Por versatilidade, Rodrigo Caio “reaprende” a jogar no meio-campo

O zagueiro Rodrigo Caio foi campeão olímpico e tem sido presença constante nas listas de convocação do técnico Tite para a Seleção Brasileira, mas tem sido escalado no São Paulo em uma função diferente daquela que, ao menos aparentemente, alavancou sua carreira. Colocado por Rogério Ceni praticamente como um volante, flutuando entre uma linha de três zagueiros e o meio-campo, o  jogador é visto pelo treinador como um projeto ainda em evolução.

“O Rodrigo é muito inteligente, tenho admiração muito grande porque trabalhei como atleta e sei que ele tem um entendimento muito grande. E ele não faz um volante volante, ele faz um terceiro zagueiro. O Tite conhece o Rodrigo muito bem como zagueiro de ofício, principalmente pelo lado esquerdo. Está sendo convocado mesmo na seleção adulta”, avaliou Ceni, descartando qualquer prejuízo que a nova forma de jogar possa trazer ao atleta.

“Tudo que ele possa agregar às possibilidades é importante, até pela evolução dele. Por que o Rodrigo não pode fazer uma função parecida com a do Casemiro, que vem sendo bastante elogiado tanto no Real Madrid quanto na Seleção?”, observou, confiante na criação de um jogador moderno com as experimentações.

“Todo conhecimento que ele possa ser adquirido vai ajudá-lo no futuro aqui no São Paulo e até numa saída, sabemos que ele tem bastante mercado lá fora. Ele tem desenvoltura para exercer qualquer uma dessas funções. Inteligente, bom passe, jogo aéreo, completo. Mesmo jovem mostra muita experiência no campo de jogo, é uma das principais figuras que eu confio no meu time”, disse Rogério.

O dilema sobre a real posição de Rodrigo Caio, porém, é bem mais antigo do que as quatro semanas de pré-temporada do clube. Alçado como meio-campista em 2011, ele foi escalado nos dois setores diversas vezes por diversos técnicos diferentes.

Porém, depois de se firmar como titular em 2014, falou repetidas vezes que preferia atuar como zagueiro do que como volante, sendo utilizado bem menos mais à frente nos anos seguintes. Quando o fazia era por carências do próprio elenco, algo que Rogério Ceni admite ser uma das causas de suas dúvidas neste início de ano.

“Temos um elenco muito enxuto, só 23 jogadores disponíveis neste começo, por exemplo”, relembrou o comandante, que espera achar uma forma característica de jogar em pouco tempo. “A ideia é fazer os adversários se adaptarem ao nosso estilo de jogo, firmar uma maneira própria de jogar. Tenho confiança de que vamos conseguir”, concluiu.

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