, aos 47 minutos, Ganso chuta uma bola da entrada da área e a bola chega a triscar a trave, mas não entra. Era para empatar e perdemos.

3) Ganhamos do The Strongest no Morumbi, como se deve fazer em jogos em casa. Aliás, tirando o jogo contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista no último domingo, nossa última derrota no Morumbi foi em agosto do ano passado.

4) O São Paulo massacrou o Arsenal no Pacaembu, chutou três bolas na trave, teve um pênalti marcado contra si que não foi e não teve um marcado a seu favor, que foi. Ou seja: além da falta de sorte (a trave) ainda fomos roubados. Portanto, em condições normais, ganharíamos o jogo;

5) Perdemos o jogo em Buenos Aires, no Arsenal, depois de estar empatando em 1 a 1 e o Aloísio ter perdido gols de maneira bisonha, ridícula e até irritante. E no mais grotesco, após Aloísio perder o gol veio o segundo gol do Arsenal, meio sem querer;

6) Perdemos o jogo do The Strongest, na altitude, mas, novamente, o time jogou bem, estava empatando em 1 a 1, Aloísio perdeu gol, Osvaldo perdeu gol e Paulo Henrique Ganso, também, com o gol aberto. Aí sofremos o segundo gol numa falha de Rogério Ceni, algo difícil de acontecer;

7) Ney Franco, finalmente, entendeu que Paulo Henrique Ganso só vai ganhar ritmo de jogo jogando. E conseguiu fazer com que ele sentisse a responsabilidade de ser o nome a resolver algo dentro do São Paulo;

8) Aposto todas as minhas fichas, e ainda peço algumas emprestadas para dobrar a aposta, que o The Strongest não ganha o jogo na Argentina. Não sei se o Arsenal vai vencer, mas o máximo que os bolivianos podem conseguir será um empate. O The Strongest depende exclusivamente da altitude para jogar e tentar ganhar;

9) O São Paulo não perde jogo no Morumbi. Mais do que não perder, ganha todoso. E terá ao seu lado uma grande torcida para empurrar o time para cima do Atlético. E o Galo, que me desculpem os mineiros, é só o Galo, nada muito mais do que isso. É aquele que começa todos os Campeonatos Brasileiros voando e terminam rastejando;

10) Por último, o São Paulo é o São Paulo. Tem camisa, força e seus jogadores vão honrar essa camisa. Então só posso afirmar mais uma vez que, enquanto houver um por cento de chance, eu terei 99% de esperança. Vai, São Paulo! Vai, Tricolor!

Mais uma vitória no Paulista, mas pensamos na Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o Expressinho continua invicto e bateu o Botafogo, em Ribeirão Preto, por 3 a 1. Mais uma vez o meia do time, Cañete, decepcionou.Era mais uma oportunidade que ele tinha para mostrar sua qualidade e o que a torcida pode esperar dele, mas não jogou nada. Por incrível que pareça foi Douglas quem armou o time.

O Botafogo foi retranca pura. Jogando num esquema 6-3-1 não dava espaço para o São Paulo. Douglase Wallyson alternavam posições, enquanto Ademilson ficava no miolo do ataque. As coisas não funcionavam, pois a armação do time estava muito deficiente.

Nos segundo tempo, com a entrada de Aloísio, Ademilson foi colocado pelo lado esquerdo do campo, enquanto Wallyson ocupou o lado direito. O futebol de Ademilson cresceu muito, pois ele começou a fazer a incursão pela diagonal e com isso sofreu a falta que gerou o primeiro gol e marcou um golaço.

Para o Paulistinha, o Expressinho dá para o gasto. Vou esperar a Libertadores, pois ainda tenho fé. Aliás, minha campanha está aí: enquanto o time tiver 1% de chance de se classificar, eu terei 99% de esperança.

Hoje tem jogo do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo joga esta tarde em Ribeirão Preto, contra o Botafogo. Um jogo que serve para pouca coisa, para não dizer que tem serventia nula, pois o Tricolor já está classificado para o mata-mata do Paulista e com grande chance de ser o primeiro colocado.

