Raí, Ceni e Michel Bastos? Meia está a um gol de se juntar aos ídolos

Rogério Ceni é considerado o maior jogador da história do São Paulo. Há quem discorde. O próprio M1to e alguns outros dizem que é Raí. Michel Bastos, quem diria, pode entrar para uma galeria que, por enquanto, tem só os legendários camisa 01 e 10. Falta um golzinho…

O meia tricolor já fez três neste mata-mata da Libertadores-2016 . Um no primeiro jogo contra o Toluca, pelas oitavas de final, outro no segundo e mais um sobre o Atlético-MG, no duelo da semana passada pelas quartas. Desde 1992, quando o clube passou a disputar o torneio nesse formato atual, só dois jogadores marcaram quatro gols nas fases finais: Raí em 1993, e Rogério Ceni em 2005. Coincidência ou não, nos dois anos, eles eram capitães e levantaram a taça.

O número representa a grande volta por cima que Michel vem dando nessa Libertadores. Capitão no início, ele perdeu a faixa e o encanto dos torcedores, que o escolheram como culpado pelo mau começo. Mesmo tendo sido titular sempre, o meia só conseguiu marcar o primeiro gol nas oitavas. E não parou mais. No Morumbi, ficou no banco após intensa recuperação de lesão na coxa, e entrou no segundo tempo para fazer o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Galo.

Raí são paulo Newell's Old Boys libertadores morumbi (Foto: Sergio Amaral / Agência Estado)Raí: taça em 92 (Foto: Sergio Amaral / Agência Estado)

Na estatística dos três gols no mata-mata da mesma edição, Michel Bastos está empatado com personagens importantes: Euller (1994), Luis Fabiano e Grafite (2004) e Adriano (2008).

Um gol nesta quarta-feira, no Independência, seria muito importante para o São Paulo, pois obrigaria o Atlético-MG a ter que fazer três para se classificar à semifinal. Isso por conta da vantagem que ele mesmo construiu, de cabeça, na semana passada.

Em 1993, o regulamento determinava que o atual campeão entrava direto na semifinal. Raí fez dois gols sobre o Newell’S Old Boys, nas oitavas de final, um no Barcelona do Equador, na semifinal, e outro em cima da Universidad Católica, de peito, na final. Todos no Morumbi. Ceni, em 2005, também marcou seus quatro em casa: um de pênalti no Palmeiras, nas oitavas, dois de falta diante do Tigres, nas quartas, e mais um de pênalti contra o River Plate, na semifinal.

Veja as informações do Tricolor para o jogo contra o Atlético-MG nesta quarta-feira:

Local: Independência, Belo Horizonte-MG
Data e horário: quarta-feira, 21h45 (de Brasília)
Escalação provável: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson, Thiago Mendes, Kelvin, Ganso e Michel Bastos; Calleri.
Desfalques: Wilder, Breno, Carlinhos, Daniel, João Schmidt, Caramelo e Centurión
Transmissão: TV Globo para SP, MG, RS, SC, PR, GO, TO, MS, MT, SE, PE (menos Petrolina), RN, PA (menos Santarém) e AP (com Cleber Machado, Casagrande, Bob Faria e Leonardo Gaciba) e SporTV (com Milton Leite e Mauricio Noriega)
Arbitragem: Andrés Cunha, auxiliado por Carlos Pastorino e Horacio Ferreiro (todos do Uruguai)

Rogério Ceni 2005 (Foto: AFP)Rogério Ceni ergue o troféu de campeão da Libertadores em 2005: ele fez quatro gols no mata-mata (Foto: AFP)
Fonte: Globo Esporte

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