São Paulo volta a decepcionar e perde em Curitiba

Alex mais uma vez foi o carrasco são-paulino. Em 2002, o meia foi o algoz do Tricolor ao marcar um golaço, com direito a chapéu em Ceni, no Morumbi, pelo torneio Rio-São Paulo. Quase 11 anos depois, após retornar ao Brasil, o maestro reafirmou a condição de carrasco. Neste domingo, o camisa 10 do Coritiba fez os dois gols da equipe na vitória por 2 a 0 sobre o clube paulista, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o São Paulo encerra o primeiro turno do Brasileirão na zona do rebaixamento, com 18 pontos, a quatro do Atlético-MG, primeira equipe a figurar fora da degola. Agora, no segundo turno, terá de fazer muito mais para evitar o primeiro rebaixamento de sua história. Já o Coritiba finda os seis jogos sem vitória e chega aos 28 pontos.

 

PRAZER, CARRASCO!

As equipes se enfrentaram sem os seus uniformes habituais. O Coritiba entrou em campo com o típico manto que homenageia o Green Hell, uma festa dos torcedores do Coxa. O São Paulo foi para o confronto com a camisa tricolor retrô, da edição raízes, que retoma as glórias de Lêonidas da Silva, craque e artilheiro, tido como inventor do gol de bicicleta e que teria completado cem anos na última sexta-feira. Se as vestimentas não eram as comuns, a situação das equipes até tinham algumas semelhanças.

A equipe paranaense vinha sem vencer há seis partidas. Na zona de rebaixamento, o São Paulo precisava se reabilitar o quanto antes para fugir do descenso. Em campo, o técnico Marquinhos Santos optou pelo jovem Vinícius na lateral direita, deslocando Escudero à esquerda. Do outro lado, em baixa, Jadson ficou no banco para dar vaga a Lucas Evangelista. Com mais ímpeto, os donos da casa dominaram as ações ofensivas, principalmente em chutes de longa distância, com Vitor Júnior.

O São Paulo, recuado, tentou ir à frente a partir de contra-ataques. Ganso e Aloísio apenas em lampejos apareceram no jogo. Lucas Evangelista foi lançado em jogadas de velocidade. Ora, prejudicado em passes mais longos, ora, ganhou na correria para produzir. Luis Fabiano, muito estático, praticamente não foi citado até pelos narradores.

Com mais volume de jogo, as chances do Coritiba íam se definindo e o gol parecia inevitável. E foi. Em boa tabela entre Keirrison e Vitor Júnior, este conseguiu um chute rasteiro, obrigando Ceni a fazer bela defesa no contrapé. No rebote, Alex, aquele mesmo do golaço de chapéu no início do século, só teve o trabalho de mandar para o fundo da rede.

Atrás do placar, o São Paulo não conseguiu criar jogadas que forçassem o Coritiba a recuar. Abaixo tecnicamente, o Tricolor não deu trabalho ao goleiro Vanderlei. Muita disputa e pouca criação ao time paulista, que demonstrou o cansaço de ter de atuar quatro jogos em apenas oito dias. Já o Coxa, bem aberto em campo, criou boas oportunidades em jogadas pelos flancos.

Quando o jogo já se encaminhava para o intervalo, Alex deu um belo corte e sofreu falta na entrada da área. Se o Tricolor não consegue marcar em bola parada, principalmente de pênalti (quatro erros nas quatro últimas cobranças), Alex mostrou como se faz. Em bela cobrança de falta, a bola encobriu a barreira e entrou. Mais um do algoz são-paulino e de Ceni, que agora tem nove gols no Brasileirão.

AO ATAQUE!

Na etapa final, o jogo começou eletrizante. Autuori modificou a equipe e a deixou mais ofensiva. E logo aos três minutos mandou uma bola na trave, em um belo chute de Maicon. Mais à frente, o Tricolor deixou espaços atrás, que poderiam ter sido melhor utilizados.

Incisivo, o São Paulo criou bem mais do que havia feito até então. Aloísio teve duas oportunidades. Em uma, a bola passou paralela à linha do gol, mas não tinha nenhum jogador para completar para o gol. Em outra chance, foi lançado, mas Vanderlei agarrou. Sem marcar, a situação ficou ainda pior quando Osvaldo, que entrou na etapa final, foi expulso por falta dura em Vinícius.

O Coritiba pôde comemorar o fim da sequência sem vitórias, mas viu três jogadores serem substituídos por lesão. Keirrison, Geraldo e Anderson Aquino, um após o outro. O São Paulo buscou de todos os modos o gol. Aloísio e Negueba exigiram boas defesas de Vanderlei, mas não passou dos gritos de “Uh”. Agora, o Tricolor precisa reagir no segundo turno, pois a situação é complicada.

PRÓXIMOS JOGOS

Na primeira rodada do segundo turno, as duas equipes irão jogar nos mesmos dia e horários. No estádio do Morumbi, o São Paulo receberá a Ponte Preta, às 21h de quinta-feira. Já o Coritiba irá encarar o Atlético-MG, no Independência.

CORITIBA 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data e hora: 8/9/2013, às 16h
Público/Renda: não divulgados
Árbitro: Alício Pena Júnior (MG)
Auxiliares: Rodrigo H. Correa (RJ) e Dilbert Pedrosa Moisés (RJ)
Cartões Amarelos: Escudero (CTB), Rafael Tolói (SPO), Vitor Junior (CTB), Aloísio (SPO), Vanderlei (CTB), Vinicius (CTB)
Cartões Vermelhos: Osvaldo (SPO)

GOLS: Alex, aos 32′ e aos 47 minutos do primeiro tempo;

CORITIBA: Vanderlei, Vinicius, Chico, Luccas Claro e Escudero; Willian, Uelliton, Robinho e Alex; Vitor Júnior e Keirrison (Geraldo 7’/2ºT) (Anderson Aquino 16’/2ºT) (Lincoln 32’/2ºT). Técnico: Marquinhos Santos

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Paulo Miranda (Maicon/intervalo), Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Wellington, Fabrício (Osvaldo/intervalo), Lucas Evangelista e Ganso; Aloísio e Luis Fabiano (Negueba 19’/2ºT). Técnico: Paulo Autuori

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