Muricy e a torcida do São Paulo podem ter mudado o futuro de Pato

Quando firmou-se a troca de Alexandre Pato por Jadson o principal argumento dos dirigentes do São Paulo era que, no Morumbi, o atacante teria a seu lado uma torcida que não o cobraria por um perfil que ele não poderia adotar, como aconteceu no Corinthians. O outro argumento era que o técnico Muricy Ramalho havia pedido a contratação, e já sabia antes do primeiro treino como montaria o time para Pato jogar, além de se responsabilizar pelo sucesso ou pelo fracasso da transferência. Pois em pouco tempo tudo isso começa a se confirmar. Depois de viver o pior momento da carreira, Muricy e a torcida do São Paulo podem mudar o futuro do jogador.

Nesta quarta-feira, às 22h, Pato e o São Paulo enfrentam o CRB pela segunda fase da Copa do Brasil, em Maceió. O atacante hoje é o protagonista, dono de todos os holofotes e cercado de expectativa positiva, mas há pouco tempo a situação dele era oposta.

O último capítulo de Pato no Corinthians foi a invasão ao CT Joaquim Grava no início de fevereiro. O episódio reuniu cerca de 200 membros de torcidas organizadas do clube que entraram no local de treinos do elenco e hostilizaram jogadores e funcionários. Alexandre Pato e Emerson Sheik foram os principais alvos. Coincidência ou não, uma semana depois os presidentes Juvenal Juvêncio e Mario Gobbi assinavam a transferência de Pato para o rival. Um ano depois de custar R$ 40 milhões, Pato se confirmou um fracasso no Parque São Jorge. Segundo relatos do próprio jogador aos dirigentes são-paulinos, o maior incômodo pessoal e fator determinante para o fraco desempenho foi a cobrança para que ele “fosse Corinthians” e assumisse o perfil que a torcida lhe cobrava.

A diretoria tricolor, então, acreditou que Pato poderia ser São Paulo. Acreditou que o perfil do atleta se encaixaria melhor com que espera a torcida são-paulina. E deu certo. Mesmo após um estranhamento inicial, Pato demorou apenas uma partida para convencer no Morumbi. O atacante herdou a canção feita para o ex-meia Ricardinho, que em 2002 trocou o Corinthians pelo São Paulo: “Oh, oh, oh, oh, deixou de ser galinha pra jogar no Tricolor”.

Assim como a torcida já abraçou Pato, como previa a diretoria, Muricy parece ter acertado na aposta tática que previu antes dos primeiros treinos. No Corinthians de Tite, Pato jogou na maioria das vezes como ponta esquerda ou direita de um vitorioso 4-2-3-1. Em poucas vezes como segundo atacante. No time de Mano Menezes, Pato tentou ser centroavante. Nunca teve uma sequência no desempenho que se esperava. No São Paulo, Muricy disse desde o primeiro momento que Pato jogaria como segundo atacante à frente de duas linhas de quatro ou no máximo como falso 9, sem Luis Fabiano. Em todos os jogos e treinos em seguida, Pato foi segundo atacante em um 4-4-2 com duas linhas. E até agora deu certo.

Emprestado ao São Paulo até o fim de 2015, Pato tem nesta quarta-feira mais uma chance para mostrar que a troca de rivais fez bem.

 

Fonte: Uol

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