Muricy observa Dória e Centurión em jogo-treino com time no 3-5-2

Confirmados com antecedência como titulares do São Paulo no duelo de sábado com o Bragantino, os reforços Dória e Centurión foram observados pelo técnico Muricy Ramalho ao lado de reservas, em jogo-treino contra o Nacional, na tarde desta quinta-feira, um dia depois do empate por 0 a 0 com o Santos.

Contratado por ser canhoto – e atuar pelo lado esquerdo da dupla de zaga -, Dória foi escalado como terceiro zagueiro na atividade. Quem jogou mais próximo da lateral esquerda foi o também canhoto Edson Silva. Ao seu lado direito, atuou Antônio Carlos, que perdeu espaço no elenco e não foi inscrito no Campeonato Paulista.

Já Centurión, que é visto por Muricy mais como um meia pela esquerda do que propriamente um ponta, recebeu liberdade para flutuar entre o meio-campo e o ataque, de qualquer lado. Assim como Dória, o meia-atacante argentino será testado em Bragança Paulista, último compromisso antes da estreia na Copa Libertadores (na quarta-feira, contra o Corinthians, em Itaquera).

A formação que iniciou o jogo-treino foi composta por Denis; Antônio Carlos, Doria e Edson Silva; Hudson, Thiago Mendes, Maicon, Centurión e Boschilia; Alexandre Pato e Kardec.

Enquanto os reservas jogaram debaixo de sol escaldante, os atletas que foram titulares diante do Santos, na Vila Belmiro, realizaram trabalho regenerativo na piscina do CT da Barra Funda, sob orientação de Roberta Rosas, professora de hidroginástica. Os zagueiros Rodrigo Caio e Paulo Miranda, em recuperação de lesão, exercitaram-se com o preparador físico José Mário Campeiz.

Válido pela quinta rodada da competição estadual, o jogo contra o Bragantino será às 18h30 (de Brasília) de sábado. O último ensaio ocorre na manhã desta sexta-feira.

Fonte: Gazeta Esportiva

3 comentários em “Muricy observa Dória e Centurión em jogo-treino com time no 3-5-2

  1. É certo que todo e qualquer profissional, de qualquer área, tenha suas crenças, seu jeito de trabalhar e competências técnicas que se sobressaem a outras. Mas quando tudo isso fica em primeiro plano, é perigoso. Sinto que Muricy Ramalho está nesse ponto de sua – brilhante – carreira. E não é de hoje.

    Quando dirigia o Santos e levou aquele vareio de bola do Barcelona, na final do Mundial de Clubes, isso já ficou evidente. Por mais que tenha começado o jogo com um esquema diferente do que vinha usando naquela temporada (e o Barça fosse uma potência do futebol), a insistência em manter um padrão de jogo privilegiando a defesa custou muito caro. E o pior: parece que o treinador não tirou nenhuma lição daquilo. Ou realmente não tem criatividade suficiente para sair do modus operandi que o consagrou.

    Não há nenhum problema um treinador privilegiar um jogo defensivo ou ofensivo. Não é essa a questão. A discussão é ser cegamente leal àquilo em que se acredita, conforme Muricy Ramalho demonstra ser. O técnico tem clara dificuldade em adaptar sua convicções. Ou até mesmo adaptar convicções de outros, cujo time que dirige aposta.

    O São Paulo irá, em 2015, apostar mais uma vez nos pontas. Não tenho nada contra. Mas quem “implantou” isso no clube foi Ney Franco, que na época contava com Lucas, o último (e único) grande ponta que passou pelo Tricolor nos últimos tempos. Muricy Ramalho não assimila muito bem um jogo ofensivo como o que privilegia os pontas.

    Ele, que foi um meia habilidosíssimo e clássico, e teve como grande professor Telê Santana, um dos grandes mestres do futebol clássico, é um cara que acredita e segue essa mesma escola clássica, do meia-armador cadenciador, do jogo aéreo como “arma secreta”. Mudar isso, a essa altura da vida, tem sido um martírio ao comandante são paulino.

    Por isso, de novo, ele quis um volante habilidoso, que soubesse ajudar na armação (Thiago Mendes). Quis um zagueiro canhoto, com qualidade na saída de bola (Dória). Quis os dois laterais do Fluminense, que mostraram pouco até agora, mas foram campeões com o treinador nas Laranjeiras e um quê de lealdade devem ter ao pragmatismo de Muricy. Quis outro meia-armador cadenciador, extremamente clássico (Conca, que não chegou).

    Mas não fez questão de um ponta rápido, driblador, que veio por meio de um investimento de um torcedor “querendo ajudar o clube” (Centurión). Não é possível cravar que quis outro atacante rápido, driblador, que pode cair pelas contas (Jonathan Cafu, o único atacante que ainda não começou um jogo sequer como titular). Não falou nada sobre Daniel, que pode ter sido contratado para ser ponta.

    Enfim. Isso tudo diz muito sobre Muricy. E o campo vai dizer se suas crenças ainda têm espaço ou não. Afinal, a bola pune. E Aidar não está lá com muita paciência, não.

    • Gostei dessa opinião ….só para finalizar acho que o Muricy que é um ótimo treinador precisa fazer como Tite fez, uma reciclagem e estudar mais o futebol mudou muito…para que o Muricy voltar a ser campeão ele precisaria passar por esse processo….pois elenco para ser campeão ele tem.

      • Gostei dos dois comentários; só ousaria corrigir o verbo “é” para foi, do Claudinei
        Ferreira. No futebol jogado hoje, acredito que o Murici não se enquadre nem como um “bom técnico”: está a um ano e meio no clube e não conseguiu fazer o time jogar de alguma maneira – qualquer que fosse ela. Por isso concordo com a opinião daqueles que afirmam que ele está apenas distribuindo camisas e isto, inclusive, ficou mais difícil pra ele, com sua insistência de contratações caras que pressionam por jogar. Uma coisa sua insistência conseguiu: o time tem hoje o melhor elenco do Brasil (disparado) e pode por si só, com o entrosamento conseguido nos jogos, conseguir resultados (desde que o técnico não atrapalhe)…

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