Volante, sócio em bebidas e sortudo: o árbitro de Atlético-MG x São Paulo

Volante frustrado, sócio do pai numa distribuidora de bebidas e um tanto quanto sortudo, já que esteve na última Copa América em razão da lesão de outro árbitro uruguaio. Este é Andrés Cunha, que apitará Atlético-MG x São Paulo nesta quarta-feira, no estádio Independência.

Na semana passada, o colombiano Wilmar Roldán dividiu holofotes com os jogadores. Antes do jogo, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, do Tricolor, revelou uma reclamação formal na Conmebol contra as arbitragens do torneio. No fundo, era uma manifestação de preocupação à escalação de Roldán, de histórico ruim com seu clube.

Depois, o Galo chiou muito pelos sete cartões amarelos distribuídos ao seu time – foram três para o Tricolor, que, por sua vez, lamentou a não expulsão de Marcos Rocha e Rafael Carioca por supostas agressões a Kelvin e Ganso, logo no início da partida.

Agora, Cunha espera passar despercebido. Será o quinto jogo do uruguaio nessa Libertadores. O quarto com brasileiros envolvidos. Na fase de grupos, ele apitou a vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o River Plate, no Morumbi. Expulsou o lateral Vangioni por um tapa na cara de Calleri, e também o volante João Schmidt, com dois cartões amarelos. Foram os únicos vermelhos que ele mostrou até agora no torneio.

Se Roldán, no Morumbi, distribuiu 10 cartões amarelos, a média de Cunha na Libertadores é de 3,7 por partida. Vale lembrar que Leonardo Silva e Leandro Donizete estão pendurados, e não jogarão a primeira semifinal se receberem o terceiro amarelo e o Atlético avançar. No São Paulo, ninguém corre esse risco.

Em faltas marcadas, a proximidade de números é maior. O colombiano apitou 36 na semana passada – 22 do Galo e 14 do Tricolor –, enquanto Cunha tem, na estatística, 32,5 por jogo.

O duelo brasileiro das quartas de final será sua primeira atuação no mata-mata. Além de São Paulo x River Plate, ele também esteve presente na vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Cobresal, no Chile, e nos empates de 1 a 1 entre San Lorenzo e Grêmio, na Argentina, e Bolívar e Boca Juniors, em La Paz.

Aos 39 anos, Cunha se transformou no principal árbitro do Uruguai depois que Darío Ubríaco se aposentou, em dezembro. Em junho do ano passado, uma contusão de Ubríaco abriu espaço para que ele apitasse a Copa América, no Chile. Quando era mais jovem, ele tentou ser jogador, atuou como volante pelo time do Rampla Juniors. Não emplacou.

São Paulo x River Plate Vangioni Calleri (Foto: Marcos Ribolli)Árbitro uruguaio, de amarelo, expulsou Vangioni, do River Plate, depois do tapa em Calleri (Foto: Marcos Ribolli)

O status o leva a jogos importantes no campeonato de seu país. No mês passado, em abril, Andrés Cunha deu quatro pênaltis – três a favor do Nacional e um para o Defensor Sporting – num clássico local que terminou 4 a 2 para o Nacional.

– Foi atípico, nunca havia acontecido comigo. No gramado é preciso tomar decisões e fiquei tranquilo. Na rua as pessoas fizeram piadas, mas os torcedores são passionais e há de se entender – afirmou, na época, à imprensa uruguaia.

O sonho de Andrés Cunha é apitar uma Copa do Mundo. Enquanto esse dia não chega, ele se contenta com o jogo mais importante do ano no futebol nacional. O São Paulo venceu por 1 a 0 no Morumbi, e poderá empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que faça gols, para chegar à semifinal. O Galo, por sua vez, precisa vencer por dois gols de vantagem. Se fizer 1 a 0, a vaga será decidida nos pênaltis.

 

Fonte: Globo Esporte

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