Sem saber se joga, Kaká elogia Michel e concorrência saudável

Exames médicos definirão na manhã deste sábado se Kaká e outros jogadores do São Paulo que costumam apresentar maior desgaste físico viajarão a Santa Catarina para enfrentar o Criciúma. Mesmo diante da ascensão de Michel Bastos, um concorrente por posição em teoria, o meia não vê problema se tiver de ficar na capital paulista ou no banco.

“Pelo contrário. Vejo como algo muito saudável ter uma concorrência em que todos se respeitem, buscando seu espaço. Dentro daquilo que for a decisão técnica de quem é o melhor para jogar, vou estar sempre buscando meu espaço para ser titular”, disse o jogador, na sexta-feira, dia em que acordou com um hematoma na região do olho direito, resultado de cotovelada recebida no duelo contra o Emelec, pela Copa Sul-americana.

“É muito bom ver o Michel bem. Ele também passou por momentos de dificuldade quando chegou ao clube. É muito bom vê-lo marcando e sendo decisivo. Quanto mais jogadores estiverem à disposição e sendo decisivos para o time, é fundamental. Até mesmo pelo rodízio, com as viagens, a quantidade de jogos… Que não sejam 11, mas 15, 16, 17 jogadores à disposição. Isso é o que faz o time ser campeão”, continuou.

Divulgação

Meia participou de evento de patrocinador pontual na sexta-feira, antevéspera do duelo com o Criciúma

Não pelo olho roxo, mas pelo cansaço, é possível que Kaká não faça parte da relação de Muricy Ramalho para o próximo compromisso do Campeonato Brasileiro. Em contrapartida, Michel Bastos teve condicionamento físico elogiado e, em ótima fase, deverá prosseguir na escalação titular no domingo, de acordo com o que deu a entender o treinador, no meio de semana.

Atualmente, os números de Michel são superiores aos de Kaká. Ele tem quatro gols e sete assistências em 18 atuações, ao passo que o camisa 8 marcou dois gols e deu menos passes decisivos. Ainda assim, pela importância tática do melhor jogador do mundo de 2007, Muricy nem cogita tirar sua titularidade enquanto estiver bem para atuar.

“Meu número de assistências diminuiu (em relação à primeira passagem pelo clube), meu número de gols diminuiu, mas é unânime que minha chegada acrescentou alguma coisa ao São Paulo. Na Europa, aprendi que, no futebol, não é só com a bola que se joga. Tem várias formas. Hoje, meu amadurecimento é muito mais nessa direção, de eu jogar muitas vezes sem ela. Está comprovado que futebol não é só na bola”, defendeu-se.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*