Táticas da Copa não surpreendem Muricy: “Voltou à moda antiga”

A Copa das Copas tem sido surpreendente de muitas maneiras até aqui, com média de gols alta e muita emoção. Pelo menos em esquemas táticos, porém, o técnico Muricy Ramalho não vê surpresas nas estratégias, inclusive acha parecidas com o que usava-se antigamente: velocidade pelas pontas no ataque e ocupação de espaços ao defender.

“Não surpreendeu muito em termos táticos, porque voltou à moda antiga, com três zagueiros”, analisa o treinador do São Paulo. “A única coisa que nos surpreendeu foi a parte física, porque a correria foi muito grande. É uma Copa de pura marcação atrás da bola e velocidade no contra-ataque. A não ser a Alemanha, que é o único time que trabalha a bola na transição, o resto é tudo velocidade. Jogam com dois dos lados, não tendo meias e volantes como a Alemanha tem”, explica Muricy.

Alguns dos destaques do Mundial apostaram no setor defensivo antes da criação de jogadas. Foram os casos de Costa Rica e Holanda, por exemplo, que enfrentaram-se nas quartas de final e protagonizaram um jogo de xadrez que só foi decidido nos pênaltis. A exemplo das seleções citadas, o Chile também usou três zagueiros, e só não eliminou o Brasil nas oitavas porque a bola escolheu a trave em vez da rede de Júlio César no último minuto da prorrogação.

Divulgação/São Paulo FC

Treinador vê Copa do Mundo com poucas novidades e aposta em “muita correria” no Brasileiro

Para Muricy, o sucesso de esquemas diferentes do 4-4-2 prova que as intenções da equipe não dependem exclusivamente da disposição dos atletas em campo. “Essa Copa mudou muito do que pensávamos: que já não tinha mais três zagueiros ou três volantes. E isso não quer dizer nada, é ocupação de espaços e sempre foi. Não é porque você joga com três zagueiros que é defensivo, nem porque joga com três atacantes que é ofensivo”, defende.

 

Com o Mundial em seus últimos jogos neste final de semana, o torcedor já vai se conformando com o Brasileirão, que retorna em alguns dias. Apesar de lembrar a grande diferença técnica entre as competições, Muricy acredita que as estratégias no futebol nacional serão parecidas às vistas durante o último mês.

“A Copa foi correria, a verdade é essa. Não foi uma Copa com espetáculos, teve jogos pegados, muito duros”, resume. “E acho que o Brasileirão vai voltar assim, com intensidade. Porque a preparação física foi muito forte em todos os times, e alguns ainda contrataram. Então vai ser pegado, com correria”, finaliza o técnico tricolor.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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