Muricy chega ao Brasileiro sem sofrer pressão de Libertadores

Tricampeão nacional pelo São Paulo, o técnico Muricy Ramalho começa daqui a uma semana oBrasileirão de 2014 de uma forma bem diferente das edições em que participou na sua passagem anterior pelo clube. Entre 2006 e 2009, o treinador era obrigado a dividir suas atenções com a grande obsessão do torcedor são-paulino, a Copa Libertadores da América.

Na época, Muricy acumulou frustrações no torneiocontinental, o que pressionava seu trabalho no Brasileirão. Em 2006, o profissional começou o Nacional em meio à disputa da Libertadores, chegando até a final da competição da Conmebol.

Ao perder a decisão da América para o Internacional, com o Brasileirão já em andamento, o técnico teve de reerguer o ânimo de seu time e mostrou eficiência para conquistar seu primeiro título nacional à frente do São Paulo.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Muricy Ramalho sofria pressão por Libertadores em sua passagem anterior pelo São Paulo

Na temporada seguinte, o clube estreou no Brasileirão com a vitória sobre o Goiás, poucos dias depois de ter sido eliminado nas oitavas de final da Libertadores pelo Grêmio. Sob forte pressão no cargo, Muricy foi mantido à frente da equipe e levou o Tricolor ao bicampeonato.

 

Já em 2008, quando perdeu na primeira rodada do Nacional em casa para o Grêmio, o São Paulo ainda estava vivo na luta pelo troféu da América. Entretanto, o time de Muricy voltou a cair no mata-mata, contra o Fluminense, nas quartas de final, de forma dramática. Mais uma vez pressionado, o treinador viu seu elenco demorar a reagir, mas conseguiu uma arrancada no segundo turno para conquistar o inédito terceiro título consecutivo.

Porém, em 2009, a Libertadores voltou a pesar, desta vez sem dar chance de recuperação ao técnico. Novamente com o Brasileiro em andamento, o São Paulo caiu nas quartas de final do torneio continental contra o Cruzeiro, e Muricy foi demitido antes mesmo de sua equipe voltar a campo.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Um comentário em “Muricy chega ao Brasileiro sem sofrer pressão de Libertadores

  1. Demitir Murici foi o auge da soberba que nos custou times fraquissimos de 2010 a 2013 , soberba substituida pela humildade em readmiti-lo e nos salvar do iminente e quase certo rebaixamentor.
    Foram 3 anos de soberania que agora espero que volte , desta vez com um pouco mais de paciência e boa dose de humildade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*