Toca nele! Calleri tem mais gols que o Boca e pega rival favorito no Morumbi

“Toca no Calleri que é gol”. Demorou para a torcida do São Paulo voltar a soltar o grito criado no início do ano, mas os quatro gols sobre o Trujillanos, da Venezuela, na semana passada, elevaram o argentino novamente ao posto de maior esperança ofensiva da equipe.

É verdade que o rival era fragílimo, mas, com cinco gols marcados, Jonathan Calleri, sozinho, tem números melhores do que 10 equipes da Libertadores, inclusive o Boca Juniors, cuja torcida, apesar de contar com o ídolo Tevez, ainda lamenta sua saída no início da temporada.

A relação sentimental de Calleri com o Boca ainda é grande, a ponto de ele usar a camisa 12 em homenagem à organizada de seu ex-time, e ter participado de uma conversa animada, por telefone, ao vivo num programa de televisão, com Osvaldo, seu substituto por lá. Isso aumenta ainda mais sua gana de fazer gols sobre o River Plate, arquirrival do Boca, rival do São Paulo nesta quarta-feira, em jogo que vale a sobrevivência tricolor na Libertadores, e dono do segundo melhor ataque da competição: 12 gols, atrás apenas do Pumas, que fez 14.

Na ida, em Buenos Aires, a cada toque na bola, o centroavante era muitíssimo vaiado pelos fãs do River. Calleri perdeu grande chance no segundo tempo, sofreu uma falta perigosa e um pênalti não marcados e levou cartão amarelo. Substituído no fim, ouviu cobras e lagartos. Ele atuou com objetos amarelos – cor do Boca – nos pulsos. Há a certeza de que foi provocação.

No Morumbi, o atacante terá o povo a seu favor e a confiança de quem assumiu o posto de artilheiro da Libertadores, ao lado de Ismael Sosa, do mexicano Pumas.

tabela Calleri artilharia Libertadores (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

Seu retrospecto diante do River Plate não é dos melhores. Em sete jogos, marcou apenas um gol, quando ainda atuava pelo All Boys, clube que o revelou, no dia 16 de março de 2014.

Depois de um início fulminante, com três gols em duas partidas, Calleri sucumbiu à má fase do São Paulo. Tomou a titularidade quando Alan Kardec sofreu com problemas de saúde, conquistou o técnico Edgardo Bauza por sua determinação e pelo incômodo causado às defesas rivais, mas enfrentou um longo jejum de gols, quebrado na marra contra o Botafogo-SP.

Os quatro gols da semana passada devolveram ao argentino a confiança necessária para encarar o rival de tantos anos. Vinculado ao São Paulo apenas até 30 de junho, já que depois vai seguir a vida na Europa, muito provavelmente na Internazionale, da Itália, Calleri só ficaria por mais tempo em caso de título da Libertadores. Hipótese que hoje parece improvável, mas que para se tornar real, depende de uma vitória tricolor nesta quarta-feira.

São Paulo e River Plate se enfrentarão a partir das 21h45, com transmissão da TV Globo, do SporTV e do GloboEsporte.com, que também vai acompanhar em Tempo Real.

 

Fonte: Globo Esporte

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