Pela situação, Casares rebate Marco Aurélio Cunha

 

O lançamento da tentativa de candidatura do ex-superintendente Marco Aurélio Cunha à presidência do São Paulo agitou os bastidores do clube. Tanto entre os aliados de Juvenal Juvêncio, quanto entre os conselheiros que já não estão mais tão satisfeitos com a atual administração. Na visão da situação, é prejudicial ao clube antecipar a discussão política antes do fim deste ano. Isso é o que defende o vice de comunicações e marketing Julio Casares, que falou ao LANCE!Net pelo lado da atual gestão.

Casares não é candidato, apesar de confirmar que esse seria o desejo de alguns conselheiros. Prefere, no entanto, não falar em nomes para a sucessão. Não passa pelas opções de Roberto Natel, Carlos Augusto de Barros e Silva – o Leco – e Adalberto Baptista. Prefere defender o que fez o atual presidente no período em que esteve à frente do clube. Classifica a candidatura de Marco Aurélio Cunha como um desserviço, e mal colocada após a eliminação na Libertadores.

Segundo Casares, Marco Aurélio Cunha ainda não é visto como um adversário para as eleições presidenciais em abril de 2014, mas sim como um “filho desgarrado” – ele atuou como superintendente da atual diretoria até 2010. Pelo grupo de situação, admite que os aliados trabalham politicamente, e afirma que o candidato será escolhido pela indicação de Juvenal Juvêncio e consenso no Conselho.

Confira a entrevista com Julio Casares, em entrevista ao LANCE!Net:

Como vê a abertura da discussão política com a candidatura do Marco Aurélio Cunha?
Tenho o maior respeito pelo Marco Aurélio, mas antecipar o processo eleitoral é um desserviço. Tem um momento próprio para isso. Vamos disputar Brasileirão, Recopa, Copa Audi, temos um calendário importante. Esse momento pode acontecer em dezembro, janeiro. Todo mundo perde antecipando.

Situação já pensa na campanha? Cogita-se Natel, Leco, Adalberto…
É tratado nos bastidores, partidos políticos se organizam. Mas ninguém fala em nomes à sucessão. Fala-se em trabalhos nos partidos que apoiam, para que a gente faça um bom trabalho e consiga a maioria para 2014. O candidato que vier a ser escolhido pelo presidente será por consenso da situação.

Imagina-se como um candidato? Alguns conselheiros falam. Poderia?
Hoje não sou candidato. Claro que no futuro as coisas mudam. Fico honrado quando o conselheiro lembra meu nome. Ser presidente é um sonho, mas não uma prioridade. Hoje não sou, pode ser que no futuro aconteça se eu conseguir compatibilizar meu tempo. O São Paulo tem bons nomes para a instituição.

Enquete no L!Net teve preferência de Marco Aurélio: 97%.. Assusta?
Não, é esperado. O Marco tem um trabalho forte em redes sociais, foi vereador muito bem votado, está sempre na mídia e fora da direção. Quem está fora tem um espaço na mídia muito grande. Quando você está sem responsabilidade de um cargo, você tem muito mais espaço na mídia, não é culpado de nada, então não foi surpresa.

Se seu nome estivesse na enquete, acha que seria diferente?
É difícil falar da gente. Acho que o trabalho de marketing que foi feito foi pensado nos torcedores, com aprovação deles, e nós acreditamos muito no retorno desse torcedor que sempre apoiou o trabalho. Achamos que em cima disso poderíamos representar um percentual razoável. Se essa pesquisa fosse feita na época da decisão da Sul-Americana, título inédito, o resultado seria diferente.

Acha que o Marco conseguirá a chapa de 55 vitalícios?
Respeito o Marco Aurélio, acho legítimo, mas acredito muito que essa maioria que foi construída no Conselho vai confirmar os nomes que serão apresentados pela situação. Acredito muito que venha a exercer a continuidade de uma gestão desde Marcelo Portugal Gouvêa, não é só Juvenal. Se você compara esta década do São Paulo, 2002 a 2012, você vê o peso que isso teve.

Marco já é visto como rival?
Ele é um filho desgarrado, que esteve conosco, onde o Juvenal foi muito leal, mas hoje é um filho desgarrado. E nós esperamos que todo filho desgarrado passe um tempo numa reflexão e volte a conviver com a gente. Respeito muito, mas o considero um filho desgarrado.

Caso ele desista, a situação o aceitaria como aliado?
Acho que o apoio sempre é bem-vindo, sempre é um reforço. É uma pessoa que tem posição na mídia, força com a torcida. Mas claro que daí para partir para uma participação de gestão, é outra coisa. Mas acho que é sempre bem-vindo.

Fonte: Lance

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