Tudo por dinheiro: Aidar muda regras de Juvenal para ter patrocínios

O contrato de patrocínio master de camisa da Semp Toshiba com o São Paulo será encerrado de forma precoce no dia 30 de junho. O acordo, que rendia R$ 17 milhões anuais contando exclusivamente o aporte financeiro, iria até o fim do ano, mas será rescindido a pedido da empresa de eletrônicos. Caso isso tivesse acontecido há um ano, sob o comando do presidente Juvenal Juvêncio, a estratégia adotada seria a seguinte: trabalhar imediatamente para conseguir outro master, em acordo longo. Exatamente o oposto do que faz agora Carlos Miguel Aidar. A ordem é conseguir qualquer acordo pontual. É preciso rechear o cofre.

Aidar transmitiu às diretorias de marketing e comercial – esta criada por ele logo após assumir a presidência – a nova ordem em relação a patrocínios. É preciso conseguir qualquer vínculo pontual para gerar receita para o clube. Com Juvenal, o pedido era inverso. Desde 2012 o marketing tricolor foi proibido de negociar acordos pontuais sob o pretexto de que a medida desvalorizaria ainda mais a camisa do clube, que já despencava no ranking publicitário frente ao Corinthians inflacionado nos anos anteriores por Ronaldo.

Ao assumir a presidência, Aidar confirmou a rescisão antecipada com a Semp Toshiba que ele mesmo já vinha alertando. Ao saber da perda do aporte e ao ser eleito, determinou que o departamento comercial ficasse responsável por encontrar novos acordos pontuais. Atualmente o São Paulo tem convicção que não conseguirá encontrar outro master, durante o segundo semestre, para suprir a necessidade. A avaliação é que todos os investimentos publicitários de 2014 estão voltados à Copa do Mundo, e não aos clubes – Santos e Palmeiras também estão sem patrocínio master.

Agora não há mais preocupação em desvalorizar o espaço publicitário da camisa. A única coisa que preocupa a diretoria do clube é a receita que deixará de entrar pelo marketing. Sob a nova conduta, já foram fechados dois acordos – mesmo com a Semp ainda no uniforme: Sil Fios e Cabos, contra o CRB, pela Copa do Brasil, e Cotação, no clássico contra o Corinthians, pelo Brasileirão. Ambos foram expostos na barra da camisa, espaço que o São Paulo acredita poder vender, em contrato de um ano, por R$ 4 milhões.

O clube trabalha para ter acordos pontuais para a barra da camisa em todos os jogos até o início da Copa. Depois, sem a Semp Toshiba e com a camisa limpa, a estratégia será achar marcas para comprarem exposição no principal espaço do uniforme. Para isso, o São Paulo trabalha com agências de marketing como intermediárias entre clube e possíveis clientes.

A outra medida imposta por Aidar para amenizar a perda de receita sem a Semp Toshiba no segundo semestre é tirar dinheiro do Morumbi. O presidente pressiona para que o estádio consiga ser alugado mais vezes para shows, mesmo ao redor da discussão sobre a aprovação do projeto de cobertura e reforma. O principal já foi feito: o São Paulo fechou com a agência Front360 uma série de até 18 eventos durante a Copa do Mundo para celebrar o torneio no Morumbi, com exibição de partidas e shows badalados. A Ambev será parceira e permitirá a transmissão das partidas, por ser patrocinadora da Copa. Pelé tem acordo para ceder imagem e nome ao evento, que se chamará Casa Pelé do Futebol.

 

Fonte: Uol

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