Achei acertada a decisão de Ney Franco de mandar o time reserva para lá. Afinal, do jeito que as coisas andam, se fosse o titular e perdesse, uma tormenta cairia sobre o Morumbi. Se o time reserva perder, a situação não vai piorar e ficará no estado em que se encontra.

Melhor este jogo ser no interior. Não haverá tanta chiadeira da torcida, o que prejudica ainda mais o ambiente do time. Aliás, ridícula a manifestação feita ontem no CT da Barra Funda. Meia dúzia de gatos pingados xingando  Luis Fabiano, como se fosse o único culpado pela atual fase do time. Bem no feitio dessa diretoria, que está se igualando a outras, não tendo coragem de tomar uma atitude usa a torcida para ser sua porta-voz. São, portanto, covardes.

Para hoje espero vitória, mas para a Libertadores, mantenho minha posição: enquanto houver um por cento de chance eu terei 99% de esperança.

A vaga ficou difícil, mas a esperança tem que estar viva

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, é evidente que a chance de classificação para a próxima fase da Libertadores ficou muito difícil para o São Paulo. Até acho que o The Strongest não ganha o jogo em Buenos Aires, mas tenho dúvida se o São Paulo ganha do Atlético-MG aqui.

Só que se baixarmos as guardas, o que é difícil vira impossível. E, como sempre se diz, enquanto houver esperança haverá vida. Então vamos acreditar na classificação, pois somos do Time da Fé.

Li os diversos comentários postados na Opinião de São-paulino e, apesar de concordar com a grande maioria, não me afasto da opinião de que, pelo segundo jogo consecutivo, jogamos bem e perdemos por erros individuais. No domingo houve um erro de Paulo Miranda e outro gravíssimo de Rafael Toloi. Nesta quinta-feira Denilson falhou no primeiro gol e Rogério Ceni tomou um gol ridículo no segundo.

Quem foi que perdeu mais gols: o São Paulo ou o The Strongest? Só que me lembro, rapidamente, Aloísio perdeu dois – e estou falando só dos mais graves , Osvaldo dois, Ganso um e Wallyson um. O The Strongest perdeu um gol, aos 45 minutos do segundo tempo. O domínio de bola foi do São Paulo. Portanto, o time jogou muito melhor que o adversário, mas saiu derrotado.

Não sou favorável ao início da caça às bruxas, nem a demissão de Ney Franco. É verdade que o técnico tem que ser responsabilizado pela situação do clube, pois levou três meses insistindo numa teimosia burra de inventar alguém que substituísse Lucas, sabendo ser impossível, e quanto acordou para a realidade, que é a dupla Jadson e Ganso, já era tarde. Mas ele acabou percebendo e mudou. Isso tem que ser reconhecido.

Fazer limpeza no elenco, agora, de nada vai adiantar. Se é verdade que temos que contratar jogadores para algumas posições, também é fato que temos um bom elenco. Ajustes são necessários e isso a diretoria terá que fazer.

Quero e vou manter o otimismo. As coisas não podem sempre dar errado, uma hora tem que virar. Quem sabe essa virada não será no jogo contra o Atlético?

O jogo para salvar o ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo entra em campo esta noite, em La Paz, para salvar o ano. Uma derrota e possível eliminação da Libertadores pode jogar 2013 na lata do lixo, ainda no mês de abril. Ou então teremos que juntar os cacos para tentar uma boa campanha no Campeonato Brasileiro.

Por mais incrível que possa parecer, a situação do São Paulo no grupo não é tão desesperadora. Um empate esta noite não será trágico. O São Paulo iria a cinco pontos, um a mais que Arsenal e The Strongest. Aí precisaria vencer o Atlético-MG no Morumbi. E, convenhamos, se não tivermos potencial para vencer qualquer time, ainda que seja o melhor da Libertadores até agora, no Morumbi, é melhor jogar a toalha.

