Vaias despertam sentimentos opostos entre jogadores do São Paulo

Os 16.502 torcedores são-paulinos que acompanharam na quinta-feira o empate sem gols com a Chapecoense se fizeram ouvir no estádio do Morumbi. Engana-se, porém, quem pensa que o intuito da torcida era motivar os jogadores. Entre os que estiveram em campo, os xingamentos e vaias ouvidos das arquibancadas despertaram sentimentos opostos. Houve atletas que procuraram minimizar a situação e encararam o ocorrido com normalidade, mas outros criticaram o comportamento do público.

Rodrigo Caio, que teve atuação segura como zagueiro, disse que a torcida deveria ter sido mais compreensiva durante a partida. “[A vaia] não foi justa. Nós tentamos dar o nosso melhor e sempre pedimos apoio para que a torcida esteja conosco. Sabemos que eles vivem de vitórias e querem ver o time ganhando os jogos, mas [nesta partida] não foi dessa forma”, afirmou.

Wesley, que assim como Carlinhos ouviu uma vaia uníssona no momento em que foi substituído por Juan Carlos Osorio, assegurou que não ficou incomodado com as reclamações e defendeu o direto da torcida de protestar nas arquibancadas. “Eles querem o resultado a todo custo. É mais do que normal a torcida vaiar se o resultado não vem, afinal ela paga o ingresso e quer ver o time sempre bem. Está todo mundo ciente de que não fizemos uma boa partida. Também estamos tranquilos com relação à torcida, porque eles têm o direito de fazer o que quiser”.

O meia Wesley foi um dos atletas mais perseguidos pela torcida são-paulina (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
O meia Wesley foi um dos atletas mais perseguidos pela torcida são-paulina (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O meia, que teve passagem pelo alemão Werder Bremen, acredita que o excesso de vaias é um comportamento típico do torcedor brasileiro. Os jogadores, segundo ele, precisam ter paciência e se adaptar às críticas. “É melhor para nós se tivermos apoio, mas sabemos como funciona a filosofia brasileira. O futebol é assim, estamos no Brasil e precisamos encarar isso da melhor forma possível. Não vamos dar margem para que isso aconteça se a equipe jogar bem e os resultados aparecerem”, afirmou.

Apesar da frustração de quem foi ao Morumbi, o empate diante da Chapecoense levou o São Paulo de volta ao G4. A equipe chegou aos 42 pontos e se beneficiou da derrota do Flamengo para o Coritiba, no estádio Mané Garrincha, para alcançar a quarta colocação. Neste domingo, o Tricolor enfrentará o Avaí, em Florianópolis, com objetivo de fazer as pazes com a torcida e se manter na zona de classificação para a Libertadores.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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