São Paulo vai mal e só empata com Chapecoense

Não adianta. O São Paulo se esforça para não brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, em Chapecó, entrou em campo sabendo do empate do líder Cruzeiro contra o Palmeiras. Uma vitória, então, reduziria a diferença para cinco pontos dos mineiros. Era a deixa. Era. Havia uma Chapecoense no meio do caminho, como já houve um Coritiba, um Criciúma, um Flamengo, um Corinthians. E o Tricolor novamente vacilou, apenas empatou em 0 a 0 e ainda levou problemas para a próxima rodada: Paulo Miranda, Rafael Toloi e Kaká estão suspensos. Pior: a distância de sete pontos para a Raposa permanece, restando agora oito rodadas.

O Tricolor, de fato, não mereceu. Não fez um jogo de quem está separado do adversário por 18 pontos. O time da casa, embalado pela força verde de seu estádio, foi superior durante o primeiro tempo, com mais intensidade e inteligência. Tiago Luis, o “novo Messi”, desperdiçou chances preciosas de construir boa vantagem. Tudo na base do abafa, sua marca como mandante.

O São Paulo não tinha reação e, para sorte do adversário, acelerava o jogo quando não era preciso. A exceção era Paulo Henrique Ganso, o único a desfilar certa consciência. Nem Kaká, em noite terrível, conseguia fazer diferença. Foi sofrimento. O tropeço parecia iminente.

No segundo tempo, Muricy Ramalho abriu mão do garoto Ewandro, a surpresa da noite, e lançou Osvaldo. Os paulistas ganharam mais corpo, intensidade. Osvaldo entrou bem. Ganso apareceu mais. As chances surgiram. A ineficiência seguiu, para desespero dos tricolores.

As coisas se complicaram quando Paulo Miranda foi expulso, injustamente, diga-se de passagem. Fabinho Alves estava impedido quando recebeu o contra-ataque fulminante. O árbitro não marcou e, no choque com Paulo Miranda, viu não só falta, como infração grave. Puniu o são-paulino com exagerado cartão vermelho. Era o fim. Adeus ao título?

O São Paulo poderia ter perdido, é verdade. Mas nada como a sensação de impotência nos momentos em que as chances lhe aparecem. Não foi a primeira vez que isso acontece. E novamente o torcedor fica com a sensação de não poder provar do saboroso prato da competitividade. A fé é a única esperança.

Na próxima rodada, o Tricolor recebe o Goiás, na segunda-feira, no Morumbi. A Chapecoense, com o ponto, abriu quatro para a zona do rebaixamento. Também não é ideal. No próximo sábado, recebe o Santos, novamente em casa. Ninguém está feliz.

FICHA TÉCNICA:
CHAPECOENSE 0 X 0 SÃO PAULO

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data/Horário: 22 de outubro de 2014, às 22h
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Alessandro Rocha Matos (BA) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Cartões amarelos: Douglas Grolli, Diones (Chapecoense); Kaká (São Paulo)
Renda/Público: 15.225 presentes/ R$ 385.590,00

Cartão vermelho: Paulo Miranda, aos 30’/2°T
Cartões amarelos: Douglas Grolli e Diones (CHA); Rafael Toloi, Souza e Kaká (SÃO)

CHAPECOENSE: Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Douglas Grolli e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Diones (Yuri, aos 45’/2°T), Abuda (Fabinho Alves, aos 15’/2°T) e Camilo; Tiago Luís (Bruno Rangel, aos 32’/2°T) e Leandro. Técnico: Jorginho.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Boschilia, aos 23’/2°T) (Hudson, aos 32’/2°T); Ewandro (Osvaldo, intervalo) e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.

 

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