Se o São Paulo vencer, a classificação estará assegurada esta noite. O The Strongest permaneceria com três (o São Paulo iria a sete) e, com o Arsenal tendo quatro pontos, mas saldo negativo de seis gols, ficaria em situação muito dífícil. O São Paulo tem saldo negativo de um gol, mas, supondo que a vitória seja por 1 a 0, ficaria com zero de saldo, ou seja, seis gols de diferença para o Arsenal. Só duas goleadas (o São Paulo perdendo aqui e o Arsenal ganhando em Buenos Aires) tirariam a vaga do Tricolor.

Já em caso de derrota a situação se complica um pouco. O São Paulo precisaria ganhar do Atlético-MG e torcer para o The Strongest não vencer o Arsenal. Mas a situação só se complica porque passaremos a depender de um resultado. Entretanto, em caso de vitória do Arsenal ou empate, com a vitória do São Paulo a vaga seria nossa.

A grande dificuldade, além da altitude, será a ausência de Luis Fabiano. Aloísio não me inspira nenhuma confiança e acho que aí estará o grande problema do time. Por outro lado, se Carleto calibrar seus chutes, se Ganso e Jadson passarem a arriscar de fora da área, teremos grandes chances de marcar gols. E, convenhamos, o The Strongest não é lá essas coisas. Por isso minha confiança, sempre presente, não faltará para esta noite.

Então, à vitória, Tricolor!

São Paulo jogou bem, mas os erros individuais trouxeram a derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu de virada para o Corinthians, no Morumbi e o resultado, em si, pode parecer que fracassamos mais uma vez ante um time forte. Mas não foi bem isso o que eu vi. E me perdoem se não concordarem com minha opinião ou se eu estiver redondamente enganado.

O São Paulo começou ganhando, matando o esquema armado pelo adversário que é o abafa. Mas logo a quatro minutos já tínhamos o gol e eles deveriam correr em busca do placar. O São Paulo sempre teve domínio do jogo. Faltou chutar mais em gol, pois Ganso em uma oportunidade e Jadson em outra tiveram possibilidade de chutar e até definir o jogo, mas preferiram o toque para trás e o gol não saiu.

Foi num erro pessoal de Paulo Miranda, já com 40 minutos de jogo, que o Corinthians conseguiu o empate. Ele, que já vinha levando um baile de Danilo, foi para a frente e, pouco depois da linha de meio de campo, perdeu a bola e cedeu o contra-ataque para o adversário. A bola foi encontrar exatamente Danilo, sozinho, sem qualquer marcação. E ele fez o gol.

No segundo tempo as ações voltaram a ser do São Paulo. Ainda que os chutes a gol diminuíssem, o domínio Tricolor era total. Parecia que estávamos jogando contra time pequeno. O Corinthians todo concentrado na defesa e o São Paulo tocando bola. Aí surgiu a razão da dupla Jadson e Ganso estar em campo, pois não havia erro de passe. O São Paulo ia tocando e crescendo para cima a defesa corinthiana. Só faltou Luis Fabiano ter um pouco mais de percepção e não se colocar em impedimento.

Aí, em outra falha individual, Rafael Toloi comete um erro grotesco recuando erroneamente a bola para Rogério Ceni. Então, num lance de interpretação do árbitro, ele marca pênalti. Confesso que nem acho que ele errou, mas tenho certeza que, fosse do lado contrário, daria solada do atacante no goleiro. O que, mais uma vez, mostra o quão nossa diretoria é primária na relação de bastidores com a Federação Paulista de Futebol.

Com a vitória garantida, o Corinthians fez o que melhor sabe fazer: cozinhar o jogo. E ficou claro que o São Paulo seria impotente para chegar ao empate. Ainda teve uma chance, na segunda jogada de Osvaldo na partida. Ele cruzou para a cabeçada de Wallyson, mas o atacante cabeceou fraco, nas mãos do goleiro adversário.

Como escrevi no comentário pré-jogo, era só uma partida pelo Campeonato Paulista, onde continuamos líderes e já estamos classificados. Não vai afetar em nada para a partida da Libertadores, pois terça-feira – depois das gozações desta segunda -, todos já terão esquecido o resultado e estarão pensando na partida contra o The Strongest. E o jogo de domingo servirá apenas para constar nas estatísticas do encontro entre São Paulo e Corinthians.