Pato pede mais Muricys no futebol: “Se precisar te xingar, vai te xingar”

Alexandre Pato não convenceu o técnico Muricy Ramalho durante a intertemporada, na pausa para a Copa do Mundo, mas conseguiu recuperar o lugar de titular nos primeiros jogos do segundo semestre. Nas três últimas partidas da equipe, contra Vitória, Criciúma e Bragantino, o atacante foi o melhor da equipe. Para ele, méritos do treinador, que cultivou relação aberta, com críticas e elogios escancarados.

“Acho que o Muricy é um cara que fala muito na cara, deveria existir muito mais dele. É um cara que joga tudo na cara, joga aberto e não esconde nada. Ele quer o seu bem. Se ele precisar te xingar, ele vai te xingar. Se precisar te elogiar, vai elogiar”, falou Alexandre Pato, nesta terça-feira, no CT da Barra Funda.

Antes de Muricy Ramalho, Pato trabalhou com Tite e Mano Menezes, no Corinthians, desde seu retorno ao Brasil. Com os dois treinadores no clube rival, sofreu com as mesmas situações. Não conseguiu encontrar o melhor desempenho – que teve no Milan, na Itália – por não se adaptar a nenhuma das funções do ataque, como ponta, segundo atacante ou centroavante. Agora, Muricy colhe elogios do atacante.

“Professor é muito exigente, ele fala tudo na cara, é muito franco. Ele te deixa livre, mas te cobra muito empenho. Empenho que venho buscando desde que eu venho da pausa. Estou me adaptando a cada jogo, ao modo que ele vem pedindo pra que faça a cada jogo. Sei que tenho que trabalhar cada vez mais para melhorar”, disse.

Na última partida, contra o Vitória, ele conseguiu fazer dois gols e finalmente caiu nas graças da torcida. Ao comemorar o primeiro, se jogou no escudo do clube, no gramado do Morumbi, e foi logo abraçado por Kaká, amigo de Milan e seleção brasileira. Nesta terça-feira, Pato afirmou que a comemoração foi premeditada e disse que quase se machucou com o abraço do companheiro.

“Sim, teve conselho sim. Mas sempre quis ir ali no escudo. Queria ter ido no jogo do Criciúma. Não consegui. Tentei, tentei e a bola não entrou. Nesse jogo tive a felicidade de fazer um dos gols. Eu briguei com o Kaká depois, na hora que ele me abraçou ele deu uma cotovelada no meu dente, achei que tinha caído. A emoção foi única”, falou o atacante, que afirmou que a ideia de comemorar no escudo foi conselho de um dos funcionários do departamento de comunicação do clube. “Era um desejo, eu queria demonstrar meu carinho pela torcida do São Paulo. Pensei em ir no símbolo ou correr em volta do campo, mas o símbolo estava mais perto”.

A volta de Dunga à seleção brasileira também rendeu comentários de Pato nesta terça-fera. O atacante, convocado pelo treinador durante o ciclo de 2006 a 2010, diz que só depende de si mesmo para voltar a representar o país.

“Primeiro eu vim buscando meu espaço dentro da pausa da Copa. Então estou muito focado na preparação dos Estados Unidos eu venho me preparando. Eu tenho que me preparar. Tenho que a cada jogo aproveitar mais chances para que eu seja premiado”, disse.

 

Fonte: Uol

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