Preço e indisciplina evitaram Raniel no São Paulo ainda em 2015

Novo reforço do São Paulo para o ataque, Raniel já esteve na mira do clube há quatro anos e ficou perto de um acerto. Na ocasião, porém, o alto valor pedido pelo Santa Cruz e o histórico de indisciplina do jogador, que viria a princípio para a equipe sub-20 do Tricolor, pesaram contra ele e foram determinantes para que o negócio acabasse não sendo fechado.

O episódio aconteceu em 2015, quando a base do São Paulo era comandada por Júnior Chávare e o técnico do sub-20 era André Jardine. Como já haviam feito no Grêmio, eles tentavam trazer jovens promissores de outras equipes para reforçar a base, e identificaram em Raniel, que vinha se destacando no Santa Cruz, um alvo que se encaixava no perfil buscado. Mas o valor pedido pelos pernambucanos por um jogador tão jovem assustou.

Os problemas pessoais também ajudaram para que Raniel não se transferisse para o São Paulo há quatro anos. Na época, ele cumpria suspensão de um ano por ter testado positivo em exame antidoping para cocaína na temporada anterior. O próprio atleta admitiu o uso da droga em uma saída com amigos e, posteriormente, deu a volta por cima ao retornar do gancho, com boas atuações pelo Santa Cruz.

O empresário de Raniel, aliás, se viu envolvido em uma polêmica no São Paulo também naquele ano. Mariana Aidar, filha do então presidente Carlos Miguel Aidar e que havia deixado recentemente o cargo de assessora da presidência no Tricolor, intermediou a visita do agente do jogador à época, Fernando Almeida, ao CT de Cotia em setembro de 2015, acompanhado de dirigentes do Santa Cruz. Ela alegou que o empresário era seu amigo e que agiu a pedido do pai. Aidar cairia um mês depois em meio a denúncias de corrupção.

Em 2016, após voltar da suspensão e retomar a boa forma pelo Santa Cruz, Raniel foi para o Cruzeiro por empréstimo, também para jogar no sub-20. Rapidamente se destacou, foi para o elenco profissional e teve seus direitos comprados em definitivo pelo time mineiro. Agora, chega ao São Paulo como esperança para um setor ofensivo que foi tímido no primeiro semestre. O Tricolor deposita nele, em Alexandre Pato e em Pablo a esperança de ver mais gols na segunda metade da temporada.

 

Fonte: Uol

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