São Paulo apresenta dirigente para acabar com “máfia” em sua base

O presidente Carlos Miguel Aidar convocou uma entrevista coletiva para apresentar o novo gerente executivo das categorias de base do São Paulo, na tarde desta sexta-feira, no Morumbi. Trata-se de José Domingos Chávare Júnior, conhecido como Júnior Chávare, que tem 47 anos e estava no Grêmio após passagens por Rio Branco, Internacional de Limeira, Juventus (Itália) e Ponte Preta.

A reformulação é uma consequência da demissão do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que se tornou desafeto de Aidar e perdeu o seu cargo diretivo na base do São Paulo. O atual mandatário repetiu críticas que já havia feito à época da demissão do seu antecessor. “Já dispensamos 11 pessoas da base. Eram treinadores que colocavam a assinatura de contrato com determinado empresário como condição para os meninos jogarem. Tínhamos uma máfia organizada atuando dentro do CT de Cotia”, atacou.

Além do anúncio da chegada de Júnior Chávare, Aidar informou que o médico José Alexandre Medicis da Silveira será diretor estatutário da base. A nova dupla administrativa ainda não teve contato com os demais integrantes do seu departamento – e muito menos com o que o presidente chamava de “máfia”. “O Júnior nem foi à Cotia ainda. Tivemos o cuidado de dar uma satisfação à imprensa primeiro”, afirmou o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, acrescentando que o novo contratado apenas trocou ideias com o técnico Muricy Ramalho em seus dois primeiros dias de trabalho.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net

José Domingos Chávare Júnior, que estava no Grêmio, é o novo homem forte da base do São Paulo

Firmar uma parceria com Muricy será uma missão importante para Júnior Chávare. Durante a manhã, o treinador não poupou críticas ao antigo funcionamento das categorias de base do São Paulo. Acusou a existência de “donos” no CT de Cotia e disse que já precisou “dar carteirada” para acessar o local onde trabalham os novatos.

“Havia um distanciamento entre a base e o time profissional. Não só físico, que existe mesmo em relação à Cotia, mas de comando. Faltava determinação de cima para baixo para que houvesse uma integração. Agora, como quer a diretoria, teremos a obrigatoriedade da integração”, discursou Aidar.

Ataíde Gil Guerreiro já tem em mente algumas medidas para aproximar o departamento de futebol profissional da base são-paulina. O vice-presidente pretende convidar Muricy Ramalho para palestrar em Cotia, além de promover estágios de membros das comissões técnicas inferiores na equipe principal. “A nossa meta é revelar quatro jogadores por ano. Vamos atingir esse número. Até porque o presidente já falou que, se eu não cumprir a meta, estou na rua”, sorriu.

Mais calado do que os seus novos colegas de trabalho no São Paulo, Júnior Chávare prometeu se adequar à instituição e não buscar tanto garotos no mercado – em um passado recente, o clube já foi acusado de aliciamento por rivais. “No Grêmio, a situação era diferente, porque eles precisavam de jogadores quase prontos e tinham uma base deficiente. Já o São Paulo tem um perfil que agrada mais. Se houver necessidade, traremos alguém. Mas o princípio básico aqui é formar e não abrir mão da história do time, do seu DNA”, declarou o gerente executivo de futebol, apontando Barcelona e Juventus como as suas inspirações internacionais.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Um comentário em “São Paulo apresenta dirigente para acabar com “máfia” em sua base

  1. Boa Sorte e principalmente que Kotia cumpra seus objetivos e forme
    atletas que tenham nocao dos fundamentos basicos do futebol
    e da responsabilidade enorme que e’ ser um jogador e um Homem
    que representara num primeiro momento as NOSSAS CORES,
    com humildade e na’o com petulancia atual de alguns formados por
    aquele paraiso que na’o condiz com a realidade de se achar maior
    que o proprio clube.

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