SP de 2014 bate grandes e sofre contra pequenos. E isso preocupa diretoria

As últimas semanas da antiga diretoria de futebol do São Paulo, subordinada a Juvenal Juvêncio, serviram para digerir a inesperada eliminação precoce no Paulistão para o Penapolense e planejar o início no Brasileirão. A preocupação dos dirigentes era em relação ao rendimento da equipe nas partidas contra times de menor expressão após um alto investimento para formar um time titular caro. Agora, um revés e uma sequência de situação que só intensificam a questão: depois de vencer o Botafogo por 3 a 0, o time perdeu para o CRB por 2 a 1 pela Copa do Brasil.

Além do Penapolense e do CRB, o São Paulo tropeçou em 2014 contra times como Bragantino, São Bernardo e Ponte Preta. Pior do que não ter conseguido vencer foi o desempenho nas partidas contra clubes menores. A análise da antiga diretoria, que se prolonga para a atual, é que o time de Muricy Ramalho não tem conseguido enfrentar adversários que adotam postura defensiva. O São Paulo só joga o desempenho esperado contra quem o ataca.

Nos clássicos, isso se comprovou. Se houve duas grandes atuações do São Paulo como equipe durante o Paulistão estas foram nos clássicos contra Corinthians e Santos. O primeiro foi vencido por 3 a 2, e o segundo terminou em empate sem gols. A partida contra o Corinthians, no entanto, até hoje serve como marco de referência para determinar o ponto em que o time começou a evoluir.

O entrave contra pequenos se torna estranho pelo time formado pela diretoria para esta temporada. Nunca houve um time titular tão caro em termos de manutenção salarial – apesar do custo do elenco total ser até inferior ao de 2013. Os contratos de Rogério Ceni e Rodrigo Caio foram renovados, foram contratados Alvaro Pereira, Souza e Alexandre Pato para jogar entre os 11. Esperava-se supremacia.

O discurso da diretoria anterior, em seus últimos dias, era de tentar encontrar reforços no mercado que servissem como peças de cobertura à equipe titular, mas que pudessem desempenhar papeis diferentes em campo. Este é o caso do volante Hudson, segundo análise, observado a partir das atuações pelo Botafogo-SP que lhe renderam lugar na seleção do estadual. O jogador é enxergado como um atleta que atua na mesma posição de Maicon – como segundo volante – mas desempenhando função ligeiramente diferente: mais marcação e desarme, mais dinâmica e menos passe e criatividade.

Carlos Miguel Aidar detecta o mesmo problema, mas ainda não disse se pensa em agir da mesma forma, contratando reservas com outras características.

Após a partida contra o CRB, Muricy enumerou problemas como o calor, o campo em condições ruins, a viagem desgastante, o calendário do futebol e o desgaste físico dos atletas como fatores determinantes para a derrota. Escolheu, no entanto, a expulsão de Rodrigo Caio como principal motivo, e disse que não tem desculpas para justificar o revés.

 

Fonte: Uol

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