São Paulo retorna de Goiânia com esquema de ‘fuga de entrevistas’

Por conta do segundo tempo com dois gols feitos e nenhum sofrido, Ney Franco discordou do termo vergonha usado pelos jogadores após a derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO. Mas o sentimento ficou claro na volta do time para a capital paulista na tarde desta quinta-feira. A vitória dos anfitriões por 4 a 1 no primeiro tempo no Serra Dourada parece ter pesado para que os atletas pouco falassem no aeroporto de Congonhas.

O esquema de ‘fuga das entrevistas’ foi se mostrando aos poucos. O ônibus que leva a delegação esperou mais tempo do que costuma do lado de fora do aeroporto. A ideia parecia ser a de aguardar que todos os jogadoresestivessem prontos para entrar ao mesmo tempo, evitando declarações. E foi exatamente o que aconteceu.

Os atletas saíram em fila indiana, um atrás do outro, como se quisessem facilitar o trabalho dos seguranças. Em menos de dois minutos, todos os 20 jogadores levados para Goiânia, além de parte da comissão técnica (incluindo Ney Franco) completaram a travessia de saída do saguão de desembarque para dentro do ônibus.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Time saiu em fila andiana e levaram menos de dois minutos para ir do saguão de desembarque ao ônibus

No trajeto, quem estava ao lado de Ney Franco lembrava a cada um que se aproximava da regra no clube: técnicos não dão entrevista em desembarque. Em relação aos jogadores, era impossível ter mais do que 30 segundos para ouvi-los. Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas eram empurrados por seguranças, que tiravam os entrevistados puxando-os pelo braço.

 

Os fãs, que costumam aproveitar a chegada das equipes para tirar fotos com seus ídolos, nem tiveram a oportunidade de ter, ao menos, um pedido negado. Willian José foi uma das raras exceções porque rapidamente cumprimentou um amigo no caminho. Os outros admiradores, incluindo um rapaz que usava a camisa do Palmeiras, mal registraram a chegada são-paulina – não havia nenhum torcedor do Tricolor protestando.

Um dos poucos que aceitaram enfrentar o batalhão de profissionais de imprensa e segurança foi Rhodolfo. O zagueiro, um dos líderes do elenco, deixou claro o sentimento que dominava os atletas. “Foi o primeiro tempo mais vergonhoso da minha carreira”, apontou.

Neste clima, o São Paulo tenta se recuperar diante do Flamengo, neste domingo, no Morumbi. A frustração na volta de Goiás é também porque a equipe ficou ainda mais longe da zona de classificação para a Libertadores: está em sétimo lugar, a cinco pontos do Grêmio, que ocupa a quarta posição, dentro da faixa da tabela do Brasileiro que dá vaga no principal torneio das Américas.

Fonte: Gazeta Esportiva

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